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| Basílio Da Gama |
Basílio da GamaJosé Basílio da Gama (Minas Gerais, 1740 - Lisboa, 1795). Poeta luso-brasileiro, filho de pai português e mãe brasileira. Ficou orfão e foi para o Rio. Entrou em 1757 para a Companhia de Jesus. Dois anos depois a ordem é expulsa do Brasil e o poeta foi para Portugal e depois para Roma, onde foi admitido na Arcádia Romana. De volta a Lisboa, por suspeita de Jansenismo, foi condenando ao degredo em Angola; salvou-o um epitalâmio que dedicou à filha do marquês de Pombal, que o indultou e protegeu.
Em 1769, publica o poema épico O Uraguai, que tem por assunto a guerra movida por Portugal aos índios das missões do Rio Grande do Sul. Mais tarde foi nomeado oficial da Secretaria do Reino. Patrono da Academia Brasileira de Letras.
Obras:
O Uraguai (1769)
Ver Também
Arcadismo
Ligações Externas
[http://www.cidadeshistoricas.art.br/hac/bio_gama_p.htm Basílio da Gama - Biografia]
[http://www.biblio.com.br/Templates/basiliodagama/BasiliodaGama.htm Basílio da Gama]
Categoria:Poetas do Brasil
Categoria:Escritores do Brasil
Minas Gerais
Minas Gerais é o quarto maior estado do Brasil, com uma extensão semelhante à da França: 588 384,30 km². Localiza-se no Sudeste e limita-se a norte e nordeste com a Bahia, a leste com o Espírito Santo, a sudeste com o Rio de Janeiro, a sul e sudoeste com São Paulo, a oeste com o Mato Grosso do Sul e a noroeste com Goiás, incluindo uma pequena fronteira com o Distrito Federal.
Geografia
O Estado de Minas Gerais esta localizado entre os paralelos de 14º13'58' 'de latitude norte e 22º54'00' 'de latitude sul e os meridianos de 39º51'32' ' e 51º02'35' ' a oeste de Greenwich. É o segundo Estado mais populoso do país, com 18 milhões de habitantes que se distribuem por 853 municípios, sendo a unidade da federação brasileira com o maior número de municípios. Os municípios mineiros sâo 51,2% dos existentes na região Sudeste e 15,5% dos existentes no Brasil.
A capital é Belo Horizonte, concebida e planejada para substituir a colonial Ouro Preto ao final do século 19, então saturada e esgotada em sua capacidade de infra-estrutura para sediar o governo. Teve sua construção marcada pela formulação de planejamento urbano específico, espelhado no exemplo de Boston (EUA). Foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897.
Segundo projeções atuais, Belo Horizonte acolhe 2,3 milhões de habitantes (2003). Com outros 33 municípios, forma a principal região metropolitana do Estado, com 4,8 milhões de habitantes.
Dentre os inúmeros fatores que pesaram na criação de Belo Horizonte, a localização privilegiada foi determinante, por estar a capital quase centralizada no estado. Belo Horizonte
Em relação aos municípios das capitais brasileiras, a distância máxima (até Boa Vista) não passa de 3.118 km, e dentro do próprio estado não vai além de 865 km (Formoso). Sua localização faz com que por meio dela ou em suas cercanias passem rodovias federais muito importantes para a interligação nacional.
A mais populosa cidade do estado é Belo Horizonte, com 2,2 milhões de habitantes. Outras cidades importantes são: Contagem, Uberlândia, Juiz de Fora, Betim, Montes Claros, Poços de Caldas, Ouro Preto, Diamantina, Varginha, Pouso Alegre, Teófilo Otoni, Araxá, Ipatinga, Unaí e Governador Valadares.
Municípios
- Veja a Lista de municípios de Minas Gerais.
Rios do estado
- Veja a Lista de rios de Minas Gerais.
Segmentação territorial
Existem diversas formas de segmentar territorialmente Minas Gerais, cada qual é utilizada para um objetivo específico.
Divisões Regiões de Minas Gerais:
- Mesoregiões Geográficas – 12 Mesoregiões
Origem: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
- Microregiões Geográficas – 66 Microregiões
Origem: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
- Área Mineira da Agência de Desenvolvimento do Norte e Nordeste (ADENE ) – 165 Municípios
Origem: Medida Provisória Nº 2.146-1, de 24/08/01, que foi alterada pela Medida Provisória Nº 2.156-5, de 24/08/01 e instalada pelo Decreto Nº 4.126, de 13/02/02
- Região Metropolitana de Belo Horizonte – 34 Municípios
Origem: Lei Federal Nº 14, de 08/06/73, que na sua redação original contemplava 14 municípios: Belo Horizonte, Betim, Caeté, Contagem, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano.
Colar Metropolitano da Região Metropolitana de Belo Horizonte – 14 Municípios
Origem: Lei Complementar Estadual Nº 63, de 10/01/02
- Região Metropolitana do Vale do Aço – 4 Municípios
Origem: Lei Complementar Estadual Nº 51, de 30/12/98
Colar Metropolitano da Região Metropolitana do Vale do Aço – 22 Municípios
Origem: Lei Complementar Estadual Nº 51, de 30/12/98 Lista de rios de Minas Gerais, em Congonhas]]
- Regiões para Fins de Planejamento – 10 Regiões
Origem: Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado, de 1985.
- Associações Microregionais – 40 Associações
Origem: Associação Mineira de Municípios (AMM)
Regiões de Planejamento
O Estado de Minas Gerais divide-se em 8 (oito) regiões de planejamento, que são:
- Triângulo e Alto Paranaíba
- Alto São Francisco
- Noroeste
- Jequitinhonha
- Rio Doce
- Metalúrgica e Campo das Vertentes
- Zona da Mata e
- Sul de Minas.
Historia econômica do estado
O desbravamento da região teve início no século 16, por bandeirantes paulistas que buscavam ouro e pedras preciosas. Em 1693, as primeiras descobertas importantes de ouro provocaram uma corrida cheia de incidentes, sendo o mais grave a Guerra dos Emboabas (1707-10). Em 1709, foi criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, que, em 1720, foi desmembrada em São Paulo e Minas Gerais.
Na primeira metade do século XVIII, a região tornou-se o centro econômico da colônia, com rápido povoamento. No entanto, a produção aurífera começou a cair por volta de 1750, o que levou Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos, provocando a revolta popular, que culminou na Inconfidência Mineira, em 1789.
Encerrada essa fase, a política de isolamento, antes imposta à região mineradora como forma de exercer maior controle sobre a produção de pedras e metais preciosos, ainda inibia o desenvolvimento de qualquer outra atividade econômica de exportação, forçando a população a se dedicar a atividades agrícolas de subsistência. Por decênios, apesar dos avanços alcançados na produção de açúcar, algodão e fumo para o mercado interno, Minas Gerais continuou restrito às grandes fazendas, autárquicas e independentes. A estagnação econômica da província, como de toda a colônia, somente foi rompida com o surgimento de uma nova e dinâmica atividade exportadora, o café.
A introdução da cafeicultura em Minas Gerais ocorreu no início do século XIX. Localizou-se, inicialmente, na Zona da Mata, onde se difundiu rapidamente, transformando-se na principal atividade da província e agente indutor do povoamento e do desenvolvimento da infra-estrutura de transportes. A prosperidade trazida pelo café ensejou um primeiro surto de industrialização, reforçado, mais tarde, pela política protecionista implementada pelo Governo Federal após a Proclamação da República.
As indústrias daí originárias eram de pequeno e médio portes, concentradas, principalmente, nos ramos de produtos alimentícios (laticínios e açúcar), têxteis e siderúrgicos. No setor agrícola, em menor escala, outras culturas se desenvolveram, como o algodão, a cana-de-açúcar e cereais.
O predomínio da cafeicultura só vai se alterar, gradualmente, no período de 1930/50, com a afirmação da natural tendência do Estado para a produção siderúrgica e com o crescente aproveitamento dos recursos minerais. Ainda na década de 50, no processo de substituição de importações, a indústria ampliou consideravelmente sua participação na economia brasileira. Um fator que contribuiu para essa nova realidade foi o empenho governamental na expansão da infra-estrutura - sobretudo na área de energia e transportes - cujos resultados se traduziram na criação, em 1952, da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e no crescimento da malha rodoviária estadual, com destaque para a inauguração da Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, no fim da década.
Nos anos 60, a ação do Governo cumpriu papel decisivo no processo de industrialização, ao estabelecer o aparato institucional requerido para desencadear e sustentar o esforço de modernização da estrutura fabril mineira.
A eficiente e ágil ofensiva de atração de investimentos, iniciada no final da década de 60, encontrou grande ressonância junto a investidores nacionais e estrangeiros. Já no início dos anos 70, o Estado experimentou uma grande arrancada industrial, com a implantação de inúmeros projetos de largo alcance sócio-econômico. O parque industrial mineiro destacou-se nos setores metal-mecânico, elétrico e de material de transportes.
Entre 1975 e 1996, o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro cresceu 93% em termos reais. Em igual período, o País registrou um crescimento de 65%. Esse relevante desempenho verificou-se, sobretudo, no setor de transformação e nos serviços industriais de utilidade pública. Na indústria extrativa mineral, a supremacia mineira durou até 1980, quando o País passou a explorar, entre outras, as jazidas do complexo Carajás. Entretanto, em 1995, o Estado ainda respondia por 26% do valor da produção mineral brasileira do setor de metálicos.
Hoje, a estrutura econômica do Estado é bastante influenciada pelo setor industrial, responsável por 35,5% do PIB de Minas Gerais, enquanto a agropecuária contribui com cerca de 11,3% e o setor de serviços, com 53,2%
Demografia
Em 2000, Minas Gerais apresentava população total de 17.891.494 habitantes, sendo 8. 851.587 homens e 9.039.907 mulheres. Como todos os demais estados da região sudeste do Brasil, apresenta alta taxa de urbanização. Essa urbanização se acelerou em um crescimento explosivo entre os anos 60 e 80, o causou distorções com relação ao acesso universal à infra-estrutura urbana.
As regiões mais densamente povoadas são a Metalúrgica, Campo das Vertentes, Triângulo, Alto Paranaíba ,Zona da Mata e Sul.
O Povo Mineiro
O povo mineiro é conhecido nacionalmente por suas características: religiosidade, timidez, hospitalidade, alegria e desconfiança. Além do sotaque mineiro, rico em expressões populares, falado de um jeito ligeiro e simplificando as palavras. Existem 2 tipos de mineiros: o mineiro do interior e o mineiro da cidade. O mineiro do interior está ligado de corpo e alma à terra. A vida no interior de Minas Gerais é pacata, onde as pessoas ainda acordam antes da 6 horas da manhã, usam fogão-à-lenha para preparar o feijão-tropeiro ou o angú, contam causos e histórias passadas de geração em geração. Já o mineiro da cidade leva uma vida típica dos grandes centros urbanos, com muito trabalho e correria.
O povo mineiro tem suas cacracterísticas herdadas da miscigenação de diversas culturas: a religiosidade e temperamento desconfiado e de poucas palavras foram herdados dos imigrantes portugueses que chegaram em grande número à Minas Gerais durante o ciclo do ouro, no século XVIII. Os imigrantes portugueses vinham direto de suas pequenas aldeias no interior de Portugal e se fixavam em Minas, trazendo suas crenças seculares intactas e encorporadas na raíz do povo mineiro.
Muito da cultura mineira se deve aos povos africanos, trazidos como escravos nos séculos XVIII e XIX. A comida mineira, uma das mais ricas do Brasil, tem sua base essencialmente nos pratos africanos. Eram as mucamas negras que cozinhavam para os senhores, e o tempero mineiro foi herdada do tempero das escravas africanas.
O índio também contribuiu enormemente para a formação da identidade mineira, não só na culinária, como no uso da mandioca nos pratos, mas também no própio caráter do povo mineiro.
Os imigrantes também contribuíram para a formação da identidade mineira. Embora o povo mineiro já tivesse uma identidade cultural formada, no início do século XX chegaram em Minas grandes levas de estrangeiros em busca de melhores condições de vida. Destacaram-se os imigrantes italianos, que rapidamente se integraram à sociedade mineira, mesclando os hábitos mineiros e os hábitos italianos, dando uma valiosa constribuição para Minas Gerais. Sírios-libaneses, espanhóis, alemães e outros imigrantes também se integraram facilmente à hospitaleira população mineira, tornando-se mineiros e enriquecendo a miscigenação cultural que faz parte da História do estado de Minas Gerais.
Cultura de Minas Gerais
Literatura
Escritores mineiros famosos incluem:
- Fernando Sabino- autor de O Encontro Marcado.
- Carlos Drummond de Andrade- um de seus poemas mais conhecidos é "Itabira é só um retrato na parede.Como dói.", referindo-se a ele estar morando há muito no Rio.
- Roberto Drummond - autor de Hilda Furacão e colunista de esporte no Estado de Minas.
- Ziraldo- humorista e criador do Menino Maluquinho.
- Guimarães Rosa - autor de Grande Sertão Veredas.
Cinema
João Carriço se destaca na história do cinema mineiro. Com o lema "Cinema para o povo" Carriço lança a Carriço Filmes, em Juiz de Fora. A empresa produz documentários no início do séc. XX. O Cinema, onde entrava quem pagava o que podia e quem não pagava porque não podia, hoje é um estacionamento - estacionamento Santa Luzia - situa-se na Avenida Paulo Sérgio, em Juiz de Fora.
Música
Minas Gerais tem uma rica tradição musical. No século XVIII se destaca a obra barroca de José Emerico Lobo de Mesquita. A partir do século XIX as bandas de música (ou Euterpes) se desenvolvem a ponto de serem hoje um dos marcos de identidade cultural do Estado. Na primeira metade do século XX se destacam o samba (com Ary Barroso e Rômulo Paes), o sertanejo tradicional e o chorinho. Nos anos 70, surge em Belo Horizonte o movimento Clube da Esquina, cujas maiores influências eram a bossa nova e os Beatles. Nos anos 80, a banda metal Sepultura tornou-se a primeira banda brasileira a fazer sucesso no exterior, e ocorre também uma revalorização da cultura dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri com Saulo Laranjeira e Rubinho do Vale. Nos anos 90, surgiram diversas bandas de pop rock em Minas,como Skank, Jota Quest, Pato Fu e Tianastácia, além do samba do grupo Só Prá Contrariar de Uberlândia. Mais recentemente merecem destaque a cantora de MPB Ana Carolina (de Juiz de Fora), o violeiro Chico Lobo (de São João Del Rey) e Tambolelê e Maurício Tizumba (de Belo Horizonte), com uma mistura de congado e pop.
Hino
Minas Gerais não possui um hino oficial.
A canção Oh, Minas Gerais é a que ganhou maior popularidade, inclusive fora do estado, com seu refrão “Oh, Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais”. Trata-se de uma tradicional valsa italiana chamada Viene sul mare. A letra é uma adaptação feita pelo compositor mineiro José Duduca de Morais, o De Moraes, e gravada em 1942.
Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais (bis)
Quem te conhece não esquece jamais
Oh! Minas Gerais...
Lindos campos batidos de sol, ondulando num verde sem fim...
E montanhas que à luz do arrebol têm perfume de rosa e jasmim...
Vida calma nas vilas pequenas rodeadas de campos em flor
Doce terra de matas amenas, paraíso de sonho e amor...
Lavradores de pele tostada, boiadeiros vestidos de couro...
Operários da indústria pesada, garimpeiros de pedra e de ouro...
E poetas de doce memória e valentes heróis imortais...
Todos eles figuram na história do Brasil e de Minas Gerais.
Esporte Mineiro
- O Minas Tênis Clube, com sede em BH, tem times competitivos em vôlei, basquete, futsal e abrange grande número de nadadores.
- Há pelo menos 3 grandes ginásios em minas:o Mineirinho, a Arena da Rua da Bahia (de propriedade do MTC) e o Ginásio Divino Braga, em Betim.
- Os grandes clubes do futebol mineiro são:
- Atlético Mineiro (1° Campeão brasileiro, em 1971 e campeão mineiro por 37 vezes)
- Cruzeiro (Bi-campeão da Libertadores, Campeão brasileiro em 2003, Tetra-Campeão da Copa do Brasil e da Taça Brasil em 66, derrotando o Santos de Pelé).
- América
- Villa Nova, da cidade de Nova Lima.
- Ipatinga, da cidade de Ipatinga.
- [http://www.mg.gov.br Governo do Estado de Minas Gerais]
- [http://www.bibvirt.futuro.usp.br/especiais/videos/quarta_parte/o_ouro.html Vídeo sobre a história de Minas Gerais em português. Exige Real Player]
- [http://www.santanadoparaiso.com Santanado Paraíso - Município de Minas Gerais - Comunidade Virtual]
- [http://www.brazilpostcard.com.br Postais antigos de Poços de Caldas- MG]
- [http://www.descubraminas.com.br/home/default.asp Portal oficial de turismo]
categoria:Estados do Brasil
-
1740S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo XVII - S%C3%A9culo XVIII - S%C3%A9culo XIX)
D%C3%A9cadas: 1690 1700 1710 1720 1730 1740 1750 1760 1770 1780 1790
Anos: 1735 1736 1737 1738 1739 1740 1741 1742 1743 1744 1745
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Eventos
Nascimentos
- 2 de Junho - Marquês de Sade, escritor (m. 1814)
- 14 de Agosto - Papa Pio VII
- 11 de Setembro - Dom Frei Caetano Brandão, Bispo do Pará, Arcebispo de Braga.
Falecimentos
categoria:anos do s%C3%A9culo XVIII
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simple:1740
Lisboa
Lisboa é a capital e maior cidade de Portugal, situada na foz do Rio Tejo. Além de capital do país, é também capital do Distrito de Lisboa, da região de Lisboa, da Área Metropolitana de Lisboa, e é ainda o principal centro da sub-região estatística da Grande Lisboa. A cidade tem cerca de 546 477 habitantes (2001), mas a sua área metropolitana tem cerca de 2,6 milhões, um quarto da população do país.
A cidade corresponde ao concelho, que é pequeno com os seus 83,84 km². A densidade demográfica sobe, portanto, a 6 518,1 hab./km². O concelho subdivide-se em 53 freguesias e está limitado a norte pelos municípios de Odivelas e Loures, a oeste por Oeiras, a noroeste pela Amadora e a leste e sul pelo estuário do Tejo. Através do estuário, Lisboa liga-se aos concelhos da Margem Sul: Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete.
História
Diz a lenda popular e romântica que a cidade de Lisboa foi fundada pelo herói mítico Ulisses. Recentemente foram feitas descobertas arqueológicas perto do Castelo de São Jorge e da Sé de Lisboa que comprovam que a cidade terá sido fundada pelos Fenícios cerca de 1200 a.C. Nessa época os fenicios viajavam até às Ilhas Scilly e à Cornualha, na Grã-Bretanha, para comprar estanho. Foi fundada uma colónia, chamada Alis Ubbo, que significa "enseada amena" em fenício, provavelmente afilhada à grande cidade de Tiro, hoje no Líbano. Essa colónia estendia-se na colina onde hoje estão o Castelo e a Sé, até ao rio, que chamavam Daghi ou Taghi, significando "boa pescaria" em fenício. Com o desenvolvimento de Cartago, também ela uma colónia fenícia, o controlo de Alis Ubba passou para essa cidade.
Com a chegada dos Celtas, estes misturaram-se com os Iberos locais, dando origem às tribos de lingua celta da região, os Conni e os Cempsi.
Os Gregos antigos tiveram provavelmente na foz do Tejo um posto de comércio durante algum tempo, mas os seus conflitos com os Cartagineses por todo o Mediterrâneo levaram sem dúvida ao seu abandono devido ao maior poderio de Cartago na região nessa época.
Após a conquista a Cartago do oriente peninsular, os romanos iniciam as guerras de pacificação do Ocidente. Cerca 205 a.C. Olissipo alia-se aos Romanos, lutando os seus habitantes ao lado das Legiões. É absorvida no Império e recompensada pela atribuição da Cidadania Romana aos seus habitantes, um privilégio raríssimo na altura para os povos não italianos. Felicitas Julia, como a cidade viria a ser reconhecida, beneficia do estatuto de Municipium, juntamente com os territórios em redor, até uma distância de 50 quilómetros, e não paga impostos a Roma, ao contrário de quase todos os outros castros e povoados autóctones, conquistados. É incluída com larga autonomia na provincia da Lusitânia, cuja capital é Emeritas Augusta, a actual Mérida (na Extremadura Espanhola).
No tempo dos Romanos, a cidade era famosa pelo garum, um molho de luxo feito à base de peixe, exportado em ânforas para Roma e para todo o Império, assim como algum vinho, sal e cavalos da região.
vinho
No fim do domínio romano, Olissipo seria uma dos primeiros núcleos a acolher o Cristianismo. O primeiro bispo da cidade foi São Gens. Sofreu invasões bárbaras, Alanos, Vândalos e depois fez parte do Reino dos Suevos antes de ser tomada pelos Visigodos de Toledo.
Lisboa foi então tomada no ano 719 pelos mouros provenientes do norte de África. Em árabe chamavam-lhe al-Lixbûnâ. Construiu-se neste período a cerca moura. Só mais de 400 anos depois os cristãos a reconquistariam graças ao primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques e ao seu exército de cruzados, em 1147. O primeiro rei português concedeu-lhe foral em 1179. A cidade tornou-se capital do Reino em 1255 devido à sua localização estratégica.
1255
Nos últimos séculos da Idade Média a cidade expande-se e torna-se um importante porto com comércio estabelecido com o Norte da Europa e com as cidades costeiras do Mar Mediterrâneo. O Rei D. Dinis manda estabelecer a primeira universidade de Portugal em Lisboa. A cidade dispõe de grandes edifícios religiosos e conventuais.
De Lisboa partiram numerosas expedições na época dos Descobrimentos (séculos XV a XVII), como a de Vasco da Gama em 1497. A cidade reforça a sua condição de grande porto, centro mercantil da Europa.
É em Lisboa que se dá a principal revolta que causou a restauração da independência de 1640.
No início do século XVIII, no reinado de D. João V, a cidade é dotada de uma grande obra pública, extraordinária para a época: o Aqueduto das Águas Livres. A cidade foi quase na totalidade destruída em 1 de Novembro de 1755 por um grande terramoto, e reconstruída segundo os planos traçados pelo Marquês de Pombal (daí a parte central designar-se por Baixa Pombalina). A quadrícula adoptada nos planos de reconstrução permite desenhar as praças do Rossio e Terreiro do Paço, esta com uma belíssima arcada e aberta ao Tejo.
Nos primeiros anos do século XIX, Portugal é invadido pelas tropas de Napoleão Bonaparte e o rei D. João VI retira-se temporariamente para o Brasil. A cidade ressente-se e muitos bens são saqueados pelos invasores. A cidade vive intensamente as lutas liberais e inicia-se uma época de florescimento dos cafés e teatros. Mais tarde (1879) é aberta a Avenida da Liberdade que inicia a expansão citadina para além da Baixa.
Lisboa é o palco principal de mais revoltas ou revoluções: a implantação da república em 1910, e a Revolução dos cravos que, em 1974, pôs fim ao regime fascista que vigorava desde 1928.
Monumentos
Como monumentos e tópicos de interesse turístico destacam-se, na Lisboa medieval:
- Castelo de São Jorge, na colina mais alta do centro da cidade.
- Bairro de Alfama, de estreitas vielas e que sobreviveu ao terramoto de 1755.
- Sé de Lisboa.
- Convento do Carmo.
Da cidade da época dos Descobrimentos podemos ver hoje na zona de Belém, duas construções classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade:
- Mosteiro dos Jerónimos, mandado construir pelo Rei D. Manuel I.
- Torre de Belém, construção militar de vigia na barra do Tejo.
Do início do século XVIII o monumento mais significativo é o Aqueduto das Águas Livres. Após o terramoto de 1755, no plano em grelha aprovado pelo Marquês de Pombal (Baixa Pombalina) para a zona central da cidade, construíram-se as praças do Comércio (o Terreiro do Paço), junto ao Tejo, e do Rossio.
Nas proximidades e com interesse histórico ou artístico são ainda a Praça dos Restauradores e o Elevador de Santa Justa, projectado em finais do século XIX por Mesnier du Ponsard, um discípulo de Eiffel.
De referir ainda os palácios reais das Necessidades e da Ajuda, na parte Oeste da cidade.
Em finais do século XIX os planos urbanísticos permitiram estender a cidade além da Baixa para o vale da actual Avenida da Liberdade. Em 1934 é construída a Praça Marquês de Pombal, remate superior da avenida.
No século XX sobressaem os extensos planos urbanísticos das Avenidas Novas, da envolvente da Universidade de Lisboa, e da zona dos Olivais, e os mais recentes do Parque das Nações e da Alta de Lisboa, ainda em construção. Os edifícios do fim do século XX mais notáveis em termos de arquitectura, incluem, entre outros, as Torres das Amoreiras (1985, do arquitecto Tomás Taveira, o Centro Cultural de Belém (inaugurado em 1991), a Estação do Oriente (de Santiago Calatrava), a Torre Vasco da Gama e o Oceanário de Lisboa (de Peter Chermayeff), todos de 1998.
Cultura
Música
A música tradicional de Lisboa é o fado, canção nostálgica acompanhada à guitarra portuguesa.
Espaços públicos e museus
Lisboa dispõe de numerosas universidades públicas e privadas (Universidade de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa), bibliotecas (Biblioteca Nacional) e museus, destacando-se o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Calouste Gulbenkian, o Museu do Chiado, o Museu da Farmácia, o Oceanário de Lisboa, o Museu Nacional dos Coches, o Museu Militar e o Museu da Cidade. Nas salas de espectáculos destacam-se o Coliseu de Lisboa, a Aula Magna da Universidade de Lisboa, o Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Nacional de S. Carlos (Ópera), os auditórios da Fundação Calouste Gulbenkian e do Centro Cultural de Belém e o Pavilhão Atlântico.
Gastronomia
A gastronomia de Lisboa é influenciada pela proximidade do mar. São especialidades tipicamente lisboetas as pataniscas de bacalhau, os peixinhos da horta (bolinhos fritos de feijão verde, não de peixe) e, na doçaria , os famosos pastéis de Belém.
Infra-estruturas
Está ligada à outra margem do Tejo por duas pontes: a ponte 25 de Abril, na parte sul, inaugurada em 6 de Agosto de 1966, que liga Lisboa e Almada e a ponte Vasco da Gama, inaugurada em Maio de 1998, que liga o nordeste da capital (Sacavém) à cidade de Montijo.
O aeroporto de Lisboa (aeroporto da Portela) situa-se a 7 km do centro, na zona nordeste da cidade. Foi aprovada em 2005 a construção de um novo aeroporto na zona da Ota, a cerca de 40 km a norte da cidade.
O porto de Lisboa é paragem de numerosos cruzeiros e um dos principais portos turísticos europeus.
Ota
A cidade acolheu, em 1998, a exposição mundial (Expo 98), subordinada ao tema dos Oceanos. A exposição abriu em 22 de Maio de 1998, precisamente no dia em que se celebraram os 500 anos da descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama.
A cidade dispõe de uma rede ferroviária urbana e suburbana com 9 linhas (sendo 4 de metropolitano (metrô) e 5 de comboio (trem) suburbano) e 119 estações (48 de metropolitano e 71 de comboio suburbano). A exploração da rede de metro é efectuada pela Metropolitano de Lisboa e a rede ferroviária suburbana pela Caminhos de Ferro Portugueses (linhas de Azambuja, Cascais, Sintra e Sado) e pela Fertagus (linha do eixo norte sul, entre Roma-Areeiro e Setúbal). As principais estações do caminho de ferro são: Oriente, Rossio, Cais do Sodré e Santa Apolónia. A exploração dos autocarros (ônibus), eléctricos e ascensores (Bica, Glória, Lavra e Santa Justa) está a cargo da empresa Carris.
Existe ainda uma rede de transportes fluviais que ligam as duas margens do Tejo, com estações em Cais do Sodré, Belém, Terreiro do Paço e Parque das Nações, na margem norte, e Cacilhas, Barreiro, Montijo, Trafaria, Porto Brandão e Seixal, na margem sul.
As Freguesias
São 53 as freguesias que compõem a cidade de Lisboa; estão agrupadas, para efeitos administrativos, em quatro bairros:
- [http://www.lisbonphotos.net/ Lisbon Photos] Viagem fotográfica pela grande Lisboa
- [http://www.lisbon-guide.info/ Lisbon Guide] Guia turístico da cidade de Lisboa
- [http://www.setecolinas.net/ Guia de Lisboa] Guia da cidade de Lisboa
- [http://www.pbase.com/diasdosreis/lisbon Lisboa - 858 Anos de História] LISBOA EM FOTOGRAFIA
- [http://maps.google.com/maps?ll=38.750000,-9.150000&spn=0.10000,0.10000&t=k&hl=en Imagem no Google Maps]
- [http://www.aml.pt/Publicacoes/AML_gentesPaisagensLugares.php# Área Metropolitana de Lisboa - gentes, paisagens, lugares]
- [http://www.forumlisboa.com/ Forum Lisboa] Forum dedicado à cidade de Lisboa
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1795S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo XVII - S%C3%A9culo XVIII - S%C3%A9culo XIX)
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Eventos
Nascimentos
- 15 de Abril - Maria Schicklgruber, avó paterna de Adolf Hitler.
- 19 de Abril - Christian Gottfried Ehrenberg, naturalista alemão (m. 1876)
- 28 de Novembro - François Nicholas Madeleine Morlot, cardeal francês.
Falecimentos
- 26 de Agosto - Cagliostro, ocultista italiano.
- 31 de agosto - François-André Danican (Philidor), enxadrista e músico francês.
categoria:anos do s%C3%A9culo XVIII
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Brasil
A República Federativa do Brasil é o maior e mais populoso país da América Latina, e o quinto maior do mundo. Sua área total é de 8.514.200,5 km². Localiza-se na parte central e nordeste da América do Sul. Suas fronteiras ao Norte são com a Venezuela, a Guiana, o Suriname e com o departamento ultramarino francês da Guiana Francesa; tem costas ao Nordeste, Leste e Sudeste no Oceano Atlântico. Ao Sul, faz fronteira com o Uruguai; a Sudoeste, com a Argentina e o Paraguai; a Oeste, com a Bolívia e o Peru, e a Noroeste, com a Colômbia. Os únicos países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil são o Chile e o Equador. Bem além do território continental, o Brasil também possui alguns pequenos grupos de ilhas no Oceano Atlântico: Penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, e Trindade e Martim Vaz. Há também um complexo de pequenas ilhas e corais chamado Atol das Rocas.
História
Para obter mais detalhes, veja História do Brasil
Originalmente habitado por ameríndios (aproximadamente de 3 a 5 milhões) o território que hoje pertence ao Brasil, além do restante da América do Sul, já estava dividido entre duas potências européias, Portugal e Espanha antes mesmo de seu descobrimento oficial. O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, foi um importante acordo para a definição da futura fronteira do Brasil, que dividia o continente de norte a sul, desde o atual estado do Pará até a cidade de Laguna (Santa Catarina), sendo muito alterada posteriormente, com a expansão portuguesa para o oeste.
Oficialmente, o descobridor foi Pedro Álvares Cabral, tendo avistado terra em 21 de abril e chegado à atual Porto Seguro (BA) em 22 de Abril de 1500. A ocupação efetiva se deu a partir de 1532, com a fundação de vila de São Vicente, por Martim Afonso de Sousa. Ao longo do século XVI, foi-se ensaiando a escravidão, inicialmente a dos indígenas, e só a partir das últimas décadas a do africano. Ainda nesse século deve-se ressaltar as primeiras tentativas de exploração do interior, bem como as disputas com os Franceses, que procuravam aumentar sua influência na América, através da pirataria e do comércio do Pau-Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, gerando uma guerra luso-francesa na recente colônia, culminando com a expulsão do general Coligny do forte de Villegagnon e o estabelecimento definitivo da hegemonia da coroa portuguesa.
O século XVII vê um grande desenvolvimento da agricultura, baseada na escravatura, do tabaco e especialmente da cana-de-açúcar na Bahia, Pernambuco, e mais tardiamente no Rio de Janeiro. As expedições chamadas de Entradas e Bandeiras dos paulistas, descobriram o ouro, pedras preciosas em Minas Gerais e ervas no sertão. As colônias nordestinas foram ocupadas pelos holandeses em 1624, e entre 1630 e 1654, principalmente sob o comando de Maurício de Nassau, sendo ao final expulsos na batalha de Guararapes. Nessa época foi fundado o quilombo de Palmares, por Zumbi, líder guerreiro, e que congregava milhares de negros fugidos dos engenhos de cana do nordeste brasileiro e alguns brancos e índios. Este mini-reino foi finalmente destruído, não sem uma resistência heróica e violenta, pelos bandeirantes portugueses comandados por Domingos Jorge Velho, tendo seu líder sido morto e decapitado (segundo a tradição não-oficial, Zumbi teria conseguido fugir).
No século XVIII, ainda que a produção do açúcar não tenha perdido sua importância, as atenções da Coroa se concentravam na região das Minas gerais onde se tinha descoberto ouro. Este, entretanto, esgota-se antes do final do século.
Após a Independência (7 de setembro de 1822), o Brasil se torna uma monarquia constitucional, mantendo a base de sua economia no trabalho escravo. Este é lentamente substituído pela imigração alemã, italiana e polonesa.
O surto de modernização continua com o fim da escravidão (1888), à época quase dispensável, e da monarquia, no ano seguinte. A República que então se instaura em 15 de novembro de 1889, dominada por oligarquias estaduais que se sustentavam através de eleições "fraudadas", dura até 1930. Nesse ano, Getúlio Vargas comanda uma revolução que o coloca no poder até 1945, incluindo uma ditadura de inspirações fascistas desde 1937.
Após a derrubada de Getúlio Vargas e a promulgação de uma Constituição em 1946, o país vive a fase mais democrática que já experimentara, embora abalada por fatos como o suicídio de Vargas em 1954, presidente eleito desde 1951.
Em janeiro de 1956, tomou posse o novo presidente Juscelino Kubitschek, ex-governador de Minas Gerais, que inicia um período de industrialização do país. Em 1961 assume a presidência da república o populista Jânio Quadros, tendo como vice-presidente João Goulart que não era do mesmo partido (havia eleições para presidente e para vice-presidente, não em uma chapa de presidente e vice-presidente). Com a renúncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961 e após um período de instabilidade política e da campanha que ficou conhecida como "legalidade" patrocinada pelo cunhado de João Goulart, o governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, Goulart assume a presidência e propõe um conjunto de reformas que ficaram conhecidas como as "reformas de base", que incluíam distribuição de renda, reforma agrária e outras medidas de cunho socialista. Inicia-se um período de instabilidade política e atritos entre o governo e os militares conservadores.
Leonel Brizola
O golpe militar de 31 de Março de 1964 derruba Goulart e instaura uma ditadura que coloca no poder o general Castello Branco. Seu governo é sucedido respectivamente pelos governos militares dos generais Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo.
A volta à democracia se inicia após uma maciça movimentação popular na campanha das Diretas-Já em 1984. Em 1985, concorrendo com Paulo Maluf, Tancredo Neves ganha uma eleição indireta no Colégio Eleitoral. Tancredo não chega a tomar posse vindo a falecer e José Sarney toma posse em 1985. Sob o governo de José Sarney, promulga-se a Constituição de 1988, que institui uma república presidencial, confirmada em plebiscito em 21 de Abril de 1993.
Em 1989, o ex-governador das Alagoas Fernando Collor, praticamente desconhecido no resto do país, é eleito presidente, nas primeiras eleições diretas àquele cargo desde 1960.
Após 2 anos o governo sofre com diversas denúncias e é instaurado um processo de afastamento no congresso. Em uma tentativa de não sofrer o afastamento, Fernando Collor renuncia mas acaba punido com a perda de seus direitos políticos e seu vice, Itamar Franco, toma posse.
O governo de Itamar Franco introduz o Plano Real, um plano econômico executado pelo então ministro da fazenda, Fernando Henrique Cardoso, inédito no mundo e que debelou décadas de inflação. Com o sucesso do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso, centro-direita, concorre e é eleito presidente em 1994 conseguindo a reeleição em 1998, em aliança com forças da direita tradicional.
Após os oito anos do governo considerado neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, em 2002 é eleito presidente da República o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, do tradicionalmente esquerdista PT.
Geografia
PT
Para mais detalhes, veja Geografia do Brasil
Sua geografia é diversificada, com paisagens semi-áridas, montanhosas, de planície tropical, subtropical, com climas variando do seco sertão nordestino ao chuvoso clima tropical equatorial, ao frio da região sul, com clima subtropical e geadas.
Seu povo é o resultado da miscigenação de diferentes raças e culturas, com influências tanto dos ameríndios, moradores originais do continente, como dos europeus, e dos africanos que foram trazidos como escravos. Além destes, participam também os povos asiáticos, mas de influência mais limitada.
A imigração foi incentivada pelo governo no final do século XIX, após a abolição da escravatura, para compor a mão-de-obra que iria trabalhar nas lavouras de café e nas nascentes indústrias. Houve forte fluxo de emigrantes para a região Sudeste (Italianos, Espanhóis, Portugueses) e para a região Sul (Alemães, Poloneses, Eslavos). Outros surtos imigratórios, causados por fatores externos, trouxeram Judeus, Japoneses e Sul-Americanos em geral.
Esta miscigenação é responsável, em parte, pelo fato do Brasil ser reconhecido como um dos países mais abertos e tolerantes às diferenças culturais. Pessoas das mais diferentes origens, raças e credos convivem lado a lado, sem tensões sociais, contribuindo para uma cultura rica e diversificada.
Geologia
A estrutura geológica de um território corresponde as diversas formas de organização de suas rochas, considerando, principalmente, idade e origem das mesmas. As ciências da Terra, como a Geologia e a Geomorfologia, consideram que a estrutura geologica é composta de três domínios estruturais: os crátons ou plataformas estruturais, as bacias sedimentares e as cadeias orogênicas ou orógenos (oro= montanha; gênese= formação).O Brasil possui terrenos geológicos muito antigos e bastante diversificados, dada sua extensa área territorial. Não existem, entretanto, cadeias orogênicas modernas, datadas do Mesozóico, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. Eis a razão pela qual a modéstia de altitudes é uma das características principais da geomorfologia brasileira. Raros são os pontos em que o relevo ultrapassa dois mil metros de altitude, sendo que as maiores altitudes isoladas encontram-se na fronteira norte do país, enquanto as maiores médias regionais estão na Região Sudeste, notadamente nas fronteiras de Minas Gerais e Rio de Janeiro. As rochas mais antigas integram áreas de escudo cristalino, representadas pelos crátons: Amazônico, Guianas, São Francisco, Luís Alves/Rio de La Plata, acompanhado por extensas faixas móveis proterozóicas. Da existência destes crátons advém outra característica geológica muito importante do território: sua estabilidade geológica. São incomuns no Brasil os grandes abalos sísmicos ou terremotos. Também não existe atividade vulcânica expressiva. As partes mais acidentadas do relevo são resultantes de dobramentos ou arqueamentos antigos da crosta, datados do proterozóico (faixas móveis). As áreas de coberturas sedimentares estão representadas por três grandes bacias sedimentares: Bacia Amazônica, Bacia do Paraná e Bacia do Parnaíba, todas apresentando rochas de idade paleozóica.
Tópicos gerais e hinos
Política
Para mais detalhes, veja Política do Brasil
De acordo com a Constituição de 1988, o Brasil é uma República Federativa Presidencialista, de inspiração estadunidense quanto à forma do Estado. No entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente, eleito quadrienalmente. Concomitantemente às eleições presidenciais, vota-se para o Congresso Nacional, sede do Poder Legislativo, dividido em duas casas parlamentares: a Câmara dos Deputados, que têm mandato de quatro anos, e o Senado Federal, cujos membros possuem mandatos de oito anos e se elegem em um terço e dois terços alternadamente a cada quatro anos.
Embora o peso de cada voto individual seja o mesmo no sufrágio para o Executivo, o mesmo não ocorre com o Legislativo. Por um lado, há três Senadores representando cada Unidade da Federação (atualmente 27). Por outro, a se considerar o modelo federativo clássico, a representação do povo pelos Deputados deveria ser consoante à população de cada UF; seu número é, entretanto, limitado a no mínimo 8 e no máximo 70. De qualquer forma, adota-se o sistema majoritário para a eleição dos Senadores e o proporcional para os Deputados.
Finalmente, há o Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, responsável por interpretar a Constituição Federal e composto de onze Ministros indicados pelo Presidente sob referendo do Senado, dentre indíviduos de renomado saber jurídico. A composição dos ministros do STF não é completamente renovada a cada mandato presidencial: o presidente somente indica um novo ministro quando um deles se aposenta ou vem a falecer.
Divisões políticas
Poder Judiciário
As 27 unidades da federação são agrupadas, para fins estatísticos e, em alguns casos, de orientação da atuação federal, em cinco grandes regiões: Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul. Cada Estado, bem como o Distrito Federal, tem seus próprios órgãos executivos (na figura do Governador), legislativos (Assembléia Legislativa unicameral) e judiciários (tribunais estaduais).
Apenas aos Estados cabe subdividir-se em Municípios, que variam em número, entre 15 (Roraima) e 853 (Minas Gerais). Como as menores unidades autônomas da Federação dispõem apenas do poder Executivo, exercido pelo Prefeito, e Legislativo, sediado na Câmara Municipal. Esta última é uma entidade com uma história secular na Península Ibérica e áreas por ela colonizadas.
Abaixo, os Estados que compõem cada região:
- Região Centro-Oeste
- Distrito Federal (DF)
- Goiás (GO)
- Mato Grosso (MT)
- Mato Grosso do Sul (MS)
- Região Nordeste
- Alagoas (AL)
- Bahia (BA)
- Ceará (CE)
- Maranhão (MA)
- Paraíba (PB)
- Pernambuco (PE)
- Piauí (PI)
- Rio Grande do Norte (RN)
- Sergipe (SE)
- Região Norte
- Acre (AC)
- Amapá (AP)
- Amazonas (AM)
- Pará (PA)
- Rondônia (RO)
- Roraima (RR)
- Tocantins (TO)
- Região Sudeste
- Espírito Santo (ES)
- Minas Gerais (MG)
- Rio de Janeiro (RJ)
- São Paulo (SP)
- Região Sul
- Paraná (PR)
- Rio Grande do Sul (RS)
- Santa Catarina (SC)
Maiores aglomerações urbanas
# Região Metropolitana de São Paulo - São Paulo - 20,5 milhões de habitantes
# Região Metropolitana do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - 11,6 milhões de habitantes
# Região Metropolitana de Belo Horizonte - Minas Gerais - 4,6 milhões de habitantes
# Região Metropolitana de Porto Alegre - Rio Grande do Sul - 3,9 milhões de habitantes
# Região Metropolitana do Recife - Pernambuco - 3,5 milhões de habitantes.
Cidades mais populosas
# São Paulo - 11,5 milhões de habitantes
# Rio de Janeiro - 6,5 milhões de habitantes
# Salvador - 2,63 milhões de habitantes
# Belo Horizonte - 2,35 milhões de habitantes
# Fortaleza - 2,33 milhões de habitantes
# Brasília - 2,28 milhões de habitantes
# Curitiba - 1,73 milhão de habitantes
# Manaus - 1,59 milhão de habitantes
# Recife - 1,49 milhão de habitantes
# Porto Alegre - 1,42 milhão de habitantes
Economia
A economia do país é bastante diversificada e abrange diversos tipos de atividade econômica e industrial, dentre as principais encontram-se:
- Indústria aeronáutica
- Agricultura e Agroindústria
- Indústria automotiva
- Divisão Geoeconômica
- Indústria de eletro-eletrônicos
- Extrativismo
- Indústria de transformação
- Indústria têxtil
- Mineração
- Indústria petroquímica
- Turismo
- Serviços
- Sistema Financeiro Brasileiro
Demografia
A base do povo brasileiro é o elemento Português, que colonizou o país após 1500. Até a independência, em 1822, Portugal foi a única nação européia que se estabeleceu com sucesso no Brasil, e grande parte da cultura brasileira tem sua raíz naquela de Portugal. Holandeses e Franceses também colonizaram o Brasil no século XVII, mas sua presença durou apenas algumas décadas.
A população Indígena do Brasil foi em grande parte exterminada ou assimilada pela população Portuguesa. Desde o início da colonização, a mistura entre Portugueses e Nativos foi comum.
O Brasil tem uma grande população Negra, descendente dos escravos Africanos trazidos para o País do século XVI ao século XIX. A população Africana no Brasil se misturou em larga escala com os Portugueses, criando uma grande população Mestiça no País.
No século XIX, o Governo Brasileiro estimulou a imigração de Europeus para substituir a mão-de-obra escrava. Os primeiros imigrantes não-Lusos a se estabelecerem no Brasil foram os Alemães, em 1824. Entretando, a vinda em massa de Europeus para o Brasil só começou na década de 1870, quando a imigração vinda da Itália cresceu. O Brasil tem a maior população de origem italiana fora da Itália, com 25 milhões de descendentes de italianos, constituindo mais de 15% da população brasileira. Um outro importante fluxo de imigrantes no Brasil veio da Espanha. Durante o século XIX e início do século XX, o Brasil recebeu imigrantes de diversos outros países da Europa, como da Polônia, Rússia, Ucrânia e Áustria. Esses imigrantes se estabeleceram sobretudo nos estados do Sul e Sudeste.
Começando no início do século XX, o Brasil também recebeu um grande número de imigrantes Japoneses, que foram principalmente para São Paulo. Constituem hoje a maior população de origem Asiática do País. Os Japoneses e descendentes residentes no Brasil (1,5 milhão) são a maior população japonesa fora do Japão. Também ocorreu uma significante imigração vinda do Oriente Médio (Líbano e Síria)
A população brasileira está concentrada sobretudo no litoral, com uma menor densidade demográfica no interior.
- Povos Ameríndios
- Imigração italiana no Brasil
- Imigração portuguesa no Brasil
- Imigração alemã no Brasil
- Imigração japonesa no Brasil
- Imigração espanhola no Brasil
- Escravidão Africana
Migrações
- Migrações internacionais recentes no Brasil
- Migrações internas no Brasil
Idiomas
O Português é a língua oficial e falada por toda a população. O Brasil é o único país de língua portuguesa das Américas, dando-lhe uma distinta identidade cultural em relação aos outros países do continente.
O português é o único idioma com total status de língua oficial do Brasil e há pequenas variantes regionais. É a única língua usada nas escolas, jornais, rádio e TV e negócios.
O idioma falado no Brasil é em parte diferente daquele falado em Portugal e nos outros países lusófonos. O Português do Brasil é mais arcáico que o Português de Portugal e possui algumas diferenças na fonética e na ortografia, embora as diferenças entre as duas variantes não comprometa seu entendimento.
Idiomas minoritários são falados no dia-a-dia no vasto território brasileiro. Parte desses idiomas são Línguas Indígenas, faladas sobretudo na Região Norte do Brasil. As línguas mais faladas são: Tupi-guarani, Kaingang, Nadëb, Carajá, Caribe, Tucano , Arára, Terêna, Borôro, Apalaí, Canela e vários outras.
Outras línguas faladas no Brasil são entre as populações de descendentes de imigrantes que preservaram seus costumes no Sul do Brasil. Essas comunidades falam alemão, italiano, polonês e japonês. A variante alemã mais falada no Brasil é o dialeto Riograndenser Hunsrückisch, que tem sua origem no dialeto alemão Hunsrückisch. A variante italiana mais falada no Brasil é o Talian, um dialeto que tem sua origem na Língua Vêneta, falada no Norte da Itália
Religião
Três em cada 4 brasileiros, ou 74% da população, são Católicos. O número de Protestantes tem crescido rapidamente, representando 15.4%. Outros grupos Cristãos compreendem por 1.3%. Seguidores de religiões de origem africana representam em torno de 0,3% da população. A comunidade Judáica tem 160 mil membros, e as religiões asiáticas são seguidas por 300 mil brasileiros. O Islamismo é seguido por 30 mil pessoas. Cerca de 10% da população não professa nenhuma religião.
O Brasil é o país com a maior população Católica do mundo. Também é o país com o maior número de seguidores de religiões Asiáticas fora da Ásia.
Cultura
Veja também:
- Lista de países
Referências externas - oficiais
- [http://www.brasil.gov.br/ Governo Federal]
- [http://www.senado.gov.br/ Senado Federal]
- [http://www.camara.gov.br/ Câmara dos Deputados]
- [http://www.mre.gov.br/ Ministério das Relações Exteriores]
- [http://www.consul.cc/brazil/ Corpo Consular do Brasil]
- [http://www.stf.gov.br/ Supremo Tribunal Federal]
- [http://www.bcb.gov.br Banco Central do Brasil]
- [http://www.mec.gov.br/seed/tvescola/historia/entrevista_1a.asp História do Brasil]
- [http://www.riodejaneiro-turismo.com.br/pt/ Riotur - orgão da Secretaria Especial de Turismo da cidade do Rio de Janeiro]
Imprensa
Agência de notícias oficial
- Agência Brasil (Radiobrás) [http://www.radiobras.gov.br/]
Jornais e Revistas
Ver artigo principal Lista de jornais e revistas brasileiros
Categoria:Países da América do Sul
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Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro ou Estado do Rio de Janeiro (sigla: RJ) é um estado brasileiro localizado na parte leste da região Sudeste. Tem como limites: Minas Gerais (N e NO), Espírito Santo (NE), Oceano Atlântico (L e S), e São Paulo (SO). Ocupa uma área de 43.653km2. Sua capital é a cidade do Rio de Janeiro. Os naturais do estado do Rio de Janeiro são chamados de fluminenses.
As cidades mais populosas são: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, Duque de Caxias, São Gonçalo, São João de Meriti e Volta Redonda. O Estado é formado por duas regiões morfologicamente distintas: a baixada e o planalto, que se estendem, como faixas paralelas, do litoral para o interior. Paraíba do Sul, Macaé, Guandu, Piraí e Muriaé são os rios principais. Veja lista de rios do Rio de Janeiro. O clima é tropical.
Geografia
O Rio faz parte do bioma da Mata Atlântica brasileira, tendo em seu relevo montanhas e baixadas localizadas entre a Serra da Mantiqueira e Oceano Atlântico, destancando-se pelas paisagens diversificadas, com escarpas elevadas à beira-mar, restingas, baías, lagunas e florestas tropicais. Fazendo divisa com os estados de Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais, o Rio de Janeiro é um dos menores estados do país e o menor da região Sudeste.
Possui uma costa com 635 Km de extensão, banhados pelo Oceano Atlântico, sendo superada em tamanho apenas pelas costas da Bahia e Maranhão.
Economia
A economia fluminense se baseia na indústria (metalúrgica, siderúrgica, química, de extração mineral, cimenteira, alimentícia, mecânica, editorial, gráfica, de papel e celulose, extração e refino de petróleo, telecomunicações), turismo e ecoturismo e no comércio, tendo a agropecuária pequena expressão na produção econômica estadual. O estado do Rio de Janeiro é a segunda maior potência econômica do Brasil, e a terceira da América do Sul, tendo um Produto Interno Bruto equivalente ao do Chile, e uma participaçao no [PIB] nacional de 12,61%. Este ano de 2005, a participação do Rio de Janeiro no PIB nacional está em queda.
História
Capitanias Hereditárias
O Rio de Janeiro originou-se de partes da capitania de São Tomé e de São Vicente. Entre 1555 e 1567, o território foi ocupado pelos franceses, que pretendiam instalar uma colônia de povoamento, a França Antártica. Visando evitar a ocupação pelos franceses, em 1º de março de 1565, foi fundada a cidade do Rio de Janeiro, por Estácio de Sá.
No século 17, a pecuária e a cana-de-açúcar impulsionaram o progresso, definitivamente assegurado quando o porto começou a exportar as riquezas de Minas Gerais, no século 18. Em 1763, passou a sediar a capital do reino. Com a mudança da família real para o Brasil, em 1808, a região foi muito beneficiada como sede do reino.
O Município Neutro
Em 1834, a cidade do Rio de Janeiro foi transformada em município neutro, permanecendo como capital do país, enquanto a capitania passou a província, com sede em Niterói. Em 1889, a cidade transformou-se em capital da República, o município neutro em distrito federal e a província em Estado. Com a mudança da capital para Brasília, em 1960, o município do Rio de Janeiro tornou-se o Estado de Guanabara.
O novo Estado do Rio
Após a edição da Lei Complementar nº20 em 1974, pelo presidente Ernesto Geisel, fundiram-se os Estados de Guanabara e do Rio de Janeiro em 15 de março de 1975, com o nome de Estado do Rio de Janeiro, tendo a cidade do Rio de Janeiro como capital, voltando-se a situação territorial e política de antes de 1834, ano da criação do Município Neutro, mantendo-se ainda os símbolos do antigo Estado.
Atualmente, há 92 municípios no estado, contando com a cidade do Rio de Janeiro.
Bandeira
1834
- Artigo Principal: Bandeira Oficial do Estado do Rio de Janeiro
Brasão
Bandeira Oficial do Estado do Rio de Janeiro
- Artigo Principal: Brasão Oficial do Estado do Rio de Janeiro
Lema do estado
"Recte Rempublican Gerere" (Gerir a Coisa Pública com Retidão), traduzindo a preocupação constante do homem público do nosso estado; e carregado de uma estrela de cinco(5) pontas de prata, no chefe, representando a Capital.
Cultura
O Rio é um dos estados brasileiros cuja cultura é extremamente diversificada e traz laços históricos com as culturas européias, predominantemente portuguesa, e todos o movimento de desenvolvimento da sociedade brasileira, desde o descobrimento do país em 1500.
Alguns pontos culturais e históricos do Rio de Janeiro:
- Theatro Municipal
- Pão de Açúcar
- Cristo Redentor
- Museu Imperial de Petrópolis
- Biblioteca Nacional
- Centro Cultural da Justiça Federal
- Museu Nacional de Belas Artes
- Paço Imperial
- Palácio Tiradentes
- Palácio do Catete
- Ilha Fiscal
- Jardim Botânico
- Quinta da Boa Vista e Museu Nacional
- Igreja da Candelária
- Mosteiro de São Bento
- Passeio Público
- Museu de Arte Contemporânea de Niterói
- Maracanã
- Sambódromo (ver: carnaval)
- Dedo de Deus
- Ilha Grande (Rio de Janeiro)
Municípios
- Angra dos Reis
- Aperibé
- Araruama
- Areal
- Armação dos Búzios
- Arraial do Cabo
- Barra do Piraí
- Barra Mansa
- Belford Roxo
- Bom Jardim
- Bom Jesus do Itabapoana
- Cabo Frio
- Cachoeiras de Macacu
- Cambuci
- Campos dos Goytacazes
- Cantagalo
- Carapebus
- Cardoso Moreira
- Carmo
- Casimiro de Abreu
- Comendador Levy Gasparian
- Conceição de Macabu
- Cordeiro
- Duas Barras
- Duque de Caxias
- Engenheiro Paulo de Frontin
- Guapimirim
- Iguaba Grande
- Itaboraí
- Itaguaí
- Italva
- Itaocara
- Itaperuna
- Itatiaia
- Japeri
- Laje do Muriaé
- Macaé
- Macuco
- Magé
- Mangaratiba
- Maricá
- Mendes
- Mesquita
- Miguel Pereira
- Miracema
- Natividade
- Nilópolis
- Niterói
- Nova Friburgo
- Nova Iguaçu
- Paracambi
- Paraíba do Sul
- Paraty
- Paty do Alferes
- Petrópolis
- Pinheiral
- Piraí
- Porciúncula
- Porto Real
- Quatis
- Queimados
- Quissamã
- Resende
- Rio Bonito
- Rio Claro
- Rio das Flores
- Rio das Ostras
- Rio de Janeiro
- Santa Maria Madalena
- Santo Antônio de Pádua
- São Fidélis
- São Francisco de Itabapoana
- São Gonçalo
- São João da Barra
- São João de Meriti
- São José de Ubá
- São José do Vale do Rio Preto
- São Pedro da Aldeia
- São Sebastião do Alto
- Sapucaia
- Saquarema
- Seropédica
- Silva Jardim
- Sumidouro
- Tanguá
- Teresópolis
- Trajano de Morais
- Três Rios
- Valença
- Varre-Sai
- Vassouras
- Volta Redonda
Veja também
- Hino do estado do Rio de Janeiro
- [http://www.governo.rj.gov.br Portal do Cidadão Governo do Estado do Rio de Janeiro]
categoria:Estados do Brasil
ja:リオデジャネイロ州
1757S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo XVII - S%C3%A9culo XVIII - S%C3%A9culo XIX)
D%C3%A9cadas: 1700 1710 1720 1730 1740 1750 1760 1770 1780 1790 1800
Anos: 1752 1753 1754 1755 1756 1757 1758 1759 1760 1761 1762
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Eventos
Literatura
- Fundação da Arcádia Lusitana.
Nascimentos
- 27 de Janeiro - Gomes Freire de Andrade, militar português (m. 1817)
Falecimentos
categoria:anos do s%C3%A9culo XVIII
ko:1757년
ms:1757
Brasil
A República Federativa do Brasil é o maior e mais populoso país da América Latina, e o quinto maior do mundo. Sua área total é de 8.514.200,5 km². Localiza-se na parte central e nordeste da América do Sul. Suas fronteiras ao Norte são com a Venezuela, a Guiana, o Suriname e com o departamento ultramarino francês da Guiana Francesa; tem costas ao Nordeste, Leste e Sudeste no Oceano Atlântico. Ao Sul, faz fronteira com o Uruguai; a Sudoeste, com a Argentina e o Paraguai; a Oeste, com a Bolívia e o Peru, e a Noroeste, com a Colômbia. Os únicos países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil são o Chile e o Equador. Bem além do território continental, o Brasil também possui alguns pequenos grupos de ilhas no Oceano Atlântico: Penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, e Trindade e Martim Vaz. Há também um complexo de pequenas ilhas e corais chamado Atol das Rocas.
História
Para obter mais detalhes, veja História do Brasil
Originalmente habitado por ameríndios (aproximadamente de 3 a 5 milhões) o território que hoje pertence ao Brasil, além do restante da América do Sul, já estava dividido entre duas potências européias, Portugal e Espanha antes mesmo de seu descobrimento oficial. O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, foi um importante acordo para a definição da futura fronteira do Brasil, que dividia o continente de norte a sul, desde o atual estado do Pará até a cidade de Laguna (Santa Catarina), sendo muito alterada posteriormente, com a expansão portuguesa para o oeste.
Oficialmente, o descobridor foi Pedro Álvares Cabral, tendo avistado terra em 21 de abril e chegado à atual Porto Seguro (BA) em 22 de Abril de 1500. A ocupação efetiva se deu a partir de 1532, com a fundação de vila de São Vicente, por Martim Afonso de Sousa. Ao longo do século XVI, foi-se ensaiando a escravidão, inicialmente a dos indígenas, e só a partir das últimas décadas a do africano. Ainda nesse século deve-se ressaltar as primeiras tentativas de exploração do interior, bem como as disputas com os Franceses, que procuravam aumentar sua influência na América, através da pirataria e do comércio do Pau-Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, gerando uma guerra luso-francesa na recente colônia, culminando com a expulsão do general Coligny do forte de Villegagnon e o estabelecimento definitivo da hegemonia da coroa portuguesa.
O século XVII vê um grande desenvolvimento da agricultura, baseada na escravatura, do tabaco e especialmente da cana-de-açúcar na Bahia, Pernambuco, e mais tardiamente no Rio de Janeiro. As expedições chamadas de Entradas e Bandeiras dos paulistas, descobriram o ouro, pedras preciosas em Minas Gerais e ervas no sertão. As colônias nordestinas foram ocupadas pelos holandeses em 1624, e entre 1630 e 1654, principalmente sob o comando de Maurício de Nassau, sendo ao final expulsos na batalha de Guararapes. Nessa época foi fundado o quilombo de Palmares, por Zumbi, líder guerreiro, e que congregava milhares de negros fugidos dos engenhos de cana do nordeste brasileiro e alguns brancos e índios. Este mini-reino foi finalmente destruído, não sem uma resistência heróica e violenta, pelos bandeirantes portugueses comandados por Domingos Jorge Velho, tendo seu líder sido morto e decapitado (segundo a tradição não-oficial, Zumbi teria conseguido fugir).
No século XVIII, ainda que a produção do açúcar não tenha perdido sua importância, as atenções da Coroa se concentravam na região das Minas gerais onde se tinha descoberto ouro. Este, entretanto, esgota-se antes do final do século.
Após a Independência (7 de setembro de 1822), o Brasil se torna uma monarquia constitucional, mantendo a base de sua economia no trabalho escravo. Este é lentamente substituído pela imigração alemã, italiana e polonesa.
O surto de modernização continua com o fim da escravidão (1888), à época quase dispensável, e da monarquia, no ano seguinte. A República que então se instaura em 15 de novembro de 1889, dominada por oligarquias estaduais que se sustentavam através de eleições "fraudadas", dura até 1930. Nesse ano, Getúlio Vargas comanda uma revolução que o coloca no poder até 1945, incluindo uma ditadura de inspirações fascistas desde 1937.
Após a derrubada de Getúlio Vargas e a promulgação de uma Constituição em 1946, o país vive a fase mais democrática que já experimentara, embora abalada por fatos como o suicídio de Vargas em 1954, presidente eleito desde 1951.
Em janeiro de 1956, tomou posse o novo presidente Juscelino Kubitschek, ex-governador de Minas Gerais, que inicia um período de industrialização do país. Em 1961 assume a presidência da república o populista Jânio Quadros, tendo como vice-presidente João Goulart que não era do mesmo partido (havia eleições para presidente e para vice-presidente, não em uma chapa de presidente e vice-presidente). Com a renúncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961 e após um período de instabilidade política e da campanha que ficou conhecida como "legalidade" patrocinada pelo cunhado de João Goulart, o governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, Goulart assume a presidência e propõe um conjunto de reformas que ficaram conhecidas como as "reformas de base", que incluíam distribuição de renda, reforma agrária e outras medidas de cunho socialista. Inicia-se um período de instabilidade política e atritos entre o governo e os militares conservadores.
Leonel Brizola
O golpe militar de 31 de Março de 1964 derruba Goulart e instaura uma ditadura que coloca no poder o general Castello Branco. Seu governo é sucedido respectivamente pelos governos militares dos generais Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo.
A volta à democracia se inicia após uma maciça movimentação popular na campanha das Diretas-Já em 1984. Em 1985, concorrendo com Paulo Maluf, Tancredo Neves ganha uma eleição indireta no Colégio Eleitoral. Tancredo não chega a tomar posse vindo a falecer e José Sarney toma posse em 1985. Sob o governo de José Sarney, promulga-se a Constituição de 1988, que institui uma república presidencial, confirmada em plebiscito em 21 de Abril de 1993.
Em 1989, o ex-governador das Alagoas Fernando Collor, praticamente desconhecido no resto do país, é eleito presidente, nas primeiras eleições diretas àquele cargo desde 1960.
Após 2 anos o governo sofre com diversas denúncias e é instaurado um processo de afastamento no congresso. Em uma tentativa de não sofrer o afastamento, Fernando Collor renuncia mas acaba punido com a perda de seus direitos políticos e seu vice, Itamar Franco, toma posse.
O governo de Itamar Franco introduz o Plano Real, um plano econômico executado pelo então ministro da fazenda, Fernando Henrique Cardoso, inédito no mundo e que debelou décadas de inflação. Com o sucesso do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso, centro-direita, concorre e é eleito presidente em 1994 conseguindo a reeleição em 1998, em aliança com forças da direita tradicional.
Após os oito anos do governo considerado neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, em 2002 é eleito presidente da República o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, do tradicionalmente esquerdista PT.
Geografia
PT
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Sua geografia é diversificada, com paisagens semi-áridas, montanhosas, de planície tropical, subtropical, com climas variando do seco sertão nordestino ao chuvoso clima tropical equatorial, ao frio da região sul, com clima subtropical e geadas.
Seu povo é o resultado da miscigenação de diferentes raças e culturas, com influências tanto dos ameríndios, moradores originais do continente, como dos europeus, e dos africanos que foram trazidos como escravos. Além destes, participam também os povos asiáticos, mas de influência mais limitada.
A imigração foi incentivada pelo governo no final do século XIX, após a abolição da escravatura, para compor a mão-de-obra que iria trabalhar nas lavouras de café e nas nasce | | |