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Nécton

Nécton

Em biologia marinha e limnologia chama-se nécton ao conjunto dos animais aquáticos que se movem livremente na coluna de água, com o auxílio dos seus órgãos de locomoção: as barbatanas ou outros apêndices. Fazem parte deste grupo os peixes, a maioria dos crustáceos, os mamíferos marinhos e outros - pelo menos quando adultos, uma vez que as suas larvas podem ser planctónicas. ---- Os organismos nectónicos podem ser:
- pelágicos, quando passam a maior parte do tempo - pelo menos durante uma fase do seu ciclo de vida - na coluna de água, sem terem um contacto permanente com o substrato; ou
- demersais, quando passam a maior parte do tempo - pelo menos durante uma fase do seu ciclo de vida - em contacto permanente com o substrato. ---- Do ponto de vista da alimentação, os organismos nectónicos podem ser herbívoros, carnívoros (normalmente predadores), comensais de outros organismos, detritívoros ou mesmo parasitas. ---- Do ponto de vista da reprodução, os organismos nectónicos podem apresentar qualquer tipo de estratégia reprodutiva, desde a monoicia, podem ser ovíparos, vivíparos ou ovovivíparos, apresentar ovos e larvas planctónicas ou bentónicas, ou mesmo nidação e cuidados parentais. Ver também:
- Bentos
- Plâncton
- Séston
- Oceanografia
- Ictioplâncton
- Ecologia
- Interacções biológicas Categoria:Biologia

Biologia marinha

Biologia marinha é o estudo dos organismos que vivem em ecossistemas de água salgada, das relações entre eles e com o ambiente. Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra e, assim como o ambiente terrestre é diverso, os oceanos também o são. Por isso encontramos as mais diferentes formas de vida no mar, desde o plâncton microscópico, incluindo o fitoplâncton, de enorme importância para a produção primária no ambiente marinho, aos gigantes cetáceos como as baleias.

Classificação dos organismos marinhos

Geralmente se agrupam os organismos marinhos em função do seu tamanho e hábito de vida, como segue (resumidamente):
- Plâncton (organismos geralmente pequenos que ficam à deriva dos movimentos oceânicos)
  - Bacterioplâncton (bactérias)
  - Fitoplâncton (microalgas e sargaços)
  - Zooplâncton (animais, com preponderância para os microscópicos, mas incluindo algumas espécies de grandes dimensões, como as salpas que são celenterados que podem formar cadeias com mais de um metro de comprimento) Os organismos mais pequenos são denominados nanoplâncton com dimensões máximas entre 2 e 63 μm (de acordo com o tamanho dos orifícios da malha das redes utilizadas para os capturar). O picoplâncton inclui componentes ainda mais pequenos, como as bactérias (só retidas por filtros).
- Bentos (organismos que vivem no substrato, fixos ou não)
  - Fitobentos (incluindo as macroalgas, algumas microalgas e as ervas marinhas)
  - Zoobentos
    - Macrofauna (animais visíveis a olho nu, como a maior parte dos caranguejos, os equinodermes, algumas espécies de peixes, etc.)
    - Meiofauna (animais que vivem permanentemente enterrados no sedimento, quer livres, quer dentro de estruturas por eles construídas)
    - Microfauna (animais microscópicos que se desenvolvem sobre o substrato)
- Nécton (organismos com boa capacidade natatória, como a maior parte dos peixes e dos mamíferos marinhos) Um conceito relacionado, embora não formado por organismos vivos é o séston que é o conjunto das partículas, orgânicas ou não, que se encontram dispersas na coluna de água e que, para além de poderem constituir alimento para alguns organismos, têm um papel importante na difusão da luz na água e, portanto, na produção primária.

Microorganismos marinhos

A microbiota marinha é importantíssima para a decomposição de matéria orgânica e para a produção primária em ecossistemas sem luz. A maior parte dos micróbios marinhos são bactérias e algas azuis (cianobactérias ou cianofíceas). As bactérias estão dispersas por todos os oceanos, suportando condições extremas. Há bactérias quimiossintéticas e decompositoras.

Protistas marinhos

Fitoplâncton (Microalgas)

O fitoplâncton é formado por plantas microscópicas que se encontram na coluna de água. Os organismos do fitoplâncton são a base da teia alimentar aquática, servindo de alimento ao zooplâncton, ictioplâncton e outros organismos. São produtores primários (seres autotróficos), que usam a clorofila para converter a energia solar, sais minerais e dióxido de carbono em compostos orgânicos. Por necessitar da energia solar para o seu desenvolvimento, o fitoplâncton vive na zona mais superficial da coluna de água, na zona eufótica. O fitoplâncton engloba vários grupos distintos de organismos.

Diatomáceas

As diatomáceas são provavelmente o maior e o mais conhecido grupo de microalgas (existem mais de 20,000 espécies conhecidas). A característica principal deste grupo é a frústula siliciosa (semelhante a uma caixa de Petri) e a simetria biradial.

Cianofíceas

As cianobactérias, algas azuis-verdes ou cianofíceas, são organismos mais relacionados com as bactérias, apesar da sua função fotossintética. Como as bactérias são seres procariontes.

Fitobentos (Macroalgas)

Protozoários plânctônicos

Invertebrados marinhos

Zooplâncton

Invertebrados bentônicos

Invertebrados nectônicos

Animais vertebrados marinhos

Principais ecossistemas marinhos

Zona costeira

Normalmente considera-se zona costeira, também chamada zona nerítica a que se encontra sob influência das marés e onde a luz pode penetrar até ao fundo, promovendo a fotossíntese. Existem organismos aquáticos, não só na zona que está permanentemente coberta de água - também conhecida por zona infratidal, ou seja, a que é mais profunda que a maior maré baixa - mas também na zona intertidal, que pode ficar a descoberto durante as marés baixas, e na supratidal que nunca é inundada pelas marés, mas que recebe humidade da água do mar, através das ondas e por penetração da água através da areia. Os organismos que habitam nesta região estão adaptados a estas variações, tanto do nível de água, como da sua falta durante determinados períodos. Por exemplo, muitos crustáceos e moluscos que vivem nesta zona são capazes de armazenar água junto das brânquias, fechando a sua abertura. Nesta zona, encontram-se vários ecossistemas diferentes, que são descritos abaixo.

Praias

Uma praia é uma formação geológica consistindo de partículas soltas de rocha tais como areia, lascas de pedra, ou cobble ao longo da margem de um corpo de água.

Planícies de ervas marinhas

Manguezais ou mangues e marinhas

Makoto Shikazao

VEstuários

Um vestuário é a parte de um rio que se encontra em contato com o mar. Por esta razão, um vestuário sofre a influência das muiés e possui tipicamente água salobra.

Costões rochosos

Costão rochoso é o nome dado ao ambiente costeiro formado por rochas situado na transição entre os meios terrestre e aquático. É considerado muito mais uma extensão do ambiente marinho que do terrestre, uma vez que a maioria dos organismos que o habitam, estão relacionados ao mar. No Brasil, suas rochas possuem origem vulcânica e são estruturadas de diversas maneiras. É um ambiente extremamente heterogêneo: pode ser formado por paredões verticais bastante uniformes, que estendem-se muitos metros acima e abaixo da superfície da água (ex. a Ilha de Trindade) ou por matacões de rocha fragmentada de pequena inclinação (ex. a costa de Ubatuba/SP). No Brasil, pode-se encontrar costões rochosos por quase toda a costa. Seu limite de ocorrência ao Sul se dá em Torres (RS) e ao Norte, na Baía de São Marcos (MA) sendo que a maior concentração deste ambiente está na região Sudeste, onde a costa é bastante recortada. Á partir da observação da fisiografia da costa do Brasil, pode-se estabelecer uma relação entre a ocorrência de costões rochosos e a proximidade das serras em relação ao Oceano Atlântico. Tomando como exemplo o Estado de São Paulo, observa-se que em locais onde a Serra do Mar se elevou próxima ao oceano, ocorre um predomínio de costões rochosos na interface da terra com o mar (ex. Ubatuba), já em locais onde a Serra do Mar está muito distante da costa, ocorre o predomínio de manguezal e restinga (ex. Cananéia/SP). Os costões são, portanto, na maioria das vezes, extensões das serras rochosas que atingem o fundo do mar. O costão rochoso pode ser modelado por aspectos físicos, químicos e biológicos. Em relação aos aspectos físicos, a erosão por batimento de ondas, ventos e chuvas é o principal deles, mas a temperatura também possui papel importante na de composição das rochas, a longo prazo, através da expansão e contração dos minerais. O fatores químicos envolvidos dependem do tipo de rocha que forma o costão, uma vez que minerais reagem quimicamente com a água do mar (ex. ferro), sendo que estas relações são reguladas principalmente pelos fatores climáticos. Além destes, temos o desgaste das rochas que pode ser causado por organismos habitantes ou visitantes do costão, como ouriços, esponjas e moluscos. O ecossistema costão rochoso pode ser muito complexo e, normalmente, quanto maior a complexidade, maior a diversidade de organismos em um determinado ambiente. Para entendermos tal relação, podemos tomar como modelos dois tipos de costão, um costão exposto e um costão protegido.

Plataforma continental

Em oceanografia, chama-se plataforma continental à porção dos fundos marinhos que começa na linha de costa e desce com um declive suave até ao talude continental (onde o declive é muito mais pronunciado). Em média, a plataforma continental desce até uma profundidade de 200 metros. Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Plataforma_continental"

Recifes


- recife (oceano)
- coral

Talude continental

Em oceanografia, chama-se talude continental à porção dos fundos marinhos com declive muito pronunciado que fica entre a plataforma continental e a margem continental, onde começam as planícies abissais.

Zona profunda ou abissal

Em geral, consideram-se "águas profundas" aquelas onde já não penetra a luz, mas a Zona Abissal para os oceanógrafos começa no fundo do talude continental, no que é considerado como o limite dos continentes. Esta zona é formada por planícies abissais, fossas abissais e canhões, mas nela se encontram montes submarinos que podem atingir a profundidade da zona eufótica. O oceano tem uma profundidade média de cerca de 5 km, o que significa que esta zona abissal é muito extensa, apesar de ter sido pouco estudada. A pressão hidrostática aumenta em uma atmosfera a cada 10 metros de profundidade, o que torna o estudo desta zona muito difícil, sendo necessário o uso de batiscafos, que são submarinos protegidos especialmente para pressões elevadas. Com estes submarinos e também com a ajuda de instrumentos acústicos, as ecossondas foram feitas algumas pesquisas que levaram ao conhecimento de alguns detalhes do fundo dos mares. Mais detalhes em Oceanografia. O ponto mais profundo dos oceanos foi encontrado na Fossa das Marianas, a leste do arquipélago das Filipinas, no Oceano Pacífico, com 10.924 m. Outros pontos especialmente profundos são o Canhão de Monterrey, ao largo da Califórnia, com cerca de 10.000 m, a Fossa de Porto Rico, com 8.605 m, a Fossa de Java, com 7.450 m e a de South Sandwich, com 7.235 m, estas últimas também no Oceano Pacífico. A estas profundidades, para além da pressão elevada, não penetra a luz e, por isso, não pode haver fotossíntese. No entanto, existem muitos animais adaptados a estes fundos, entre peixes, crustáceos e vermes, muitos deles com órgãos luminosos. Regiões especiais, que parecem ser "oasis" no meio dum deserto, são as fontes termais submarinas e o seu oposto, as geleiras submarinas, onde uma série de compostos químicos são libertados do interior da terra, possibilitando a vida de numerosos organismos, num ecossistema que se acredita basear-se em bactérias capazes de metabolizar essas substâncias. Fatores de distribuição de organismos marinhos

Um dos temas de pesquisa mais activos na biologia marinha é a descoberta e o mapeamento dos ciclos de vida das várias espécies, as zonas onde os seus membros passam a vida, o modo como as correntes oceânicas os afectam e os efeitos da miríade de outros factores oceânicos no seu crescimento e bem-estar. Só recentemente foi possível desenvolver este tipo de trabalho com a ajuda de tecnologia de GPS e de câmaras subaquáticas. A maior parte dos organismos marinhos reproduz-se em locais específicos, põe os ovos noutros locais, passa o seu tempo de juvenil ainda em outros locais e a maturidade noutros locais ainda. Durante bastante tempo, os cientistas não fizeram qualquer ideia sobre a localização de muitas espécies durante certos períodos dos seus ciclos de vida. De facto, as zonas por onde as tartarugas marinhas viajam ainda são bastante desconhecidas. Instrumentos de seguimento não funcionam para algumas formas de vida e os rigores do oceano não são amigos da tecnologia. Mas em muitos casos, estes factores limitativos estão a ser ultrapassados.

Sub-áreas da Biologia marinha

O estudo da biologia marinha reserva obviamente uma boa parte da sua atenção para os efeitos físicos das continuas imersões no mar e nos oceanos em geral, acaba por uma variação nas propriedades oceanicas afetando a vida marinha. Not being our realm, scientists study how various organisms have adapted to this salty environment. A recente biotecnologia marinha vem focando largamente nas biomoléculas marinhas, especialmente proteínas, onde possa ser usada na medicina ou na engenharia. Uma parte interesante da biologia marinha é a cultura aquática. O ambiente aquático é a casa de um grande número de materiais biologicamente exótico que pode inspirar a biomimetic materials.

História da Biologia Marinha

Ultimamente, biólogos marinhos estão tentando completar o mapeamento das criaturas aquáticas com ajuda de modernas técnicas, que ajudam a exploração do fundo do oceano, mais precisamente nas depressões aquáticas, onde acreditam encontrar novas espécies, eventualmente um potencial de grande interesse nas teorias da evolução.

Campos relacionados

A biologia marinha está estreitamente relacionada com a oceanografia, com a biologia, com a zoologia, com a botânica (por causa das algas) e principalmente com a ecologia. A biologia pesqueira também está relacionada com a biologia marinha, no que diz respeito às pescarias marinhas, mas pode também ser considerada um ramo das ciências pesqueiras.


- [http://www.expozoo.exponor.pt/ Expozoo] - Salão Internacional de Zootecnia categoria:Divisões da Biologia simple:Marine biology

Animalia

|----- | Domínio: || Eukaryota |----- | Reino || Animalia |{Ver também{Links externos

Aquático

O adjectivo aquático qualifica coisas ou ações que se desenvolvem na água - plantas aquáticas, animais aquáticos, ambiente aquático, desportos aquáticos, etc.


- terrestre
- anfíbio
- submarino
- marinho
- náutico
- água doce
- água do mar
- oceano
- rio
- lago Categoria:Hidrografia

Apêndice

Um apêndice pode ser:
- apêndice - um conjunto de informações suplementares normalmente no fim de um livro ou outra publicação;
- o apêndice vermiforme do intestino humano e de outros mamíferos;
- apêndice - uma extensão do corpo de um animal.

Peixe

Um peixe é um animal aquático poiquilotérmico. As principais adaptações a este meio de vida são o corpo fusiforme, as guelras ou brânquias com que respira o oxigénio dissolvido na água, os membros transformados em barbatanas e, na sua maior parte, o corpo coberto de escamas. Os peixes (28.500 espécies catalogadas na [http://www.fishbase.org/search.cfm?lang=Portuguese FishBase]) são, na maior parte das vezes, divididos nos seguintes grupos:
- peixes ósseos (Osteichthyes, com mais 22.000 espécies) à qual pertencem as sardinhas, as garoupas, o bacalhau, o atum e, em geral, todos os peixes com o esqueleto ósseo;
- peixes cartilaginosos (Chondrichthyes, mais de 800 espécies) à qual pertencem os tubarões e as raias; e
- vários grupos de peixes sem maxilas (antigamente classificados como Agnatha ou Cyclostomata, com cerca de 80 espécies), incluindo as lampréias e as mixinas. A palavra peixe usa-se por vezes para designar vários animais aquáticos (por exemplo na palavra peixe-mulher para designar o dugongo). Mas a maior parte dos organismos aquáticos muitas vezes designados por "peixe", incluindo as medusas e água-vivas, os moluscos e crustáceos e mesmo animais muito parecidos com os peixes como os golfinhos, não são peixes. Os peixes encontram-se em praticamente todos os ecossistemas aquáticos, tanto em água doce como salgada, desde a água da praia até às grandes profundezas dos oceanos (ver biologia marinha). Mas há alguns lagos hiper-salinos, como o Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos da América do Norte onde não vivem peixes. Os peixes têm uma grande importância para a humanidade e desde tempos imemoriais foram pescados para a sua alimentação. Muitas espécies de peixes são criadas em condições artificiais (ver aquacultura), não só para alimentação humana, mas também para outros fins, como os aquários. aquário Há algumas espécies perigosas para o Homem, como os peixes-escorpião que têm espinhos venenosos e algumas espécies de tubarão, que podem atacar pessoas nas praias. Mas é necessário referir que muitas espécies de peixe se encontram ameaçadas de extinção, quer por pesca excessiva, quer por deterioração dos seus habitats. Os peixes bebem água, eles retiram oxigênio da água para respirar. Uma enguia, por exemplo, toma o equivalente a uma colher de sopa de água por dia. Os peixes também retiram uma certa quantidade de água dos alimentos. Por viverem em meio líquido, não precisam beber água para hidratar a pele, como fazem os animais terrestres. Os peixes urinam, mas nem todos urinam da mesma maneira. Os peixes de água doce precisam eliminar o excesso de água que se acumula em seus corpos. Seus rins produzem muita urina para evitar que os tecidos fiquem saturados. Comparados aos peixes de água doce, os peixes de água salgada, que já perdem água por osmose, produzem muito menos urina. O ramo da zoologia que estuda os peixes do ponto de vista da sua posição sistemática é a ictiologia. No entanto, os peixes são igualmente estudados no âmbito da ecologia, da biologia pesqueira, da fisiologia, etc.

Ecologia dos peixes

Classificação ecológica

Uma forma de classificar os peixes é segundo o seu comportamento relativamente à região das águas onde vivem; este comportamento determina o papel de cada grupo no ambiente aquático:
- pelágicos (do latim pelagos, que significa o "mar aberto") – os peixes que vivem geralmente em cardumes, nadando livremente na coluna de água; fazem parte deste grupo as sardinhas, as anchovas, os atuns e muitos tubarões.
- demersais – os que vivem a maior parte do tempo em associação com o substrato, quer em fundos arenosos como os linguados, ou em fundos rochosos, como as garoupas. Muitas espécies demersais têm hábitos territoriais e defendem o seu território activamente – um exemplo são as moreias, que se comportam como verdadeiras serpentes aquáticas, atacando qualquer animal que se aproxime do seu esconderijo.
- batipelágicos – os peixes que nadam livremente em águas de grandes profundidades.
- mesopelágicos – espécies que fazem grandes migrações verticais diárias, aproximando-se da superfície à noite e vivendo em águas profundas durante o dia. Exemplo deste grupo são os peixes-lanterna.

Hábitos alimentares

Os peixes pelágicos de pequenas dimensões como as sardinhas são geralmente planctonófagos, ou seja, alimentam-se quase passivamente do plâncton disperso na água, que filtram à medida que "respiram", com a ajuda de branquispinhas, que são excrecências ósseas dos arcos branquiais (a estrutura que segura as brânquias ou guelras). Algumas espécies de maiores dimensões têm também este hábito alimentar, incluindo algumas baleias (que não são peixes, mas mamíferos) e alguns tubarões como os zorros (género Alopias). Mas a maioria dos grandes peixes pelágicos são predadores activos, ou seja, procuram e capturam as suas presas, que são também organismos pelágicos, não só peixes, mas também cefalópodes (principalmente lulas), crustáceos ou outros. Os peixes demersais podem ser predadores, mas também podem ser herbívoros, se se alimentam de plantas aquáticas, detritívoros, ou seja, que se alimentam dos restos de animais e plantas que se encontram no substrato, ou serem comensais de outros organismos, como a rémora que se fixa a um atum ou tubarão através dum disco adesivo na topo da cabeça e se alimenta dos restos de comida que caem da boca do seu hospedeiro (normalmente um grande predador), ou mesmo parasitas de outros organismos. Alguns peixes abissais e também alguns neríticos, como os diabos (família Lophiidae) apresentam excrescências, geralmente na cabeça, que servem para atrair as suas presas; essas espécies costumam ter uma boca de grandes dimensões, que lhes permitem comer animais quase do seu tamanho. Numa destas espécies, o macho é parasita da fêmea, fixando-se pela boca a um "tentáculo" da sua cabeça. Ver também:
- biologia marinha
- interacções biológicas

Hábitos de reprodução

A maioria dos peixes são dióicos, ovíparos, a fertilização dos óvulos é externa e não existem cuidados parentais. Nas espécies que vivem em cardumes, as fêmeas desovam nas próprias águas onde os cardumes vivem e, ao mesmo tempo, os machos libertam o esperma na água, promovendo a fertilização. Em alguns peixes pelágicos, os ovos flutuam livremente na água – e podem ser comidos por outros organismos, quer planctónicos, quer nectónicos; por essa razão, nessas espécies é normal cada fêmea libertar um enorme número de óvulos. Noutras espécies, os ovos afundam e o seu desenvolvimento realiza-se junto ao fundo – nestes casos, os óvulos podem não ser tão numerosos, uma vez que são menos vulneráveis aos predadores. No entanto, existem excepções a todas estas características e neste artigo referem-se apenas algumas. Abaixo, na secção Migrações dos Peixes encontram-se os casos de espécies que se reproduzem na água doce, mas crescem na água salgada e vice-versa. Em termos de separação dos sexos, existem também (ex.: família Sparidae, os pargos) casos de hermafroditismo e casos de mudança de sexo - peixes que são fêmeas durante as primeiras fases de maturação sexual e depois se transformam em machos (protoginia) e o inverso (protandria). Os cuidados parentais, quando existem, apresentam casos bastante curiosos. Nos cavalos-marinhos (género Hypocampus), por exemplo, o macho recolhe os ovos fecundados e incuba-os numa bolsa marsupial. Muitos ciclídeos (de que faz parte a tilápia e algumas famosas espécies de aquário endémicas do Lago Niassa (também conhecido por Lago Malawi, na fronteira entre Moçambique e o Malawi) guardam os filhotes na boca, quer do macho, quer da fêmea, ou alternadamente, para os protegerem dos predadores. Refere-se acima que a maioria dos peixes são ovíparos, mas existem também espécies vivíparas e ovovivíparas, ou seja, em que o embrião se desenvolve dentro do útero materno. Nestes casos, pode haver fertilização interna - embora os machos não tenham um verdadeiro pênis, mas possuem uma estrutura para introduzir o esperma dentro da fêmea. Muitos destes casos encontram-se nos peixes cartilagíneos (tubarões e raias), mas também em muitos peixes de água doce e mesmo de aquário.

Hábitos de repouso

Os peixes não dormem. Eles apenas alternam estados de vigília e repouso. O período de repouso consiste num aparente estado de imobilidade, em que os peixes mantêm o equilíbrio por meio de movimentos bem lentos. Como não tem pálpebras, seus olhos ficam sempre aberto. Algumas espécies se deitam no fundo do mar ou no rio, enquanto os menores se escondem em buracos para não serem comigos enquanto descansam.

Migrações dos peixes

Muitas espécies de peixes (principalmente os pelágicos) realizam migrações regularmente, desde migrações diárias (normalmente verticais, entre a superfície e águas mais profundas), até anuais, percorrendo distâncias que podem variar de apenas alguns metros até várias centenas de quilómetros e mesmo pluri-anuais, como as migrações das enguias. Na maior parte das vezes, estas migrações estão relacionadas ou com a reprodução ou com a alimentação (procura de locais com mais alimento). Algumas espécies de atuns migram anualmente entre o norte e o sul dum oceano, seguindo massas de água com a temperatura ideal para eles. Os peixes migratórios classificam-se da seguinte forma:
- diádromos – peixes que migram entre os rios e o mar:
  - anádromos – peixes que vivem geralmente no mar, mas se reproduzem em água doce;
  - catádromos – peixes que vivem nos rios, mas se reprouzem no mar;
  - anfídromos – peixes que mudam o seu habitat de água doce para salgada durante a vida, mas não para se reproduzirem (normalmente por relações fisiológicas, ligadas à sua ontogenia);
- potamódromos – peixes que realizam as suas migrações sempre em água doce, dentro dum rio ou dum rio para um lago; e
- oceanódromos – peixes que realizam as suas migrações sempre em águas marinhas. Os peixes anádromos mais estudados são os salmões (ordem Salmoniformes), que desovam nas partes altas dos rios, se desenvolvem no curso do rio e, a certa altura migram para o oceano onde se desenvolvem e depois voltam ao mesmo rio onde nasceram para se reproduzirem. Muitas espécies de salmões têm um grande valor económico e cultural, de forma que muitos rios onde estes peixes se desenvolvem têm barragens com passagens para peixes (chamadas em inglês "fish ladders" ou "escadas para peixes"), que lhes permitem passar para montante da barragem. O exemplo mais bem estudado de catadromia é o caso da enguia europeia que migra cerca de 6000 km até ao Mar dos Sargaços (na parte central e ocidental do Oceano Atlântico) para desovar, sofrendo grandes metamorfoses durante a viagem; as larvas, por seu lado, migram no sentido inverso, para se desenvolverem nos rios da Europa. Fonte: Carl E. Bonds, Biology of Fishes, 2nd ed. (Saunders, 1996), pp. 599-605.

Camuflagem e outras formas de protecção

Os peixes ocenódromos, como o salmão ultilizam sua migração para se produzir e também para alimentar seus filhotes, eles voltam para o rio onde nasceram enfrentando várias barreras que os enfraquecem até que eles possam morrer para dar alimento a seus filhos.

Anatomia dos peixes

Anatomia interna

esqueleto Coração Aparelho digestivo / dentes

Bexiga natatória

A bexiga natatória é um órgão que auxilia o peixe a manter-se a determinada profundidade através do controlo da sua densidade relativamente à da água. É um saco de paredes flexíveis, derivado do intestino que pode expandir-se ou contrair de acordo com a pressão; tem muito poucos vasos sanguíneos, mas as paredes estão forradas com cristais de guanina, que a fazem impermeáveis aos gases. A bexiga natatória possui uma glândula que permite a introdução de gases, principalmente oxigénio, na bexiga, para aumentar o seu volume. Noutra região da bexiga, esta encontra-se em contacto com o sangue através doutra estrutura conhecida por "janela oval", através da qual o oxigénio pode voltar para a corrente sanguínea, baixando assim a pressão dentro da bexiga natatória e diminuindo o seu tamanho. Nem todos os peixes possuem este órgão: os tubarões controlam a sua posição na água apenas com a locomoção; outros peixes têm reservas de tecido adiposo para essa finalidade. A presença de bexiga natatória traz uma desvantagem para o seu portador: ela proíbe a subida rápida do animal dentro da coluna de água, sob o risco daquele órgão rebentar. A denominação bexiga natatória, foi substituída por Vesicula Gasosa.

Anatomia externa

Para além de mostrar diferentes adaptações evolutivas dos peixes ao meio aquático, as características externas destes animais (e algumas internas, tais como o número de vértebras) são muito importantes para a sua classificação sistemática

Forma do corpo

A forma do corpo dos peixes "típicos" – basicamente fusiforme – é uma das suas melhores adaptações à locomoção dentro de água. A maioria dos peixes pelágicos (ver acima), principalmente os que formam cardumes activos, como os atuns, apresentam esta forma "típica". No entanto, há bastantes variações a esta forma típica, principalmente entre os demersais e nos peixes abissais (que vivem nas regiões mais profundas dos oceanos). Nestes últimos, o corpo pode ser globoso e apresentar excrescências que servem para atrair as suas presas. A variação mais dramática do corpo dos peixes encontra-se nos Pleuronectiformes, ordem a que pertencem os linguados e as solhas. Nestes animais, adaptados a viverem escondidos em fundos de areia, o corpo sofre metamorfoses durante o seu desenvolvimento larvar, de forma que os dois olhos ficam do mesmo lado do corpo – direito ou esquerdo, de acordo com a família. Muitos outros peixes demersais têm o corpo achatado dorsi-ventralmente para melhor se confundirem com o fundo. Alguns, como os góbios, que são peixes muito pequenos que vivem em estuários, têm inclusivamente as barbatanas ventrais transformadas num disco adesivo, para evitarem ser arrastados pelas correntes de maré Os Anguilliformes (enguias, congros e moreias) têm o corpo "anguiliforme", ou seja em forma de serpente, assim como algumas outras ordens de peixes.

Barbatanas

As barbatanas são os órgãos de locomoção dos peixes. São extensões da derme (a camada profunda da pele suportadas por lepidotríquias, que são escamas modificadas e funcionam como os raios das rodas de bicicleta. Por essa razão, chamam-se raios os que são flexíveis, muitas vezes segmentados e ramificados, ou espinhos, qando são rígidos e podem ser ocos e possuir um canal para a emissão de veneno. Os números de espinhos e raios nas barbatanas dos peixes são importantes caracteres para a sua classificação, havendo mesmo chaves dicotómicas para a sua identificação em que este é um dos principais factores. Tipicamente, os peixes apresentam os seguintes tipos de barbatanas:
- uma barbatana dorsal
- uma barbatana anal
- uma barbatana caudal
- um par de barbatanas ventrais (ou barbatanas pélvicas) e um par de barbatanas peitorais. Apenas as barbatanas pares têm relação evolutiva com os membros dos restantes vertebrados. Algumas ou todas estas barbatanas podem faltar ou estar unidas - já foi referida a transformação das barbatanas peitorais dos góbios num disco adesivo – mas as uniões mais comuns são entre as barbatanas ímpares, como a dorsal com a caudal e anal com caudal (caso de algumas espécies de linguados). As barbatanas têm formas e cores típicas em alguns grupos de peixes – são bem conhecidas as barbatanas dorsais dos tubarões! Para além de avisarem os banhistas para sairem da água, em praias onde eles podem aparecer e ser perigosos, são um importante petisco na China. Para além da coloração do corpo, a forma e cor das barbatanas são decisivas para os aquaristas, de tal forma que chegam a ser produzidas variedades de espécies com barbatanas espectaculares, como o famoso cauda-de-véu, uma variedade do peixinho-dourado (Carassius auratus). Alguns grupos de peixes, para além da barbatana dorsal com espinhos e raios (que podem estar separadas), possuem uma barbatana adiposa, normalmente perto da caudal. É o caso dos salmões e dos peixes da família do bacalhau (Gadídeos).

Escamas ou placas

A pele dos peixes é fundamentalmente semelhante à dos outros vertebrados, mas possui algumas características específicas dos animais aquáticos. O corpo dos peixes está normalmente coberto de muco que, por um lado diminui a resistência da água ao movimento e, por outro, os protege dos inimigos. Embora haja muitos grupos de peixes com pele nua, como as enguias, a maior parte dos peixes tem-na coberta de escamas que, ao contrário dos répteis, têm origem na própria derme. Os peixes apresentam quatro tipos básicos de escamas:
- ciclóides, as mais comuns, normalmente finas, sub-circulares e com a margem lisa ou finamente serrilhada;
- ctenóides, também sub-circulares, mas normalmente rugosas e com a margem serrilhada ou mesmo espinhosa;
- ganóides , de forma sub-romboidal e que podem ser bastante grossas como as dos esturjões; e
- placóides, normalmente duras com um ou mais espinhos, de formas variadas. Alguns grupos de peixes têm o corpo coberto de placas ou mesmo uma armadura rígida, como o peixe-cofre e os cavalos-marinhos. Esta armadura pode estar ornamentada com cristas e espinhos e apresenta fendas por onde saem as barbatanas.

Linha lateral

Um órgão específico dos peixes é a linha lateral, normalmente formada por uma fiada longitudinal de escamas perfuradas através das quais corre um canal que tem ligação com o sistema nervoso; aparentemente, este órgão tem funções relacionadas com a orientação, uma espécie de sentido do olfacto através do qual os peixes reconhecem as características das massas de água (temperatura, salinidade e outras).

Classificação sistemática dos peixes

A classificação simplificada no topo desta página é a mais próxima da utilizada por Lineu, mas esconde algumas características importantes que fazem deste grupo dos "Peixes" um agregado de espécies com diferentes aspectos evolutivos. Por essa razão, as classificações mais recentes – ver o projecto Árvore da Vida [http://www.tolweb.org Tree of Life] – abandonaram alguns taxa tradicionais: Não restam dúvidas que TODOS os peixes pertencem ao
- Domínio Eukariota, ao
  - Reino Animalia, aos clades
    - Metazoa
      - Bilateria
      -
- Deuterostomia, ao filo
      -
  - Chordata e, dentro deste, ao clade
      -
    - Craniata A partir deste ponto, os estudos evolutivos mostraram divergências: O taxon classe tem sido usado (e, na Wikipedia em inglês encontramos vários exemplos) para vários clades diferentes. Por essa razão e até os taxonomistas acordarem numa forma de classificação científica consensual, devemos abster-nos de utilizar esse taxon. Os peixes, tanto espécies existentes, como fósseis dividem-se pelos seguintes clades:
- Hyperotreti – as mixinas (peixes sem coluna vertebral) e
- Vertebrata - um clade que inclui as lampréias e os restantes vertebrados com maxilas; Dentro dos vertebrados, consideram-se os clades
- Hyperoartia - as lampréias (que têm coluna vertebral, mas não têm maxilas);
- Gnathostomata – todos os animais com maxilas; e mais sete grupos fósseis. Dentro dos Gnathostomata, são aceites os seguintes clades:
- Teleostomi – animais com boca terminal;
- Chondrichthyes – tubarões e raias – boca sub-terminal ou ventral;
- Acanthodii (extintos) e
- Placodermi (extintos). Dentro dos Teleostomi
- Osteichthyes – animais com tecido ósseo endocondral e com dentes implantados nas maxilas, e
- Acanthodi (extintos) Dentro dos Osteichthyes
- Sarcopterygii – um grupo que inclui os peixes com barbatanas lobadas:
  - Coelacanthimorpha – os celacantos, os
  - Dipnoi – os peixes pulmonados ou dipnóicos
  - os tetrápodes, ou seja, os restantes vertebrados (batráquios, répteis, aves e mamíferos; e os
- Actinopterygii - peixes com raios ou lepidotríquias nas barbatanas, ou seja, os "teleósteos", que incluem a maioria das ordens de peixes actuais e algumas outras com divergências filogenéticas. Para a lista mais aceite das ordens dos peixes – incluíndo as que são classificadas nos diferentes clades mencionados – consultar a [http://www.fishbase.org FishBase]. Dentro desta classificação, os tradicionais taxa Agnatha (peixes sem maxilas), Ostracodermi (formas fósseis sem maxilas) e Cyclostomata (peixes sem maxilas, como as mixinas e lampréias) não devem ser utilizados, uma vez que não são monofiléticos. Grande parte do material usado nesta secção foi retirado do projecto Tree of Life, especialmente das páginas com "copyright" de Philippe Janvier (1997) e de David R. Maddison.(1995) Topo]

Páginas relacionadas na Wikipédia

Aquário Aquacultura Biologia Marinha Pesca

Recursos exteriores à Wikipedia:


- [http://www.tolweb.org Tree of Life]
- [http://www.fishbase.org FishBase]
- O mundo dos peixes- [http://www.aworldoffish.com A World of Fish].
- [http://www.liverpoolmuseums.org.uk/nof/fish/ Fish Olympics] - um jogo para crianças e jovens de todas as idades!
- [http://www.calacademy.org/research/ichthyology/ California Academy of Sciences]
- [http://www.austmus.gov.au/fishes/ Australian Museum]
- [http://www.mcz.harvard.edu/Departments/Fish/ Harvard Museum of Comparative Zoology]
- [http://www.expozoo.exponor.pt/ Expozoo] - Salão Internacional de Zootecnia categoria:vertebrados Categoria:Animais ja:魚類 ko:물고기 ms:Ikan simple:Fish th:ปลา zh-min-nan:Hî

Crustáceo

|----- | align="center" | 250px |----- | Subfilo: || Crustacea |{{| \|Remipedia
Cephalocarida
Branchiopoda - pulga da água, Artemia
Ostracoda
Maxillopoda
Cirripedia - cracas
Malacostraca - lagostas, caranguejos, etc. |{{{{

Adulto

Na linguagem vulgar, um adulto é um ser humano que é considerado pelos restantes como tendo atingido uma idade que lhe permite contrair casamento e, em geral, realizar outras acções que são restritas a esses indivíduos. Do ponto de vista da biologia, um organismo adulto é aquele que atingiu a capacidade reprodutiva, ou seja, que já deixou de ser um juvenil ou uma larva. = Aspecto legal = Legalmente, significa que um indivíduo pode ser parte de um contrato. A mesma idade mínima, ou outra diferente, pode ser aplicável para, por exemplo, definir quando os pais perdem direitos parentais ou deixam de ter deveres para com a pessoa em causa, como o da responsabilidade financeira pelo menor. Casar, votar, tornar-se militar, conduzir, viajar sozinho para o estrangeiro, consumir bebidas alcoólicas (podendo, neste caso, aplicar-se idades diferentes), fumar, ter relações sexuais, ser prostituto(a) - se for legal -, recorrer a serviços de prostituição, ser modelo ou actor (actriz) pornográfico(a), são exemplos de actividades que podem ser reservadas a adultos. A definição legal de entrada na idade adulta varia entre os 16 e os 21 anos, dependendo da região em causa. Algumas culturas africanas consideram adultos todos os maiores de 13 anos, mas a maior parte das outras civilizações enquadram essa idade na adolescência. Normalmente, a idade é 18 anos. Excepções:
- 19: Coreia do Sul
- 20: Japão.
- 21: EUA = Censura = "Adulto" ou "para adultos" também significa "não aconselhável a crianças", em particular como eufemismo para algo relacionado com comportamentos sexuais (por exemplo, entretenimento para adultos, vídeo para adultos, revista para adultos, livraria para adultos). No entanto, educação para adultos significa apenas isso mesmo - educação para adultos. Não tem qualquer relação particular com educação sexual. = Ver também =
- Infância
- Adolescência Categoria:Faixas etárias ja:大人 simple:Adult

Plâncton

Em biologia marinha e limnologia chama-se plâncton (da palavra grega planktos, que significa errante) ao conjunto dos organismos que têm pouco poder de locomoção e vivem livremente na coluna de água (pelágicos), sendo muitas vezes arrastados pelas correntes oceânicas. O plâncton encontra-se na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, uma vez que serve de alimentação a organismos maiores. O plâncton é geralmente subdividido em:
- Fitoplâncton - formado principalmente por algas microscópicas;
- Bacterioplâncton - formado por bactérias; e
- Zooplâncton - formado por animais ou protistas. Em biologia pesqueira chama-se ictioplâncton ao conjunto dos ovos e larvas de organismos aquáticos que apresentam um comportamento planctónico. Image:Amphipodredkils.jpg Image:Zooplankton1 300.jpg Image:Zooplankton2_300.jpg


- Bentos
- Nécton
- Séston
- Oceanografia Nota: as palavras bentos, nécton, plâncton, séston e as palavras compostas destas não têm plural. Categoria:Vida marinha ja:プランクトン

Pelágico

Pelágico (do latim pelagos, que significa o "mar aberto") – diz-se dos organismos aquáticos que nadam livremente na coluna de água, ao contrário dos bentónicos e demersais que passam a maior parte do tempo - pelo menos durante a parte do seu ciclo de vida a que diz respeito o termo - em contacto mais ou menos permanente com o substrato. Fazem parte deste grupo o plâncton, as baleias e muitas espécies de peixes que vivem geralmente em cardumes, como as sardinhas, as anchovas, os atuns e muitos tubarões. Ver também biologia marinha. Categoria:Biologia

Substrato

Chama-se substrato ao fundo do mar, dum lago, ou doutro ecossistema aquático, ou ainda qualquer superfície ali existente que possa servir de suporte a organismos vivos. Existem substratos duros como uma rocha, uma placa de cimento, um pedaço de coral morto, onde só se podem fixar organismos sésseis, e substratos móveis formados por areia, lodo ou outro tipo de sedimento, onde podem viver animais com movimentos livres, quer à sua superfície, quer enterrados, e onde podem também fixar-se plantas com raizes. A comunidade que vive no substrato chama-se bentos e pode ser formada, tanto por formas adultas como por larvas ou juvenis de organismos que, noutra fase do seu ciclo de vida não fazem parte do bentos. Categoria:Biologia

Carnívoro

Tanto na linguagem vernácula, como nos diferentes ramos da zoologia chamam-se carnívoros aos animais que se alimentam exclusivamente de outros animais. Termos relacionados:
- predação
- herbívoro
- omnívoro
- detritívoro
- canibal ---- Do ponto de vista da sistemática zoológica, chamam-se carnívoros os representantes da ordem Carnivora, que inclui o cão, gato, foca e outros. categoria:biologia ja:肉食動物 ms:Maging simple:Carnivore

Comensal



Parasita

Parasitas são organismos que vivem em associação com outros aos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. Todas as doenças infecciosas e as infestações dos animais e das plantas são causadas por seres considerados, em última análise, parasitas. O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mínimo, sem lhe afectar as funções vitais, como é o caso dos piolhos, até poder causar a sua morte, como é o caso de muitos vírus e bactérias patogénicas. Neste caso extremo, o parasita normalmente morre com o seu hospedeiro, mas em muitos casos, o parasita pode ter-se reproduzido e disseminado os seus descendentes, que podem ter infestado outros hospedeiros, perpetuando assim a espécie. Algumas espécies são parasitas apenas durante uma fase do seu ciclo de vida: o cuco, por exemplo, é parasita de outra ave apenas na fase de ovo e juvenil, enquanto que os adultos têm vida independente.

Classificação

Os parasitas podem classificar-se segundo a parte do corpo do hospedeiro que atacam:
- Ectoparasitas atacam a parte exterior do corpo do hospedeiro; e
- Endoparasitas vivem no interior do corpo do hospedeiro. Outra forma de classificar os parasitas depende dos hospedeiros e da relação entre parasita e hospedeiro:
- Parasitas obrigatórios só vivem se tiverem hospedeiro, como os vírus
- Parasitas facultativos não dependem do hospedeiro para sobreviver, e sim optam por parasitá-lo. Os parasitas obrigatórios são considerados mais evoluídos que os facultativos, uma vez que desenvolveram adaptações para isso. Muitas vezes, um hospedeiro obrigatório desenvolve defesas contra um parasita e, se o parasita consegue desenvolver um mecanismo para ultrapassar essas defesas, pode levar a um processo chamado co-evolução.

Adaptações do parasita

As adaptações ao parasitismo são assombrosas - desde a transformação das peças bucais dos mosquitos num aparelho de sucção, até à redução ou mesmo desaparecimento de praticamente todos os órgãos, com excepção dos órgãos da alimentação e os reprodutores, como acontece com as ténias e lombrigas. Alguns parasitas são de tal forma modificados que se torna difícil associá-los a espécies afins que têm vida livre, como acontece com muitos crustáceos (por exemplo, o rizocéfalo). Um outro caso de adaptação relaciona-se com a sua forma de disseminação: nos casos do plasmódio da malária ou da bilhárzia, a reprodução sexuada não se dá dentro do hospedeiro, mas sim dentro doutra espécie, que pode servir apenas de vector para a infecção de outro hospedeiro.


- Relações ecológicas categoria:Ecologia ja:寄生虫 ko:기생충

Monóico

Em biologia, chama-se espécie monóica (do grego oykos, que significa casa) àquela em que cada indivíduo apresenta órgãos sexuais dos dois sexos, como na maior parte das plantas verdes. Nos animais, como nas minhocas e caracóis terrestres, esta característica é conhecida como hermafrodistismo. Nos mamíferos, o hermafroditismo é um caso teratológico, ou seja, uma má formação embrionária. Apesar do mesmo indivíduo produzir gâmetas dos dois sexos, a reprodução sexual exige a união de dois indivíduos diferentes, a fim de poder-se dar a troca de material genético. Os organismos em que os sexos estão separados em diferentes indivíduos chamam-se dióicos. Categoria:Biologia

Vivíparo

Em biologia, designam-se como vivíparos os animais cujo embrião se desenvolve dentro do corpo da mãe, numa placenta que lhe fornece o alimento e retira os produtos de excreção. São vivíparos a maior parte dos mamíferos e alguns peixes, répteis e anfíbios. Ver também:
- reprodução
- ovíparo
- ovovivíparo Categoria:Biologia ja:胎生

Ovovivíparo

Em biologia, designam-se como ovovivíparos os animais cujo embrião se desenvolve dentro de um ovo alojado dentro do corpo da mãe. O ovo recebe assim protecção, mas desenvolve-se a partir do material nutritivo existente dentro do ovo. Alguns peixes, répteis e invertebrados são ovovivíparos. Ver também:
- reprodução
- vivíparo
- ovíparo Categoria:Biologia

Larva

Em biologia chama-se larva a qualquer forma dum animal em desenvolvimento (ou seja, que ainda não atingiu a maturação sexual) que é diferente do estado adulto. A larva pode ter um aspecto semelhante ao adulto (por exemplo, nas baratas), ou ter formas completamente diferentes, como é o caso dos estados larvares das borboletas. Mas em qualquer caso, para além da larva não possuir capacidade reprodutiva e não ter ainda totalmente formados todos os órgãos que caracterizam a espécie, pode ter órgãos que o adulto não tem. O processo de transição dum estado larvar para outro ou para o estado adulto chama-se metamorfose. ---- Os mamíferos, aves e répteis, colectivamente classificados como Amniota por terem à volta do embrião uma membrana chamada âmnion, não apresentam estados larvares, mas apenas um estado juvenil. Quando o ovo eclode, ou seja, quando o indivíduo nasce, tem já todos os órgãos que os adultos possuem, embora possam não estar totalmente formados. A única estrutura que o juvenil dos Amniota pode possuir e que perde a seguir à eclosão é um "dente" córneo na extremidade da cabeça que o auxilia a quebrar a "casca" do ovo, no caso da sua membrana exterior estar calcificada, como é o caso das aves e alguns répteis. Categoria:Biologia simple:Larva

Cuidados parentais

Em zoologia chamam-se cuidados parentais aos atos que um ou ambos os progenitores realizam para assegurar que os seus descendentes sobrevivam até adquirirem características que lhes permitam sobreviver por si próprios - e eventualmente produzir nova descendência, ou seja, reproduzirem-se. As aves e algumas espécies de peixes constroem ninhos onde depositam os ovos, ali os incubam e alimentam os filhotes até eles se poderem defender ao sair do ninho e encontrar os seus próprios alimentos. Por um lado, o ninho é uma estrutura onde, tanto as crias, como os próprios progenitores, se encontram mais protegidos dos predadores do que no ambiente natural. Por outro, a própria incubação dos ovos pelos pais, não só protege os ovos, como assegura que uma maior proporção deles ecloda com sucesso. No caso dos mamíferos, é normalmente a mãe que procura um lugar protegido para o parto e para proteger os recém-nascidos, proporcionando-lhes alimentos - primeiro o próprio leite materno e, mais tarde, alimentos semelhantes aos que os adultos comem. Nesta última tarefa, os pais também podem (ou não, dependendo das espécies) participar, assim como no acompanhamento das crias para fora do "ninho" ou toca, ensinando-os a defenderem-se ou a atacar as suas presas. Categoria:Zoologia

Plâncton

Em biologia marinha e limnologia chama-se plâncton (da palavra grega planktos, que significa errante) ao conjunto dos organismos que têm pouco poder de locomoção e vivem livremente na coluna de água (pelágicos), sendo muitas vezes arrastados pelas correntes oceânicas. O plâncton encontra-se na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, uma vez que serve de alimentação a organismos maiores. O plâncton é geralmente subdividido em:
- Fitoplâncton - formado principalmente por algas microscópicas;
- Bacterioplâncton - formado por bactérias; e
- Zooplâncton - formado por animais ou protistas. Em biologia pesqueira chama-se ictioplâncton ao conjunto dos ovos e larvas de organismos aquáticos que apresentam um comportamento planctónico. Image:Amphipodredkils.jpg Image:Zooplankton1 300.jpg Image:Zooplankton2_300.jpg


- Bentos
- Nécton
- Séston
- Oceanografia Nota: as palavras bentos, nécton, plâncton, séston e as palavras compostas destas não têm plural. Categoria:Vida marinha ja:プランクトン

Séston

Em biologia marinha e limnologia, chama-se séston ao conjunto das partículas, orgânicas ou não, que se encontram dispersas na coluna de água e que, para além de poderem constituir alimento para alguns organismos, têm um papel importante na difusão da luz na água e, portanto, na produção primária. Categoria:Biologia marinha

Ictioplâncton

Em biologia pesqueira chama-se ictioplâncton ao conjunto dos ovos e larvas de organismos aquáticos que apresentam um comportamento planctónico. Ver também:
- Bentos
- Nécton
- Séston
- Oceanografia
- Biologia Marinha
- Reprodução Categoria:Biologia

Vita-Cola

Vita-Cola, tysk coladryck med rötterna i f.d. DDR Vita-Cola har blivit känt för sin originella colasmak. Tillverkas av Thüringer Waldquell Mineralbrunnen GmbH. Vita-Cola säljs mest i det som tidigare var DDR men har även firat försäljningsframgångar i det som tidigare var Västtyskland. kategori:läskedrycker

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