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Chica Da Silva

Chica da Silva

Francisca da Silva de Oliveira, ou simplesmente Chica da Silva, é personagem de um dos mais famosos mitos da região diamantina, nas Minas Gerais do Brasil, na segunda metade do século XVIII. A escrava que se fez rainha, de acordo com a imaginação do povo, descrita como uma jovem mulata dotada de beleza invulgar, teria seduzido com seus encantos o elemento mais poderoso da região à época: o contratador dos diamantes, João Fernandes de Oliveira, cuja fortuna era descrita popularmente como sendo maior do que a do rei de Portugal.

O mito

Entre os elementos da lenda encontram-se:
- Senhora de crueldade ímpar e de invulgar apetite sexual, utilizava o medo e a sedução como armas para obter a saciedade de seus luxos e prazeres: a seu pedido, o contratador teria mandado construir uma residência com vinte e um cômodos – um palácio para os padrões da região à época;
- Mesmo considerada rica para os padrões da região à época, Chica era discriminada pelo círculo social mais elevado em que convivia;
- Como não conhecia o mar, João Fernandes mandou formar em terras da sua chácara, no bairro da Palha, um lago artificial. Mandou ainda construir um navio à vela, com capacidade para dez pessoas, que navegava no lago transportando os convidados das grandes festas que Chica oferecia à sociedade local. Essas festifividades eram animadas por uma orquestra particular e contavam com as apresentações de um teatrinho de bolso.
- Considerada como concubina (mulher de má-vida), estava impedida de frequentar os templos católicos. Desse modo, para o seu uso privativo, anexo à residência teria feito erguer uma capela, sob a invocação de Santa Quitéria.
- Para não ter o seu sono perturbado pelo dobrar dos sinos da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, erguida em 1765 com o auxílio do Contratador, teria imposto a mudança de posição da torre. Efetivamente, trata-se da única igreja em estilo barroco no Brasil que possui a torre sineira atrás da nave central.
- Protetora dos espetáculos teatrais e musicais, inscreveu seu nome na culinária regional sendo-lhe atribuída a receita do Xinxim da Chica, seu prato preferido. O mito de Chica da Silva foi construído a partir do século XIX baseado na narrativa de Joaquim Felício dos Santos, Memórias do Distrito Diamantino. Recentemente foi revisitado pelo filme de Carlos Cacá Diegues (Xica da Silva, 1976), estrelado por Zezé Motta, Walmor Chagas e José Wilker, um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro, e pela novela televisiva homônima da Rede Manchete, estrelada por Taís Araújo.

A biografia

A recente pesquisa histórica indica outra versão para os fatos: Filha de uma escrava africana, Maria da Costa, e de um europeu, Antônio Caetano de Sá, a jovem mestiça afro-brasileira foi escrava do médico Manoel Pires Sardinha, com quem teve o seu primeiro filho, Simão, em 1751. Pode ter sido adquirida por João Fernandes de Oliveira (ou alforriada a pedido deste), que chegara ao arraial do Tejuco em 1753 na função de Contratador dos Diamantes, para suceder seu pai, de mesmo nome, no cargo desde 1740. Entre 1763 e 1771 o casal habitou a edificação hoje tombada à praça Lobo de Mesquita, 266, em Diamantina (MG). A relação de ambos, apesar de pública e intensa, não foi um caso isolado na sociedade colonial brasileira fortemente hierarquizada, onde era comum o envolvimento de homens brancos com suas escravas. Tiveram treze filhos, embora, como costume à época, não tivessem sido legalmente reconhecidos, permanendo em branco o nome do pai nas certidões de nascimento. Em 1770, João Fernandes necessitou retornar ao reino para dar contas de sua administração à frente do Contrato dos Diamantes e para rever o testamento deixado pelo pai, o que ocasionou o afastamento dos amantes. Ele levou consigo os quatro filhos homens, que receberam títulos de nobreza da Coroa portuguesa. No Brasil, os interesses de Chica ficaram protegidos por propriedades que lhe foram deixadas pelo contratador e que lhe garantiram a sobrevivência e a educação das filhas, encaminhadas ao recolhimento das freiras de Macaúbas, considerado o melhor das Minas Gerais, de onde a maioria só saiu para se casar. Embora Chica jamais tenha se casado por impedimento legal, alcançou prestígio na sociedade local à época e usufruiu de regalias privativas de senhoras brancas, mesmo após a partida de João Fernandes em 1770. Recente pesquisa indica que ela pertencia às Irmandades de São Francisco, do Carmo (exclusivas de brancos), das Mercês (de mulatos) e do Rosário (de africanos). Símbolo mitológico da escrava-rainha, dissimula, entretanto, a hipocrisia da democracia racial na sociedade brasileira: mesmo enquanto descendente de escravos africanos, em 1754, após se unir ao Contratador, já era dona de escravos. Faleceu em 1796, sendo sepultada na Igreja de São Francisco de Assis, privilégio reservado apenas aos brancos ricos.

Bibliografia

Júnia Ferreira Furtado. Chica da Silva e o contratador dos diamantes - o outro lado do mito. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

Links externos


- [http://www.iphan.gov.br/supregionais/13sr/casachicadasilva.htm Casa Chica da Silva (Iphan)] Categoria:Personalidades do Brasil

Mito

Um mito é um relato em forma de narrativa com carácter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. O termo é, por vezes, utilizado de forma pejorativa para se referir às crenças comuns (consideradas sem fundamento objectivo ou científico, e vistas apenas como histórias de um universo puramente maravilhoso) de diversas comunidades. No entanto, até acontecimentos históricos se podem transformar em mitos, se adquirem uma determinada carga simbólica para uma dada cultura. Na maioria das vezes, o termo refere-se especificamente aos relatos das civilizações antigas que, organizados, constituem uma mitologia - por exemplo, a mitologia grega e a mitologia romana. Todas as culturas têm seus mitos, alguns dos quais são expressões particulares de arquétipos comuns a toda a humanidade. Por exemplo, os mitos sobre a criação do mundo repetem alguns temas, como o ovo cósmico, ou o deus assassinado e esquartejado cujas partes vão formar tudo que existe. Mito não é o mesmo que fábula, conto de fadas, lenda ou saga.

Funções do mito

---- Além de acomodar e tranquilizar o homem em face de um mundo assustador, dando-lhe a confiança de que, através de suas ações mágicas, o que acontece no mundo natural depende, em parte, dos atos humanos, o mito também fixa modelos exemplares de todas as funções e atividades humanas. O mito, portanto, é uma "primeira fala sobre o mundo", uma primeira atribuição de sentido ao mundo, sobre a qual a afetividade e a imaginação exercem grande papel, e cuja função principal não é explicar a realidade, mas acomodar o homem ao mundo.

Temas comuns


- O criador e seu assistente ou oponente
- O ovo cosmogônico
- O pai e a mãe do mundo
- O sacrifício ou a batalha primordial
- A criação pela palavra
- Origem do homem: de Deus, do céu, da terra
- Origem da morte: um erro do homem, queda do paraíso, conseqüência da sexualidade e nascimento, perversão de mensagem por um animal
- Fim do mundo
- Idades do mundo
- Tempo: conceito cíclico e conceito linear
- Reencarnação
- Criador: imanente e/ou transcendente
- O herói que transforma o mundo e traz a vida
- O dilúvio

Tipos de mitos


- Cosmogonias: mitos de origem
- MItos de origem e destruição, incluindo os messiânicos e milenários
- Soteriológicos: de salvadores e heróis
- Mitos de tempo e eternidade
- Mitos de renascimento e renovação, incluindo os de memória e esquecimento
- Mitos de providência e destino
- Mitos de seres superiores e seus descendentes
- Mitos de transformação, inclusive os ritos de passagem

Veja também


- Mitologia

Leituras


- Joseph Campbell, O herói de mil faces. Editora Pensamento, São Paulo SP.
- Joseph Campbell, O poder do mito. Editora Palas Athena, São Paulo SP. 1990. Categoria:Antropologia Categoria:mitologia nb:Myte simple:Myth

Minas Gerais

Minas Gerais é o quarto maior estado do Brasil, com uma extensão semelhante à da França: 588 384,30 km². Localiza-se no Sudeste e limita-se a norte e nordeste com a Bahia, a leste com o Espírito Santo, a sudeste com o Rio de Janeiro, a sul e sudoeste com São Paulo, a oeste com o Mato Grosso do Sul e a noroeste com Goiás, incluindo uma pequena fronteira com o Distrito Federal.

Geografia

O Estado de Minas Gerais esta localizado entre os paralelos de 14º13'58' 'de latitude norte e 22º54'00' 'de latitude sul e os meridianos de 39º51'32' ' e 51º02'35' ' a oeste de Greenwich. É o segundo Estado mais populoso do país, com 18 milhões de habitantes que se distribuem por 853 municípios, sendo a unidade da federação brasileira com o maior número de municípios. Os municípios mineiros sâo 51,2% dos existentes na região Sudeste e 15,5% dos existentes no Brasil. A capital é Belo Horizonte, concebida e planejada para substituir a colonial Ouro Preto ao final do século 19, então saturada e esgotada em sua capacidade de infra-estrutura para sediar o governo. Teve sua construção marcada pela formulação de planejamento urbano específico, espelhado no exemplo de Boston (EUA). Foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897. Segundo projeções atuais, Belo Horizonte acolhe 2,3 milhões de habitantes (2003). Com outros 33 municípios, forma a principal região metropolitana do Estado, com 4,8 milhões de habitantes. Dentre os inúmeros fatores que pesaram na criação de Belo Horizonte, a localização privilegiada foi determinante, por estar a capital quase centralizada no estado. Belo Horizonte Em relação aos municípios das capitais brasileiras, a distância máxima (até Boa Vista) não passa de 3.118 km, e dentro do próprio estado não vai além de 865 km (Formoso). Sua localização faz com que por meio dela ou em suas cercanias passem rodovias federais muito importantes para a interligação nacional. A mais populosa cidade do estado é Belo Horizonte, com 2,2 milhões de habitantes. Outras cidades importantes são: Contagem, Uberlândia, Juiz de Fora, Betim, Montes Claros, Poços de Caldas, Ouro Preto, Diamantina, Varginha, Pouso Alegre, Teófilo Otoni, Araxá, Ipatinga, Unaí e Governador Valadares. Municípios
- Veja a Lista de municípios de Minas Gerais. Rios do estado
- Veja a Lista de rios de Minas Gerais.

Segmentação territorial

Existem diversas formas de segmentar territorialmente Minas Gerais, cada qual é utilizada para um objetivo específico. Divisões Regiões de Minas Gerais:
- Mesoregiões Geográficas – 12 Mesoregiões Origem: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
- Microregiões Geográficas – 66 Microregiões Origem: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
- Área Mineira da Agência de Desenvolvimento do Norte e Nordeste (ADENE ) – 165 Municípios Origem: Medida Provisória Nº 2.146-1, de 24/08/01, que foi alterada pela Medida Provisória Nº 2.156-5, de 24/08/01 e instalada pelo Decreto Nº 4.126, de 13/02/02
- Região Metropolitana de Belo Horizonte – 34 Municípios Origem: Lei Federal Nº 14, de 08/06/73, que na sua redação original contemplava 14 municípios: Belo Horizonte, Betim, Caeté, Contagem, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano. Colar Metropolitano da Região Metropolitana de Belo Horizonte – 14 Municípios Origem: Lei Complementar Estadual Nº 63, de 10/01/02
- Região Metropolitana do Vale do Aço – 4 Municípios Origem: Lei Complementar Estadual Nº 51, de 30/12/98 Colar Metropolitano da Região Metropolitana do Vale do Aço – 22 Municípios Origem: Lei Complementar Estadual Nº 51, de 30/12/98 Lista de rios de Minas Gerais, em Congonhas]]
- Regiões para Fins de Planejamento – 10 Regiões Origem: Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado, de 1985.
- Associações Microregionais – 40 Associações Origem: Associação Mineira de Municípios (AMM)

Regiões de Planejamento

O Estado de Minas Gerais divide-se em 8 (oito) regiões de planejamento, que são:
- Triângulo e Alto Paranaíba
- Alto São Francisco
- Noroeste
- Jequitinhonha
- Rio Doce
- Metalúrgica e Campo das Vertentes
- Zona da Mata e
- Sul de Minas.

Historia econômica do estado

O desbravamento da região teve início no século 16, por bandeirantes paulistas que buscavam ouro e pedras preciosas. Em 1693, as primeiras descobertas importantes de ouro provocaram uma corrida cheia de incidentes, sendo o mais grave a Guerra dos Emboabas (1707-10). Em 1709, foi criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, que, em 1720, foi desmembrada em São Paulo e Minas Gerais. Na primeira metade do século XVIII, a região tornou-se o centro econômico da colônia, com rápido povoamento. No entanto, a produção aurífera começou a cair por volta de 1750, o que levou Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos, provocando a revolta popular, que culminou na Inconfidência Mineira, em 1789. Encerrada essa fase, a política de isolamento, antes imposta à região mineradora como forma de exercer maior controle sobre a produção de pedras e metais preciosos, ainda inibia o desenvolvimento de qualquer outra atividade econômica de exportação, forçando a população a se dedicar a atividades agrícolas de subsistência. Por decênios, apesar dos avanços alcançados na produção de açúcar, algodão e fumo para o mercado interno, Minas Gerais continuou restrito às grandes fazendas, autárquicas e independentes. A estagnação econômica da província, como de toda a colônia, somente foi rompida com o surgimento de uma nova e dinâmica atividade exportadora, o café. A introdução da cafeicultura em Minas Gerais ocorreu no início do século XIX. Localizou-se, inicialmente, na Zona da Mata, onde se difundiu rapidamente, transformando-se na principal atividade da província e agente indutor do povoamento e do desenvolvimento da infra-estrutura de transportes. A prosperidade trazida pelo café ensejou um primeiro surto de industrialização, reforçado, mais tarde, pela política protecionista implementada pelo Governo Federal após a Proclamação da República. As indústrias daí originárias eram de pequeno e médio portes, concentradas, principalmente, nos ramos de produtos alimentícios (laticínios e açúcar), têxteis e siderúrgicos. No setor agrícola, em menor escala, outras culturas se desenvolveram, como o algodão, a cana-de-açúcar e cereais. O predomínio da cafeicultura só vai se alterar, gradualmente, no período de 1930/50, com a afirmação da natural tendência do Estado para a produção siderúrgica e com o crescente aproveitamento dos recursos minerais. Ainda na década de 50, no processo de substituição de importações, a indústria ampliou consideravelmente sua participação na economia brasileira. Um fator que contribuiu para essa nova realidade foi o empenho governamental na expansão da infra-estrutura - sobretudo na área de energia e transportes - cujos resultados se traduziram na criação, em 1952, da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e no crescimento da malha rodoviária estadual, com destaque para a inauguração da Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, no fim da década. Nos anos 60, a ação do Governo cumpriu papel decisivo no processo de industrialização, ao estabelecer o aparato institucional requerido para desencadear e sustentar o esforço de modernização da estrutura fabril mineira. A eficiente e ágil ofensiva de atração de investimentos, iniciada no final da década de 60, encontrou grande ressonância junto a investidores nacionais e estrangeiros. Já no início dos anos 70, o Estado experimentou uma grande arrancada industrial, com a implantação de inúmeros projetos de largo alcance sócio-econômico. O parque industrial mineiro destacou-se nos setores metal-mecânico, elétrico e de material de transportes. Entre 1975 e 1996, o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro cresceu 93% em termos reais. Em igual período, o País registrou um crescimento de 65%. Esse relevante desempenho verificou-se, sobretudo, no setor de transformação e nos serviços industriais de utilidade pública. Na indústria extrativa mineral, a supremacia mineira durou até 1980, quando o País passou a explorar, entre outras, as jazidas do complexo Carajás. Entretanto, em 1995, o Estado ainda respondia por 26% do valor da produção mineral brasileira do setor de metálicos. Hoje, a estrutura econômica do Estado é bastante influenciada pelo setor industrial, responsável por 35,5% do PIB de Minas Gerais, enquanto a agropecuária contribui com cerca de 11,3% e o setor de serviços, com 53,2%

Demografia

Em 2000, Minas Gerais apresentava população total de 17.891.494 habitantes, sendo 8. 851.587 homens e 9.039.907 mulheres. Como todos os demais estados da região sudeste do Brasil, apresenta alta taxa de urbanização. Essa urbanização se acelerou em um crescimento explosivo entre os anos 60 e 80, o causou distorções com relação ao acesso universal à infra-estrutura urbana. As regiões mais densamente povoadas são a Metalúrgica, Campo das Vertentes, Triângulo, Alto Paranaíba ,Zona da Mata e Sul.

O Povo Mineiro

O povo mineiro é conhecido nacionalmente por suas características: religiosidade, timidez, hospitalidade, alegria e desconfiança. Além do sotaque mineiro, rico em expressões populares, falado de um jeito ligeiro e simplificando as palavras. Existem 2 tipos de mineiros: o mineiro do interior e o mineiro da cidade. O mineiro do interior está ligado de corpo e alma à terra. A vida no interior de Minas Gerais é pacata, onde as pessoas ainda acordam antes da 6 horas da manhã, usam fogão-à-lenha para preparar o feijão-tropeiro ou o angú, contam causos e histórias passadas de geração em geração. Já o mineiro da cidade leva uma vida típica dos grandes centros urbanos, com muito trabalho e correria. O povo mineiro tem suas cacracterísticas herdadas da miscigenação de diversas culturas: a religiosidade e temperamento desconfiado e de poucas palavras foram herdados dos imigrantes portugueses que chegaram em grande número à Minas Gerais durante o ciclo do ouro, no século XVIII. Os imigrantes portugueses vinham direto de suas pequenas aldeias no interior de Portugal e se fixavam em Minas, trazendo suas crenças seculares intactas e encorporadas na raíz do povo mineiro. Muito da cultura mineira se deve aos povos africanos, trazidos como escravos nos séculos XVIII e XIX. A comida mineira, uma das mais ricas do Brasil, tem sua base essencialmente nos pratos africanos. Eram as mucamas negras que cozinhavam para os senhores, e o tempero mineiro foi herdada do tempero das escravas africanas. O índio também contribuiu enormemente para a formação da identidade mineira, não só na culinária, como no uso da mandioca nos pratos, mas também no própio caráter do povo mineiro. Os imigrantes também contribuíram para a formação da identidade mineira. Embora o povo mineiro já tivesse uma identidade cultural formada, no início do século XX chegaram em Minas grandes levas de estrangeiros em busca de melhores condições de vida. Destacaram-se os imigrantes italianos, que rapidamente se integraram à sociedade mineira, mesclando os hábitos mineiros e os hábitos italianos, dando uma valiosa constribuição para Minas Gerais. Sírios-libaneses, espanhóis, alemães e outros imigrantes também se integraram facilmente à hospitaleira população mineira, tornando-se mineiros e enriquecendo a miscigenação cultural que faz parte da História do estado de Minas Gerais.

Cultura de Minas Gerais

Literatura

Escritores mineiros famosos incluem:
- Fernando Sabino- autor de O Encontro Marcado.
- Carlos Drummond de Andrade- um de seus poemas mais conhecidos é "Itabira é só um retrato na parede.Como dói.", referindo-se a ele estar morando há muito no Rio.
- Roberto Drummond - autor de Hilda Furacão e colunista de esporte no Estado de Minas.
- Ziraldo- humorista e criador do Menino Maluquinho.
- Guimarães Rosa - autor de Grande Sertão Veredas.

Cinema

João Carriço se destaca na história do cinema mineiro. Com o lema "Cinema para o povo" Carriço lança a Carriço Filmes, em Juiz de Fora. A empresa produz documentários no início do séc. XX. O Cinema, onde entrava quem pagava o que podia e quem não pagava porque não podia, hoje é um estacionamento - estacionamento Santa Luzia - situa-se na Avenida Paulo Sérgio, em Juiz de Fora.

Música

Minas Gerais tem uma rica tradição musical. No século XVIII se destaca a obra barroca de José Emerico Lobo de Mesquita. A partir do século XIX as bandas de música (ou Euterpes) se desenvolvem a ponto de serem hoje um dos marcos de identidade cultural do Estado. Na primeira metade do século XX se destacam o samba (com Ary Barroso e Rômulo Paes), o sertanejo tradicional e o chorinho. Nos anos 70, surge em Belo Horizonte o movimento Clube da Esquina, cujas maiores influências eram a bossa nova e os Beatles. Nos anos 80, a banda metal Sepultura tornou-se a primeira banda brasileira a fazer sucesso no exterior, e ocorre também uma revalorização da cultura dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri com Saulo Laranjeira e Rubinho do Vale. Nos anos 90, surgiram diversas bandas de pop rock em Minas,como Skank, Jota Quest, Pato Fu e Tianastácia, além do samba do grupo Só Prá Contrariar de Uberlândia. Mais recentemente merecem destaque a cantora de MPB Ana Carolina (de Juiz de Fora), o violeiro Chico Lobo (de São João Del Rey) e Tambolelê e Maurício Tizumba (de Belo Horizonte), com uma mistura de congado e pop.

Hino

Minas Gerais não possui um hino oficial. A canção Oh, Minas Gerais é a que ganhou maior popularidade, inclusive fora do estado, com seu refrão “Oh, Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais”. Trata-se de uma tradicional valsa italiana chamada Viene sul mare. A letra é uma adaptação feita pelo compositor mineiro José Duduca de Morais, o De Moraes, e gravada em 1942.

Oh! Minas Gerais

Oh! Minas Gerais (bis) Quem te conhece não esquece jamais Oh! Minas Gerais... Lindos campos batidos de sol, ondulando num verde sem fim... E montanhas que à luz do arrebol têm perfume de rosa e jasmim... Vida calma nas vilas pequenas rodeadas de campos em flor Doce terra de matas amenas, paraíso de sonho e amor... Lavradores de pele tostada, boiadeiros vestidos de couro... Operários da indústria pesada, garimpeiros de pedra e de ouro... E poetas de doce memória e valentes heróis imortais... Todos eles figuram na história do Brasil e de Minas Gerais.

Esporte Mineiro


- O Minas Tênis Clube, com sede em BH, tem times competitivos em vôlei, basquete, futsal e abrange grande número de nadadores.
- Há pelo menos 3 grandes ginásios em minas:o Mineirinho, a Arena da Rua da Bahia (de propriedade do MTC) e o Ginásio Divino Braga, em Betim.
- Os grandes clubes do futebol mineiro são:
  - Atlético Mineiro (1° Campeão brasileiro, em 1971 e campeão mineiro por 37 vezes)
  - Cruzeiro (Bi-campeão da Libertadores, Campeão brasileiro em 2003, Tetra-Campeão da Copa do Brasil e da Taça Brasil em 66, derrotando o Santos de Pelé).
  - América
  - Villa Nova, da cidade de Nova Lima.
  - Ipatinga, da cidade de Ipatinga.


- [http://www.mg.gov.br Governo do Estado de Minas Gerais]
- [http://www.bibvirt.futuro.usp.br/especiais/videos/quarta_parte/o_ouro.html Vídeo sobre a história de Minas Gerais em português. Exige Real Player]
- [http://www.santanadoparaiso.com Santanado Paraíso - Município de Minas Gerais - Comunidade Virtual]
- [http://www.brazilpostcard.com.br Postais antigos de Poços de Caldas- MG]
- [http://www.descubraminas.com.br/home/default.asp Portal oficial de turismo] categoria:Estados do Brasil
-


Século XVIII

Milénios: primeiro milénio d.C. - segundo milénio d.C. - terceiro milénio d.C. Século XVII - Século XVIII - Século XIX

Tópicos


- Revolução Industrial
- Revolução Francesa
- Iluminismo
- Música clássica, que tomou o lugar da música barroca
- Colonialismo
- Terramoto de 1755

Décadas

Década de 1700 | Década de 1710 | Década de 1720 | Década de 1730 | Década de 1740 | Década de 1750 | Década de 1760 | Década de 1770 | Década de 1780 | Década de 1790 categoria:Século XVIII ja:18世紀 ko:18세기

Portugal

China is a city in New York.

Palácio

Palácio ou Paço(s) eram designações dadas aos edifícios mais ou menos sumptuosos destinados a habitação real. Também recebiam o nome de Paços as habitações de alguns nobres, bispos e patriarcas. Houve habitações reais no Castelo de São Jorge — o Paço das Alcáçovas — em Lisboa. Com D. Manuel I, o Paço da Ribeira é a habitação real. Estes foram os palácios reais mais antigos de Lisboa. Mas outros houve em Guimarães, Coimbra, Évora, Almeirim, Santarém, Sintra, etc. Categoria:Tipologias arquitectónicas

Lago

Um lago é uma depressão natural na superfície da Terra que contém permanentemente uma quantidade variável de água. Essa água pode ser proveniente:
- da chuva;
- duma nascente local; ou
- de cursos de água, como rios que desaguem nessa depressão. A quantidade de água que um lago contém depende do clima regional. As dimensões dos lagos são muito variáveis, desde alguns metros até várias centenas de quilómetros, como são os Grandes Lagos da América do Norte ou os Grandes lagos Africanos. A sua profundidade também varia desde alguns centímetros até várias centenas de metros - o Lago Baikal, na Sibéria, é o mais profundo do mundo, com 1743 metros. A origem dos lagos é variável e depende da geomorfologia do terreno. Podem ser de origem tectónica, ou seja, terem sido formados por fenómenos geológicos, ou podem ter sido formados pela erosão do terreno, quer por fenómenos climáticos, quer pela acção de rios ou glaciares. Em zonas como a Antártida, podem existir lagos sub-glaciares, isto é, debaixo do gelo, como o Lago Vostok. É importante não confundir um lago com uma planície de inundação, que tem uma origem e uma dinâmica diferente. À volta dum lago, no entanto, pode existir uma planície de inundação. Os lagos artificiais, quando derivados da construção de uma barragem, são muitas vezes designados por albufeiras, embora este termo também se use para algumas formações aquáticas na zona costeira marítima (por exemplo a Lagoa da Albufeira, no Algarve. Normalmente, a água dos lagos é água doce, mas existem no mundo alguns importantes lagos salgados, como o Grande Lago Salgado da América do Norte ou o Mar Morto no Médio Oriente (Israel e Palestina). O estudo ecológico dos lagos é a limnologia.


- geografia física
- Hidrografia


- [http://www.ilec.or.jp/index.html Base de dados mundial de lagos] ja:湖 ko:호수 simple:Lake

Navio

Um navio é uma grande embarcação, geralmente dotada de deque. Um navio tem, geralmente, tamanho para transportar os seus próprios barcos, como botes salva-vidas, botes ou lanchas. Uma regra básica (embora nem sempre se aplique): "um navio pode com um barco, mas um barco não pode com um navio". Geralmente a lei local e órgãos de regulamentação irão definir o tamanho concreto (ou o número de mastros) que um barco deverá ter para ser elevado à categoria de navio (Note que os submarinos não referidos como "barcos", excepto os submarinos nucleares, classificados como navios). Outra definição para 'Navio' é qualquer embarcação que transporte carga com objectivo comercial. Os navios de passageiros transportam 'supercarga' (outra designação para passageiros e pessoas que não trabalham a bordo). Barcos de pesca nunca são considerados 'navios', embora também transportem botes salva-vidas e carga (a pesca do dia). Os Ferries também não são considerados 'navios'. A Náutica refere-se, assim, aos navios e práticas de navegação.

Tipos de navio em uso


- Catamarã
- Contratorpedeiro
- Corveta
- Cruzador
- Draga-minas
- Ferry
- Fragata
- Graneleiro
- Navio de carga
- Navio para carga pesada
- Navio de cruzeiro
- Navio porta-contentores
- Navio de vela
- Panamax
- Porta-aviões
- Quebra-gelo
- Rebocador
- Sea cat
- Submarino
- Supercargueiro "Ro-Ro"
- Supertanque
- Superpetroleiro
- Transatlântico

Tipos de navios históricos

Tugboat
- Aviso
- Caravela
- Couraçado
- Cruzador
- Galeão
- Nau
- Monitor Encouraçado
- Navio de linha
- Torpedeiro

Classificação dos navios


- de Navegação Oceânica - Adequadas para navegar sem limite de área (Tipo A);
- de Navegação ao Largo - Adequadas para navegar ao largo até 200 milhas da costa (Tipo B);
- de Navegação Costeira - Adequadas para navegação costeira até 60 milhas de um porto de abrigo e 25 da costa (Tipo C1);
- de Navegação Costeira restrita - Adequadas para navegação costeira até 20 milhas de um porto de abrigo e 6 da costa (Tipo C2);
- de Navegação em Águas Abrigadas - Adequadas para navegar junto à costa e em águas interiores num raio de 3 milhas de um porto de abrigo (Tipo D).;

Terminologia

Os navios podem-se agrupar constituindo frotas, flotilhas, esquadras, esquadrilhas ou esquadrões.

Terminologia náutica

pack Os navios, em particular os navios de vela, envolvem um rico e variado vocabulário, repleto de de termos técnicos. Muitos deles ligam-se a discussões mais alargadas do jargão náutico.
- Proa - A frente do navio. Comparar com .
- Popa - a traseira do navio -- também conhecido em senso de direção como sendo aft
- Estibordo - O lado do navio que está à direita quando o observador olha para a frente.
- Boreste - Termo usado no Brasil em vez de Estibordo.
- Bombordo - O lado do navio que está à esquerda quando olhando para frente. (Um mnemonico para distinguir é que esquerda possui o mesmo número de letras de bombordo.)
- Ponte - o centro de comando da navegação.
- Cabine - Um quarto fechado num deque.
- Deques - Os "pisos" e diferentes andares do navio.
- Casco - A estrutura de flutuação que suporta o navio.
- Mastro - um poste concebido para a suspensão das velas.

Propulsão

Até à aplicação do motor a vapor, os navios até ao século XIX, moviam-se através da força do vento nas velas. Antes da mecanização os navios mercantes sempre usaram velas, mas a medida que a guerra naval tornou-se dependente a aproximação dos navios para a abordagem e invasão ou da luta corpo a corpo, as galeras passaram a dominar os conflitos navais devido a sua manobrabilidade e velocidade. Os navios gregos que lutaram na Guerra do Peloponeso usaram triremos, do mesmo modo que haviam feito os Romanos na Batalha de Actium. A partir do século 16, o grande número de canhões tornaram a manobrabilidade uma característica secundária comparado ao peso; o que levou a total predominância de navios de guerra a vela. O desenvolvimento do navio a vapor foi um processo complexo, o primeiro navio comercial de sucesso foi o "North River Steamboat" (também chamado de "Clermont") creditado a Robert Fulton, nos EUA em 1807. Em seguida surgiu na Europa em 1812 o PS Comet de 45 pés de comprimento. A propulsão a vapor progrediu consideravelmente durante o século 19. Os principais desenvolvimentos foram o condensador. o que reduziu a necessidade de água fresca, e motor de expansão de multiplos estágios que obteve um acréscimo considerável de rendimento. A roda de pás deu lugar ao, bem mais potente, propulsor de hélice. Desenvolvimentos posteriores resultaram no desenvolvimento da turbina a vapor marítima por Sir Charles Parsons, que fez a primeira demonstração da tecnologia no navio de 100 pés "Turbinia" em 1897. Isto facilitou o desenvolvimento de uma nova geração de navios de cruzeiro de alta velocidade na primeira metade do século 20.

Citações

:I must go down to the sea again, to the lonely sea and the sky, :And all I ask is a tall ship, and a star to steer her by... :-John Masefield ::(em português): ::Tenho que voltar ao mar outra vez, ao céu e ao solitário mar, ::E tudo o que peço é um navio, e uma estrela para me guiar

Bibliografia


- Atlas dos Oceanos, Anita Ganeri, ISBN 927-26-1041-4


- Lista de navios
- Para uma lista de prefixos utilizados nos nomes dos navios (HMS, USS, etc) consulte prefixos dos navios. Categoria:Meios de transporte ja:船舶 ms:Kapal


Orquestra

, em Melbourne.]] Uma orquestra é um agrupamento instrumental utilizado sobretudo para a reprodução de música clássica. A pequenas orquestras dá-se o nome de orquestras de câmara. A orquestras completas completas dá-se o nome de orquestras sinfónicas ou orquestras filarmónicas; embora estes sufixos não especifiquem nenhuma diferença no que toca à constituição instrumental ou ao papel da mesma, podem revelar-se úteis para distinguir orquestras de uma mesma cidade. Na verdade, esses sufixos denotam a maneira que é sustentada a orquestra. A oquestra filarmônica é sustentada por uma instituição privada, ficando assim a sinfônica mantida por uma intituição pública. Uma orquestra terá, tipicamente, mais de oitenta músicos, em alguns casos mais de cem, embora em actuação esse número seja ajustado em função da obra reproduzida. Nalguns casos, uma orquestra pode incluir músicos freelancers para tocar instrumentos específicos que não compõem o conjunto oficial: por exemplo, nem todas as orquestras têm um harpista. Uma orquestra sinfónica dispõe quatro grupos de instrumentos:
- as cordas (violinos, violas, violoncelos, contra-baixos)
- as madeiras (flautas, flautins, oboés, clarinetes, fagotes, contrafagotes)
- os metais (trompetes, trombones, trompas, tubas)
- a percussão (tímpanos, triângulo, caixas, piano, etc.) Entre estes grupos de instrumentos e em cada um deles existe uma hierarquia implicitamente aceite. Cada secção (ou grupo de instrumentos) provê um solista (ou principal) que será o protagonista dos solos e da liderança do grupo. Os violinos são divididos em dois grupos: primeiros violinos e segundos violinos — o que pressupõe dois principais. O principal dos primeiros violinos é designado como líder, não só de toda a secção de cordas mas de toda a orquestra, subordinado unicamente ao maestro. Nos metais, o principal dos trombones é o líder, enquanto que nas madeiras é o principal do oboé. Actualmente, as orquestras são conduzidas por um maetro, embora não fosse assim com as orquesrtas originais, sendo a condução responsabilidade do líder de orquestra. Também noutros casos não existe maestro: em orquestras pequenas, ou em reproduções realistas de música barroca (e anterior).


- Lista de orquestras Categoria:Grupos musicais ja:オーケストラ ko:관현악단 simple:Orchestra th:วงออร์เคสตรา

Capela

Capela é um templo cristão secundário. Normalmente são locais para atendimento religioso de grupos específicos de pessoas ou comunidades religiosas. São usuais as capelas de colégios, universidades, presídios, conventos, quartéis, castelos, fazendas. categoria:Arquitectura religiosa ja:チャペル

Sono

O sono é o processo em que os seres humanos e outros animais descansam periodicamente. O ciclo do sono é formado por cinco estágios e dura cerca de noventa minutos (pode chegar a 120 minutos). Ele se repete durante quatro ou cinco vezes durante o sono. Quando se dorme, perdem-se os sentidos na seguinte ordem: visão, paladar, olfato, audição e tato. O tato é o sentido que desperta ao mais leve toque sobre a pele. Ele é o vigia do corpo adormecido. Na hora de acordar, os sentidos voltam nesta ordem: tato, audição, visão, paladar e olfato. O período mais longo que uma pessoa já conseguiu ficar sem dormir foi de aproximadamente doze dias. Napoleão Bonaparte dormia quatro horas por noite, enquanto Albert Einstein precisava de dez horas de sono, a mesma quantidade de horas para a Xuxa.

Introdução

Pode definir-se sono como "um período de repouso para o corpo e a mente, durante o qual a volição e a consciência estão em inactividade parcial ou completa" (DORLAND citado por ROPER; LOGAN; TIERNEY, 1993, 466). Já FRIEDMAN (1995, 1827), define sono como "sendo o desencadear deliberado de uma alteração ou redução do estado consciente, que dura, em média 8 horas (...) tendo início sensivelmente à mesma hora, em cada período de 24 horas, e (...) resultando, geralmente, em sensação de energia física, psíquica e intelectual restabelecida". Existem várias definições do sono apresentadas por diferentes autores, e no geral complementam-se umas às outras. De acordo com FONTAINE, BRIGGS e POPE-SMITH (2001), o sono é importante para a recuperação da doença, enquanto que a privação deste pode afectar a regeneração celular assim como a total recuperação da função imunitária. O sono divide-se em dois estágios fisiologicamente distintos, REM (Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos) e NREM (Non Rapid Eye Movement ou Movimento Não Rápido dos Olhos).

O sono REM

O sono REM, caracteriza-se por uma intensa actividade registada no electroencefalograma (EEG) seguida por flacidez, paralisia funcional, dos músculos esqueléticos. Nesta fase a actividade cerebral é semelhante ao estado de vigília. Deste modo, o sono REM é também denominado por vários autores como sono paradoxal podendo mesmo falar-se em estado dissociativo. Nesta fase do sono, a actividade onírica é intensa, sendo sobretudo sonhos coloridos envolvendo situações emocionalmente muito fortes. É durante esta fase que fazemos integração da actividade quotidiana, isto é, a separação do trivial do importante. Este representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de 60 a 90 minutos. Esta fase é essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo.

O sono NREM

A fase NREM ocupa cerca de 75% do tempo do sono e divide-se em quatro períodos distintos conhecidos como estádios 1, 2, 3 e 4.

Estágio 1

O estágio 1 começa com uma sonolência. Dura aproximadamente cinco minutos. A pessoa adormece. É caracterizado por um EEG semelhante ao estado de vigília. Este estágio tem uma duração de 1 a 2 minutos, estando o individuo facilmente despertável. Durante este estágio predominam sensações de vagueio, pensamentos incertos, mioclonias das mãos e dos pés, lenta contracção e dilatação pupilar. Nesta fase, a actividade onírica está sempre relacionada com acontecimentos vividos recentemente.

Estágio 2

A pessoa já dorme, mas ainda não profundamente. Dura em torno de quinze minutos. O estágio 2 tem uma duração aproximada de 5 a 15 minutos. Caracteriza-se por um EEG com frequências de ondas mais lenta, aparecendo o "complexo K". Nesta fase, os despertares por estimulação táctil, fala ou movimentos corporais são mais difíceis do que no anterior estágio. Aqui a actividade onírica já pode surgir sob a forma de sonhos com uma história integrada.

Estágio 3

O estágio 3 e 4 têm muitas semelhanças entre si, daí serem quase sempre associados em termos bibliográficos quando são caracterizados. Nestas fases, os estímulos necessários para acordar são maiores. Do estágio 3 para o estágio 4, há uma progressão da dificuldade de despertar. Este estágio tem a duração de aproximadamente 15 a 20 minutos.

Estágio 4

São quarenta minutos de sono profundo. É muito difícil acordar alguem nessa fase de sono. Depois, a pessoa retorna ao terceiro estágio (cinco minutos) e ao segundo estágio (mais quinze minutos). Entra, então, no sono REM. Este estágio NREM do sono caracteriza-se pela secreção da hormona do crescimento em grandes quantidades promovendo a síntese proteica, o crescimento e reparação tecidular, inibindo, assim, o catabolismo (cf. BOLANDER, 1998). O sono NREM desempenha, assim, um papel anabólico, sendo essencialmente um período de conservação e recuperação de energia física.

O ciclo do sono

Um ciclo do sono dura cerca de 90 minutos, ocorrendo quatro a cinco ciclos de sono num período de sono nocturno. Segundo LAVIE (1998, 45), o número de ciclos por noite depende do tempo do sono, acrescentando, ainda, que “o sono de uma pessoa jovem é, habitualmente, composto por quatro ou cinco desses ciclos, enquanto o de uma pessoa mais velha terá menos”. Daí podemos deduzir que o número de ciclos por noite num indivíduo depende de factores como a idade, sendo, no entanto, o padrão comum entre quatro a cinco ciclos. Durante o sono, o individuo passa, geralmente por ciclos repetitivos, começando pelo estágio 1 do sono NREM, progredindo até o estágio 4, regride para o estágio 2, e entra em sono REM. Volta de novo ao estágio 2 e assim repete-se novamente todo o ciclo (como mostra na Figura 1). Nos primeiros ciclos do sono, os períodos de NREM (mais concretamente o estágio 3 e 4) têm uma duração maior que o REM. À medida que o sono vai progredindo, os estágios 3 e 4 começam a encurtar e o período REM começa a aumentar. Na primeira parte do sono predomina o NREM, sendo os períodos REM mais duradouros na segunda metade.

Factores do ambiente que interferem no sono

Segundo Phipps (1995) o sono é uma das muitas ocorrências biológicas que tem lugar à mesma hora, cada 24 horas. Este é marcado por uma intensa actividade cerebral e pela ocorrência de determinadas funções que são muito importantes para o organismo. A necessidade diária de sono varia, não só de indivíduo para indivíduo (variação inter-individual), como também no mesmo indivíduo (variação intra-individual) de dia para dia. Existem vários factores que contribuem para a alteração do padrão de sono, nomeadamente factores físicos, sócio-culturais, psicológicos, ambientais, etc. Segundo um estudo efectuado por DLIN e colaboradores (citados por THELAN, 1996), dentro do ambiente temos então:

Ruído

O ruído pode ser visto como um perigo ambiental que cria desconforto e pode interferir com o sono e repouso do doente, uma vez que activa o sistema nervoso simpático cuja estimulação é responsável pelo estado de vigília ou alerta do indivíduo.

Luz

Muitas são as pessoas que apresentam um nível de sensibilidade elevado à luz, sendo por isso facilmente perturbadas durante o sono mesmo que seja uma luz de pouca intensidade.

Temperatura

É importante que possa existir um maior controlo sobre a temperatura do ambiente externo, e que este controlo seja feito de forma cuidadosa. Tendo em conta que a temperatura corporal atinge o seu pico ao final da tarde ou princípio da noite e depois vai baixando progressivamente atingindo o ponto mais baixo ao início da manhã, uma diminuição ou um aumento da temperatura ambiente faz, geralmente, acordar a pessoa ou cria-lhe um certo desconforto que o impossibilita de dormir.

Ver também


- Narcolepsia

Referências bibliográficas


- BOLANDER, Verolyn R., Necessidades Humanas, in BOLANDER, Verolyn R – Sorensen e Luckmann- Enfermagem fundamental: Abordagem Psicofisiológica, 1ª Edição, Lisboa: Lusodidacta, 1998, ISBN: 972-96610-6-5, pp. 307- 327.
- CRUZ, Arménio Guardado; SILVA, Carlos Fernandes – Consequência do Trabalho por Turnos, Revista Sinais Vitais, Coimbra, ISSN: 0872-8844, N.º 3, 1995 (Maio), pp. 37-42.
- FONTAINE, D.K., BRIGGS, L. P., POPE-SMITH, B., Designing humanistic critical care environments. Critical Care Nursing Quarterly, Washington, D. C. ISSN 0887-9303. 24:3 (November 2002) 21-34.
- FRIEDMAN, D. B., Distúrbios do Sono I, in PHIPPS, W. J. – Enfermagem Médico-Cirúrgica- Conceitos e Prática Clínica. 2ª Edição em Português, Lisboa: Lusodidacta, 1995, ISBN: 972-96610-6-5, pp. 1827-1843.
- LAVIE, Peretz – O Mundo Encantado do Sono, Lisboa: Climepsi Editores, 1998, ISBN: 972-8449-10-0, 255 p.
- PHIPPS, W. J.; et al. – Enfermagem Médico-Cirúrgica- Conceitos e Prática Clínica. 2ª Edição em Português, Lisboa: Lusodidacta, 1998, ISBN: 972-96610-6-5, pp. 2389-2391.
- ROPER, N.; LOGAN, W.W., TIERNEY, A. J. – Modelo de Enfermagem, 3ª Edição, Alfragide: Editora McGraw-Hill de Portugal, 1995, ISBN: ?, pp. 396-415.
- THELAN, Lynne A. [et. al.] – Enfermagem em Cuidados Intensivos, Diagnóstico e Intervenção, 2ª Edição, Lisboa: Lusodidacta, 1996, ISBN: 972-96610-2-2, pp. 137-156.
- VEIGA, José Manuel – Cuidados de Enfermagem no Sono, Revista Sinais Vitais, Coimbra, ISSN: 0872-8844, N.º 3, 1995 (Maio), pp. 33-36.

Veja também


- [http://newsbox.msn.com.br/article.aspx?as=article&f=olbrtopnews_-_noticias_-_no-filter&t=12799&id=534751&d=20050111&do=http://newsbox.msn.com.br&i=http://newsbox.msn.com.br/mediaexportlive&ks=0&mc=0&lc=pt&ae=windows-1252 Reuters MSN: "Dormir ajuda a emagrecer, sugere estudo"] categoria:Sono ja:睡眠 ko:잠

Torre

, França.]] O termo Torre, do latim turris, designa uma uma estrutura alta, de arquitectura ou engenharia, em que a altura é bastante superior à largura apresentando uma demarcada verticalidade. Pode ser edificada para diversos fins (como defesa, comemoração ou optimização de espaço) e a sua morfologia tem apresentado algumas variantes ao longo do tempo em que, do mesmo modo, variam os materiais de construção (madeira, pedra, ferro, betão, etc.). De um modo geral pode ser edificada como estrutura auto-portante independente ou como parte integrante de um edifício e a sua planta pode variar formalmente; circular, quadrangular ou poligonal.

Evolução

Já na antiguidade se edificavam torres e o zigurate babilónico é um desses primeiros exemplos de construções em altura, a par com outras tipologias desenvolvidas por outras civilizações, como o minarete islâmico de função religiosa presente na mesquita ou o Farol de Alexandria com funções de observação e vigilância. Farol de Alexandria Mais a oriente o templo indiano possui também uma torre sobre a ala principal de colocação da representação da divindade em pé. Esta torre, denominada Sikhara, pode ser circular, quadrangular ou octogonal e pode mesmo ser substituída por uma cúpula achatada, caso a divindade no seu interior seja representada na posição sentada (de Ioga). O pagode, também muito presente a oriente, refere-se à edificação chinesa e japonesa composta por diversos níveis em altura (em número ímpar), em que se sobrepoem vários telhados de beirais curvos e prolongados que retrocedem em largura até ao topo. A planta é de forma variável (quadrangular ou poligonoal) e a estrutura pode ser construída em madeira ou mármore com decorações escultóricas e sinetas. Também se pode referir à edificação religiosa indiana stupa que do mesmo modo é composta por diversos níveis e reduz a sua largura progressivamente em direcção ao topo. Edificavam-se também na antiguidade torres integradas nas muralhas defensivas ladeando as portas de acesso à povoação ou cidade e que, durante o período grego, passam a ser dispostas a distâncias regulares entre si apresentando uma planta circular ou semi-circular. grego.]] A Idade Média assume a torre com um elemento arquitectónico de extrema importância funcional e simbólica e as suas dimensões variam até à monumentalidade de pesadas construções em pedra. Podem ser para vigia e observação colocadas na área envolvente de uma determinada povoação de modo a assegurar a sua defesa (Torre de vigia, também Guarita no baluarte), ou servirem de habitação (Torre medieval). Mais tarde o seu carácter defensivo é acentuado e a torre passa a fazer parte integrante do castelo distribuindo-se por pontos estratégicos ao longo das muralhas. No interior do recinto situa-se a torre principal que evolui até se tornar na habitação defensiva do senhor feudal, com planta quadrangular e interior em madeira (Torre de menagem). O castelo possui também ainda uma torre forte que serve de atalaia (Torre albarrã, ou Torre do haver caso ali se guarde o tesouro real). Com o fim do feudalismo a cidade e o poder burguês vão-se apoderar da torre como elemento simbólico da independência administrativa, aplicando-a a palácios comunais e câmaras municipais (Torre comunal). Esta aplicação vai ter especial impacto a norte da Europa (França, Bélgica, Holanda) no final da Idade Média, em que as instituições governativas da cidade apresentam uma torre esguia de proporções exacerbadas em comparação com os edifícios em que estão integradas.

A torre eclesiástica

Holanda.]] A nível eclesiástico a torre da Idade Média torna-se também num dos elementos principais da caracterização da arquitectura religiosa em igrejas e catedrais. Mas a torre campanário da igreja cristã (também Torre sineira) surge já na Itália do século VII permanecendo geralmente como elemento independente no sul da Europa e agregado ao edifício no norte. Durante o estilo românico as torres da igreja são essencialmente simples, de planta quadrangular ou circular decoradas com bandas horizontais de arcadas cegas e com coroamento em cone ou pirâmide octogonal. No estilo gótico a torre ajuda ao verticalismo acentuado da arquitectura gótica não só concorrendo em altura com as torres da catedrais de cidades vizinhas como também estabelecendo a ligação entre a terra e o céu. A torre adquire uma extrema leveza e trabalho escultórico (traceria) intrincado especialmente nas catedrais francesas. No mínimo a igreja exibe uma torre, mas é comum encontrarem-se duas torres gémeas a ladear a fachada principal a oeste, que raramente apresenta três, como é caso disso a westwerk, fachada com uma torre central ladeada de duas mais pequenas. Também pode ser edificada uma torre sobre o coro (Torre de coro), sobre o cruzeiro (Torre de cruzeiro ou Torre-lanterna) ou sobre os braços do transepto (mais raro). As variações estilísticas são grandes e variam consoante os movimentos artísticos. No Renascimento, por exemplo, as ordens arquitectónicas de influência clássica são adaptadas à morfologia da torre e no barroco o coroamento assume uma forma volumétrica que combina curvas côncavas com convexas em forma de cebola (Torre bulbosa). Outros coroamentos são também usuais em torres, como em pirâmide, cone, cúpula ou sem coroamento (campanário).

Tipologias da actualidade

barroco.]] Na actualidade a torre responde também a diversas necessidades funcionais e comemorativas. Podem ser orientadas à optimização do espaço, como no caso dos arranha-céus, podem ser torres panorâmicas ao serviço do turismo, reservatórios de água ou cereais, podem estar ao serviço do controlo aéreo (Torre de controlo) e também suportar antenas de modo a, por exemplo, facilitar a transmissão de ondas rádio, podem ainda albergar sinos ou relógios, entre outros.

Torres famosas


- Torre Eiffel
- Torre de Babel
- Torre de Londres
- Torre de Pisa
- Big Ben


- Arranha-céus
- Minarete
- Pagode
- Farol
- Zigurate

Bibliografia


- CALADO, Margarida, PAIS DA SILVA, Jorge Henrique, Dicionário de Termos da Arte e Arquitectura, Editorial Presença, Liboa, 2005, ISBN 20130007
- KOEPF, Hans; BINDING, Günther (Überarbeitung), Bildwörterbuch der Architektur, Alfred Kröner Verlag, Stuttgart, 1999, ISBN 3-520-19403-1 categoria:Tipologias arquitectónicas categoria:Elementos arquitectónicos ja:塔 ko:탑

Estilo barroco

O Barroco foi um período estilístico e filosófico da História da sociedade ocidental, ocorrido durante os séculos XVI e XVII (Europa) e XVII e XVIII (América), inspirado no fervor religioso e na passionalidade. O termo Barroco advém da palavra portuguesa homónima que significa "pérola imperfeita", ou por extensão jóia falsa. A palavra foi rapidamente introduzida nas línguas francesa e italiana.

Arte barroca

Embora tenha o Barroco assumido diversas características ao longo de sua história, seu surgimento está intimamente ligado à Contra-Reforma. A arte barroca procura comover intensamente o espectador. Nesse sentido, a Igreja converte-se numa espécie de espaço cênico, num teatro sacrum onde são encenados os dramas. Contrariamente à arte do Renascimento, que pregava o predomínio da razão sobre os sentimentos, no Barroco há uma exaltação dos sentimentos, a religiosidade é expressa de forma dramática, intensa, procurando envolver emocionalmente as pessoas. Além da temática religiosa, os temas mitológicos e a pintura que exaltava o direito divino dos reis (teoria defendida pela Igreja e pelo Estado Nacional Absolutista que se consolidava) também eram freqüentes. De certa maneira, assistimos a uma retomada do espírito religioso e místico da Idade Média, numa espécie de ressurgimento da visão teocêntrica do mundo. E não é por acaso que a arte barroca nasce em Roma, a capital do catolicismo. Essa intensidade dramática do Barroco está bem exemplificada na pintura de Rubens. Esse pintor flamengo, que viveu de 1577 a 1640, é considerado um dos maiores expoentes de todo o Barroco e um dos maiores gênios da pintura de toda a História da Arte. Entre suas obras, podemos citar como pintura de tema mitológico o quadro “O Rapto das Filhas de Leucipo”. De tema religioso, “Sansão e Dalila”, da passagem bíblica do Velho Testamento. E, como exemplo de pintura que exalta a nobreza, temos a série de quadros sobre a vida de Maria de Médici, feitos por encomenda para a rainha-mãe e regente da França. Nos estados protestantes, a pintura barroca assumiu características diferentes. Como nesses países havia condições favoráveis à liberdade de pensamento, a investigação científica iniciada no Renascimento pôde prosseguir, permitindo assim a confecção de quadros como “A aula de anatomia do Dr.Tulp”, de Rembrandt. A força da burguesia nesses estados – e especificamente na Holanda – levou a pintura aos temas burgueses e de cenas da vida comum, como “A Ronda Noturna”, também de Rembrandt. Uma característica marcante da pintura barroca em geral é o efeito de ilusão buscado pelos artistas. Isso se manifesta claramente nas pinturas feitas em tetos e paredes de igrejas ou palácios. Os artistas pintam cenas e elementos arquitetônicos (colunas, escadas, balcões, degraus) que dão uma incrível ilusão de movimento e ampliação de espaço, chegando, em alguns casos, a dar a impressão de que a pintura é a realidade e a parede, de fato, não existe. Outra característica da pintura barroca é a exploração do jogo de luz e sombra, como se pode observar, por exemplo, na obra do pintor italiano Caravaggio, que teve vários seguidores, dentro e fora da Itália. Podemos citar como exemplos de artistas barrocos, além de Caravaggio, Rubens e Rembrandt: Carracci, El Greco, Velázquez e Vermeer, entre outros.

Ver também


- História da Arte
- História da arte européia
- Movimentos culturais Categoria:Barroco ja:バロック ko:바로크

Culinária

A culinária é a arte de confeccionar alimentos e foi evoluindo ao longo da história dos povos para tornar-se parte da cultura de cada um. Variam de região para região, não só os ingredientes, como também as técnicas culinárias e os próprios utensílios. Por exemplo, a cataplana é um recipiente para cozinhar alimentos típico do Algarve, equivalente à tajine de Marrocos. A alheira de Mirandela é um dos alimentos mais exclusivos da cozinha portuguesa, enquanto que no Brasil, os pratos típicos incluem a feijoada e o churrasco. A cozinha muitas vezes reflecte outros aspetos da cultura, tais como a religião – a carne de vaca é tabu entre os hindus, enquanto que a de porco é proíbida entre os muçulmanos e judeus – ou determinadas posições políticas, como o vegetarianismo em que não são consumidos alimentos provenientes de animais mortos para esse efeito. O desenvolvimento industrial teve igualmente um grande impacto na forma como as pessoas se alimentam. Por exemplo, a maior incidência de pessoas trabalharem longe de casa ou terem mais horas de trabalho levou ao surgimento da comida rápida; por outro lado, a consciência da segurança alimentar e da qualidade dos alimentos levou à criação de regras, por vezes na forma de leis, sobre a forma como os alimentos devem ser vendidos. Uma disciplina associada à culinária é a gastronomia que se ocupa, não do modo como os alimentos são preparados, mas principalmente no refinamento da sua apresentação. Outras disciplinas relacionadas são a nutrição e a dietética, que estudam os alimentos do ponto de vista da saúde ou da medicina.

Breve história da culinária

No início da história humana, os alimentos eram vegetais ou animais caçados para esse fim e consumidos crus; com a descoberta do fogo, os alimentos passam a ser cozinhados, o que aumentou a sua digestibilidade, possibilitando o desenvolvimento orgânico do homem. As descobertas da agricultura e da pecuária foram outros fatores que melhoraram, não só a qualidade dos alimentos, mas também a sua quantidade. Finalmente, as técnicas de fertilização do solo e do controlo de pragas e, mais recentemente, a modificação genética dos animais e plantas de cultura, levaram a um maior rendimento na sua produção. A preparação dos alimentos teve uma história paralela a esta, com os desenvolvimentos tecnológicos modificando gradualmente os utensílios e as técnicas culinárias.

Os ingredientes

Os tipos de ingredientes usados na alimentação humana dependem da sua disponibilidade local: o trigo é um dos ingredientes básicos da culinária europeia e mediterrânica, enquanto que o arroz o é na Ásia. No entanto, alguns produtos foram exportados das suas regiões de origem, como a batata, originária dos Andes, que se tornou quase alimento principal na Europa do norte, ou o milho, originário do norte do México, que é o alimento básico na África oriental. A expansão comercial que, na Europa, provavelmente começou com as invasões dos fenícios, mas se alargou com as viagens de Marco Polo, no século X, trouxe também novos ingredientes e técnicas culinárias, como o spaghetti e o uso das especiarias. As espécies de animais existentes em cada região são também determinantes na dieta alimentar dos povos.

As técnicas e utensílios culinários

O primeiro – e ainda o principal – utensílio culinário foi a mão. Com ela, os nossos antepassados colhiam ou caçavam os alimentos ou a bebida e os levavam à boca. Hoje ela serve para segurar os alimentos e os utensílios e para deitar as importantes pitadas de sal ou outros temperos (embora seja mais higiénico usar colherinhas). Com a descoberta do fogo, o homem teve que inventar utensílios para preparar a comida – pensa-se que isso foi possível com a descoberta da cerâmica, apareceram as primeiras panelas e recipientes para a água. Provavelmente a cozedura simples dos alimentos em água mostrou a existência de gordura animal que foi, mais tarde, refinada e usada para os refogados e guisados e depois para a fritura. Provavelmente, outros utensílios primitivos de cozinha foram pedras para cortar ou triturar os alimentos e paus para os mexer no fogo. Com a descoberta da metalurgia, devem ter aparecido as primeiras facas e garfos – as colheres devem ter continuado por muito tempo a ser feitas de madeira, como ainda se usam hoje. A fogueira para assar a caça deve-se ter transformado gradualmente nos atuais fogões e fornos. O forno permitiu a invenção dos assados, mas só depois da descoberta da agricultura deve ter sido descoberto o pão, os bolos e, depois da descoberta das massas alimentícias, os pastéis e outros alimentos preparados no forno cobertos de massa, como o famoso vol-au-vent da culinária de França. Entretanto, a Revolução Industrial provocou a criação de cozinhas industriais, bem diferentes das cozinhas coletivas dos mosteiros da Idade Média. E de alguns utensílios industriais, como as fritadeiras gigantes, devem ter sido inventadas as versões domésticas, mais pequenas. O forno de microondas só foi possível com a revolução tecnológica

A restauração

A culinária industrial

A indústria alimentar passou por várias fases até ao presente, em que é possível comprar refeições já preparadas e prontas para comer, não só nos supermercados, como nas várias cadeias de comida rápida. A preparação "industrial" de ingredientes para cozinhar deve remontar aos primeiros tempos da agricultura, em que o homem decidiu conservar produtos frescos que eram produzidos em quantidades maiores do que podiam ser consumidos, numa época do ano, enquanto que noutra, os mesmos alimentos faltavam. Provavelmente a primeira técnica de conservação de alimentos foi a secagem, que ainda hoje é extremamente importante, não só nos países menos industrializados, mas principalmente naqueles em que a exportação de alimentos, como os cereais e o leite, tem grande importância na economia. Os mosteiros deram uma grande contribuição à industrialização da comida durante a Idade Média e Moderna, não só inventando e vendendo grandes quantidades de doces, licores e conservas, mas também descobrindo a forma de preparar grandes quantidades de comida. Mas foi a revolução industrial que permitiu o desenvolvimento de novas formas de preparar e conservar os alimentos. Por outro lado, a industrialização foi igualmente o factor que levou grande número de pessoas a procurarem alimentos produzidos em série, primeiro por trabalharem muitas vezes longe de casa, depois por ter promovido o crescimento duma classe média que “inventou” o campismo como forma de entretenimento.

As culinárias regionais


- [http://www.maisreceitas.com Mais Receitas] ja:調理 simple:Cooking

Xica da Silva (telenovela)

Xica da Silva é o título de uma telenovela dirigida por Walter Avancini, escrita por Walcyr Carrasco (sob o pseudônimo Adamo Angel) para a Rede Manchete em 1996, exibida na TVI (Portugal) em 1997, e mais tarde re-exibida na SIC (Portugal) e no SBT (Brasil) em 2005. Tendo como pano de fundo histório a região brasileira das Minas Gerais na segunda metade do século XVIII, em particular o lendário romance entre Chica da Silva (17??-96) e o Contratador João Fernandes de Oliveira, a novela trouxe no papel principal a revelação da jovem Taís Araújo, primeira atriz afro-brasileira a estrelar uma telenovela na televisão brasileira. Entre os protagonistas poder ser relacionados os nomes de (em ordem alfabética) Altair Lima, Ângela Leal, Carlos Alberto, Drica Moraes, Fernando Eiras, Jayme Periard, Marcos Breda, Miriam Pires, Reynaldo Gonzaga e Sérgio Brito, além de cerca de 150 figurantes e uma equipe de cerca de 70 profissionais entre câmeras, técnicos, cenógrafos e pessoal de apoio.

Categoria:Telenovelas do Brasil

Alforria

Cartas de alforria eram documentos de libertação de escravos no Brasil e em outras colônias européias nas quais chegou a ser implantada a escravidão. categoria:escravidão

1753

S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo XVII - S%C3%A9culo XVIII - S%C3%A9culo XIX) D%C3%A9cadas: 1700 1710 1720 1730 1740 1750 1760 1770 1780 1790 1800 Anos: 1748 1749 1750 1751 1752 1753 1754 1755 1756 1757 1758 ----

Eventos

Nascimentos


- 9 de Janeiro - Luisa Todi, cantora lírica setubalense
- 22 de Novembro - Dugald Stewart, filósofo escocês (m. 1828)

Falecimentos


- 14 de Janeiro - George Berkeley, filósofo irlandês (n. 1685) categoria:anos do s%C3%A9culo XVIII ko:1753년 ms:1753

1771

S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo XVII - S%C3%A9culo XVIII - S%C3%A9culo XIX) D%C3%A9cadas: 1720 1730 1740 1750 1760 1770 1780 1790 1800 1810 1820 Anos: 1766 1767 1768 1769 1770 1771 1772 1773 1774 1775 1776 ----

Eventos

Nascimentos


- 13 de Abril - Richard Trevithick, inventor britânico

Falecimentos

categoria:anos do s%C3%A9culo XVIII ko:1771년 ms:1771

Diamantina

Diamantina é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 44.238 habitantes.Terra natal do mais importante Presidente da República que o Brasil já conheceu: Jucelino Kubistchek de Oliveira. Chamada inicialmente de Arraial do Tejuco, passou a se chamar Diamantina por estar situada literalmente sobre diamantes. Essas pedras eram extraídas em grandes quantidades e levadas pelos portugueses. A cidade de Diamantina é o "marco_zero" da Estrada Real, que por sua vez é o roteiro cultural e turístico de maior importância do Brasil. Terra das Serestas, da Vesperata, apresenta hoje um dos melhores Carnavais do Brasil. Xica da Silva, uma figura lendária de nossa história, teve Diamantina como cenário de sua trajetória. categoria:Municípios de Minas Gerais

1770

S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo XVII - S%C3%A9culo XVIII - S%C3%A9culo XIX) D%C3%A9cadas: 1720 1730 1740 1750 1760 1770 1780 1790 1800 1810 1820 Anos: 1765 1766 1767 1768 1769 1770 1771 1772 1773 1774 1775 ----

Eventos


- 21 de Agosto - O Capitão James Cook, no fim da sua viagem de descoberta da Austrália, reclama o continente em nome do Império Britânico.

Nascimentos


- 15 de Janeiro - Carl Friedrich August Grosse, geólogo e geógrafo dinamarquês de origem espanhola.
- 27 de Agosto - Georg Wilhelm Friedrich Hegel, filósofo alemão († 1831)
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