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Parasita

Parasita

Parasitas são organismos que vivem em associação com outros aos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. Todas as doenças infecciosas e as infestações dos animais e das plantas são causadas por seres considerados, em última análise, parasitas. O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mínimo, sem lhe afectar as funções vitais, como é o caso dos piolhos, até poder causar a sua morte, como é o caso de muitos vírus e bactérias patogénicas. Neste caso extremo, o parasita normalmente morre com o seu hospedeiro, mas em muitos casos, o parasita pode ter-se reproduzido e disseminado os seus descendentes, que podem ter infestado outros hospedeiros, perpetuando assim a espécie. Algumas espécies são parasitas apenas durante uma fase do seu ciclo de vida: o cuco, por exemplo, é parasita de outra ave apenas na fase de ovo e juvenil, enquanto que os adultos têm vida independente.

Classificação

Os parasitas podem classificar-se segundo a parte do corpo do hospedeiro que atacam:
- Ectoparasitas atacam a parte exterior do corpo do hospedeiro; e
- Endoparasitas vivem no interior do corpo do hospedeiro. Outra forma de classificar os parasitas depende dos hospedeiros e da relação entre parasita e hospedeiro:
- Parasitas obrigatórios só vivem se tiverem hospedeiro, como os vírus
- Parasitas facultativos não dependem do hospedeiro para sobreviver, e sim optam por parasitá-lo. Os parasitas obrigatórios são considerados mais evoluídos que os facultativos, uma vez que desenvolveram adaptações para isso. Muitas vezes, um hospedeiro obrigatório desenvolve defesas contra um parasita e, se o parasita consegue desenvolver um mecanismo para ultrapassar essas defesas, pode levar a um processo chamado co-evolução.

Adaptações do parasita

As adaptações ao parasitismo são assombrosas - desde a transformação das peças bucais dos mosquitos num aparelho de sucção, até à redução ou mesmo desaparecimento de praticamente todos os órgãos, com excepção dos órgãos da alimentação e os reprodutores, como acontece com as ténias e lombrigas. Alguns parasitas são de tal forma modificados que se torna difícil associá-los a espécies afins que têm vida livre, como acontece com muitos crustáceos (por exemplo, o rizocéfalo). Um outro caso de adaptação relaciona-se com a sua forma de disseminação: nos casos do plasmódio da malária ou da bilhárzia, a reprodução sexuada não se dá dentro do hospedeiro, mas sim dentro doutra espécie, que pode servir apenas de vector para a infecção de outro hospedeiro.


- Relações ecológicas categoria:Ecologia ja:寄生虫 ko:기생충

Organismo

Em biologia e ecologia, um organismo é um ser vivo. Uma extensão polémica deste conceito afirma que a própria Terra é um organismo vivo. Chama-se a esta hipótese a Hipótese Gaia. A origem da vida e as relações entre as suas maiores linhagens são controversas. Dois grandes grupos podem ser identificados, os procariontes - que não apresentam um verdadeiro núcleo celular - e os eucariontes, em que o ADN se encontra organizado em cromossomas dentro do núcleo celular. Os procariontes são geralmente agrupados em dois domínios, chamados Bacteria e Archaea. De acordo com a teoria endosimbiótica as plantas teriam adquirido dois organelos das suas células, nomeadamente a mitocôndria e os cloroplastos, de bactérias endosimbióticas. Características comuns a muitos organismos incluem:
- Movimento
- Alimentação
- Respiração
- Crescimento
- Reprodução
- Sensação (sensibilidade a estímulos externos) No entanto, estes não são universais. Muitos organismos são incapazes de movimento independente, e não respondem diretamente ao seu ambiente. Os microrganismos, como as bactérias, podem não ter respiração, usando, em vez disso, caminhos químicos alternativos. Organização biológica
- Átomos
  - Molécula
    - Macromolécula
      - Organelo
      -
- Célula
      -
  - Tecido
      -
    - Órgão
      -
      - Sistema orgânico
      -
      -
- Organismo Organização ambiental
- População
  - Comunidade
    - Ecossistema
      - Biosfera

Origem

Os coacervados teriam se fundido e dado forma a primeira criatura Viva (mais ou menos): O Protobionte

Classificação

Os seguintes artigos são pontos de entrada para informação sobre a classificação de organismos:
- Classificação científica
- Nomenclatura binomial
- espécie

Vida extraterrestre

Foi encontrada, no interior de um meteoro vindo de Marte, uma cadeia de pequenas formações que à primeira vista se assemelhavam a fósseis de organismos semelhantes a nanobactérias, se bem que bastante mais pequenos. A continuação das pesquisas veio a verificar-se inconclusiva, mas o surgimento de estruturas análogas em outros materiais tratados da mesma forma para exame ao microscópio electrónico, tornou mais provável que a cadeia seja apenas um artefacto de observação sem qualquer origem biológica. Sabe-se, entretanto, que a química orgânica é um fenómeno universal, tendo sido detectadas moléculas orgânicas complexas em nuvens de material interestelar, incluindo aminoácidos.

Vírus

Os Vírus não são tipicamente considerados como organismos porque não são capazes nem de reprodução nem de metabolismo independente. O que é problemático, porque alguns parasitas e endosimbiontes são incapazes de vida independente. Apesar dos vírus possuírem enzimas e moléculas características de seres vivos, são incapazes de sobreviver fora da célula hospedeira e a maioria dos seus processos metabólicos requerem um hospedeiro e a sua máquina genética. A origem destes parasitas é incerta, mas há quem diga que evoluiram de bacterias primitivas.

Tempo de vida

Um dos parâmetros básicos de um organismo é o seu tempo de vida. Alguns animais têm vidas tão curtas como um dia, enquanto que algumas plantas podem viver milhares de anos. O envelhecimento é importante para determinar o tempo de vida da maioria dos organismos, bactérias, de um vírus ou até de um prion.

Veja também


- superorganismo categoria:biologia categoria:ecologia ja:生物 ko:생물 th:สิ่งมีชีวิต zh-min-nan:Seng-bu̍t

Doença

Doença é a perda da homeostasia corporal, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecções, inflamações, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. O médico faz a anamnése e examina o paciente a procura de sinais e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exames complementares conforme suas hipóteses diagnósticas, visando chegar a um diagnóstico. O passo seguinte é indicar um tratamento. A patologia é a ciência que estuda a doença e procura entendê-la.

Etimologia

Pathos = doença ou sofrimento Logos = estudo

Listagem de Doenças - A a C


- Acantose Nigricans
- Acne
- Alcoolismo
- Alzheimer, Mal de
- Aneurisma
- Apendicite Aguda
- Artrite
- Beribéri
- Carbúnculo
- Caxumba
- Choque circulatório
- Choque elétrico
- Colangite
- Colelitíase
- Colecistite
- Condiloma Acuminado
- Constipação
- Coqueluche
- Crohn, Doença de
- Cushing, Síndrome de

Listagem de Doenças - D a J


- Dengue
- Diabetes mellitus
- Diabetes insípidus
- Diarréia
- Doença de Chagas
- Doença Celíaca
- Doença de Creutzfeldt-Jakob
- Escorbuto
- Esofagite
- Esquistossomose
- Epilepsia
- Febre amarela
- Filariose
- Gastrite
- Gripe
- Hepatite
- Hérnia
- Herpes Zoster
- Hipertensão arterial
- Inanição
- Insuficiência renal
- Jejunoileíte

Listagem de Doenças - K a R


- Kwashiorkor
- Lepra
- Lúpus
- Malária
- Marasmo
- Microcefalia
- Necatoríase
- Obesidade
- Osteoporose
- Pancreatite
- Peste bubônica
- Pneumonia
- Psoríase
- Púrpura
- Queimadura
- Raquitismo
- Rosácea

Listagem de Doenças - S a Z


- Sífilis
- Parkinson, Doença de
- Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - Sida / AIDS
- Tétano
- Trauma
- Tuberculose
- Uveíte
- Vaginite
- Vitiligo
- Wernicke-Korsakov, Sindrome de
- Xeroftalmia
- Yersiniose
- Zoonose

Termos associados

Exame anatomopatológico: exame microscópico de tecidos anatômicos e células de uma determinada região do organismo, feito em busca do diagnóstico.


- [http://www.brasilescola.com/doencas/ Principais doenças]
- [http://www.suapesquisa.com/doencas Principais doenças do Brasil] categoria: Doenças Categoria:Medicina als:Krankheit ja:病気 ms:Penyakit simple:Disease zh-min-nan:Pīⁿ

Plantae

O Reino Plantae é um dos principais grupos em que se divide a vida na Terra (com cerca de 300 000 espécies conhecidas, incluindo uma grande variedade: ervas, árvores, arbustos, plantas microscópicas, etc). São, em geral, organismos autotróficos cujas células incluem um ou mais organelos especializados na produção de material orgânico a partir de material inorgânico e da energia solar: os cloroplastos. No entanto, o termo planta, ou vegetal, é muito mais difícil de definir do que se poderia pensar. Lineu definiu o seu reino Plantae incluindo todos os tipos de plantas "superiores", as algas e os fungos. Uma primeira definição usada para as plantas, depois de se descobrir que nem todas são verdes incluía todos os seres vivos sem movimentos voluntários Aristóteles dividia todos os seres vivos em plantas, sem capacidade motora ou órgãos sensitivos, e os animais - esta definição foi aceite durante muito tempo. No entanto, nem esta definição é muito correcta, uma vez que a sensitiva (Mimosa pudica, uma leguminosa), fecha os seus folíolos ao mínimo toque, entre outras causas, como o fim do dia solar. Quando se descobriram os primeiros seres vivos unicelulares, eles foram colocados, em termos gerais, entre os protozoários quando tinham movimento próprio. As bactérias e as algas foram colocadas noutras divisões do reino Plantae – no entanto, foi difícil decidir a classificação, por exemplo, da Euglena, que é verde e altamente móvel. A classificação biológica mais moderna – a cladística – procura enfatizar as relações evolutivas entre os organismos: idealmente, um taxon (ou clado) deve ser monofilético, ou seja, todas as espécies incluídas nesse grupo devem ter um antepassado comum. Pode-se, então, definir o Reino Viridaeplantae ("plantas verdes") ou apenas Plantae como um grupo monofilético de organismos eucarióticos que fotossintetizam usando os tipos de clorofila a e b, presente em cloroplastos (organelos com uma membrana dupla) e armazenam os seus produtos fotossintéticos, tal como o amido. As células destes organismos são, também, revestidas duma parede celular constituída essencialmente por celulose. De acordo com esta definição, ficam fora do Reino Plantae as algas castanhas, as algas vermelhas e muitos seres autotróficos unicelulares ou coloniais, actualmente agrupados no Reino Protista, assim como as bactérias e os fungos, que constitutem os seus próprios reinos. Cerca de 300 espécies conhecidas de plantas não realizam a fotossíntese, sendo, pelo contrário parasitas de plantas fotossintéticas.

Evolução e Classificação das Plantas Verdes

fungoUma prova de que as algas verdes evoluíram a partir do mesmo antepassado que as plantas mais complexas encontra-se nos cloroplastos: todos contêm DNA e têm uma estrutura semelhante às cianobactérias – pensa-se que evoluíram a partir duma alga mais pequena endossimbionte. Muitas algas mostram alternância de gerações, entre uma forma que se reproduz de forma assexuada – o esporófito – e uma forma sexuada, o gametófito. As plantas propriamente ditas distinguem-se das algas verdes por terem órgãos reprodutivos especializados protegidos por tecidos não-reprodutivos. gametófitoDurante o Palaeozóico, começaram a aparecer em terra firme plantas complexas, multicelulares, os embriófitos (Embryophyta), nas quais o gametófito e o esporófito se apresentavam de forma radicalmente diferente das algas, o que está relacionado com a adaptação a ambientes secos (já que os gâmetas masculinos estavam antes dependentes de meios húmidos para se moverem). Nas primeiras formas destas plantas, o esporófito mantinha-se reduzido e dependente da forma parental durante a sua curta vida. Os embriófitos actuais, que têm este tipo de organização, incluem a maior parte das plantas que geralmente evocamos. São as chamadas plantas vasculares, com sistemas completos de raiz, caule e folhas, ainda que incluam algumas espécies de briófitas (das quais o musgo será talvez o tipo mais conhecido). Outros autores, contudo, definem os embriófitos como sendo todas as plantas terrestres, incluindo, de acordo com esta definição, a divisão 'Hepaticophyta (ou Marchantiomorpha, segundo uma classificação anterior), as hepáticas; a divisão Anthocerophyta, antóceros e a divisão Bryophyta, os musgos. musgoAs briófitas confinam-se a ambientes húmidos – é a água que faz a dispersão dos esporos - e mantêm-se pequenas durante todo o seu ciclo de vida caracterizado pela altenância de duas gerações: um estádio haplóide (o gametófito) e um estádio diplóide (esporófito). Este último é de curta duração e está dependente do gametófito. No período Silúrico apareceram novos embriófitos, as plantas vasculares, com adaptações que lhes permitiam estar menos dependentes da água. Estas plantas tiveram uma radiação adaptativa maciça durante o Devónico e começaram a colonizar a terra firme. Entre essas adaptações podemos referir uma cutícula resistente à dessecação e tecidos vasculares por onde circula a água – por isso são chamados plantas vasculares ou Tracheophyta. Tracheophyta]]Em muitas destas plantas , o esporófito funciona como um indivíduo independente, enquanto que o gametófito se tornou muito reduzido. Entre as plantas vasculares são reconhecidos dois grupos distintos:
- as "Pteridófitas" - plantas em que o gametófito é um organismo independente; e
- as "Espermatófitas" - as plantas que se reproduzem por semente, ainda ligadas ao esporófito, ou seja, em que o gametófito é "parasita" do esporófito. O grupo das Pteridófitas pode dividir-se da seguinte forma:
- Divisão
Lycopodiophyta (ou Lycopsida), licopodíneas.
- Divisão
Equisetophyta (ou Equisetopsida), cavalinhas
- Divisão
Pteridophyta (ou Filicopsida), fetos ou samambaias
  -
Psilotophyta, Psilotales,
  -
Ophioglossophyta (Ophioglossales), língua-de-cobra, lunária e o género Botrypus.
  -
Marattiopsida
  -
Leptosporangiatae ou fetos "verdadeiros" LeptosporangiataeAs espermatófitas ou plantas com sementes são um grupo de plantas vasculares que se diversificou no final do Paleozóico. Nestas formas, o gametófito está reduzido aos órgãos sexuais e o esporófito começa a sua vida como uma semente, que se desenvolve ainda dependente da planta-mãe. Os grupos actuais de espermatófitos incluem as seguintes divisões:
- Divisão
Cycadophyta (Cicadáceas, como o Encephalarthos)
- Divisão
Ginkgophyta (o Ginkgo, árvore "sagrada" dos japoneses)
- Divisão
Pinophyta (ou Coniferophyta, os pinheiros)
- Divisão
Gnetophyta (que inclui a Welwitschia e as Efedras)
- Divisão
Magnoliophyta (ou Anthophyta, as plantas com flores. Anthophyta Uma classificação ainda usada para estes grupos de plantas usa os seguintes termos:
- Gimnospérmicas, ou plantas com sementes nuas, que incluem as quatro primeiras divisões do grupo acima, e Gimnospérmica, uma das mais evoluidas]]
- Angiospérmicas para as plantas com flores. As angiospérmicas foram as últimas plantas a aparecer, durante o Jurássico, mas tiveram o seu maior período de propagação no Cretácico, sendo, actualmente, plantas predominantes em muitos ecossistemas.

Nutrição nas plantas


- Ver artigo principal: Nutrição nas plantas As plantas produzem o seu próprio alimento (são autotróficas), mas têm necessidades específicas de determinados sais minerais, presentes no solo, dissolvidos na água e que formarão a seiva bruta, depois da absorção nos pêlos radiculares.

Ecologia Vegetal

As plantas são o elo produtor de matéria orgânica da cadeia alimentar nos meios marinho, aquático e terrestre. São, portanto, o primeiro elo da cadeia, que sustenta todos os elos subseqüentes. Além de fornecer alimento a animais, fungos, bactérias e protistas, as plantas também fornecem abrigo a estes seres e a seus ovos e filhotes. No entanto, a predação não é a única relação ecológica a que as plantas estão submetidas, existindo também relações benéficas, como as observadas entre plantas e polinizadores. Em algumas espécies, existem associações com certos insetos, como formigas, que recebem abrigo ou alimento da planta, protegendo-a, em troca, contra predadores. formiga Há mesmo plantas que dependem de outras plantas. Algumas famílias botânicas, constituídas por plantas parasitas, dependem da seiva de outras espécies para obter nutrientes. Existem também milhares de espécies epífitas que dependem de plantas maiores para se alojar, normalmente não causando qualquer dano ao hospedeiro.

ver também


- Plantas do Brasil


- [http://tolweb.org/tree?group=Green_plants&contgroup=Eukaryotes Tree of Life], Paul Kenrick e Peter Crane (1996), David J. Patterson e Mitchell L. Sogin (2000).
- [http://www.ucmp.berkeley.edu/plants/plantaesy.html Univ.California, Berkeley - Classificação das Plantas] Categoria:Biologia Categoria:Botânica ja:植物 ms:Tumbuhan simple:Plant


Piolho

Piolho é o nome geral dado aos insectos da ordem da ordem Phthiraptera, que contém mais de 3000 especies. Estes insectos não têm asas e são parasitas externos de mamíferos e aves. Os piolhos são actualmente classificados em quatro sub-ordens:
- Anoplura: piolhos sugadores, inclui o piolho humano
- Rhyncophthirina: parasitas de warthogs e elefantes
- Ischnocera: parasitas das aves
- Amblycera: piolhos mastigadores Os monotremados e morcegos não são afectados por piolhos. Os piolhos habitam o cabelo ou pelagem do hospedeiro, onde se alimentam de sangue, resíduos de epiderme ou de penas e secrecções sebáceas. Cada espécie tem uma relação exclusiva com um determinado tipo de hospedeiro, o que significa que, por exemplo, um piolho de ave não afecta humanos e vice-versa. Esta dependência torna os piolhos muito dependentes do sucesso da espécie do hospedeiro. Calcula-se que tenham desaparecido três espécies de ischnocerídeos quando os últimos 20 condores da Califórnia foram trazidos para cativeiro e desinfestados. Os piolhos têm entre 0,5 e 8 mm de comprimento, corpo achatado e garras que lhes permitem a fixação ao hospedeiro. Os ovos do piolho, ou lêndeas são esbranquiçados e postos na pelagem ou penas dos hospedeiros. Categoria:Insectos Categoria:Temp ja:シラミ

Vírus

A palavra Vírus pode designar:
- Vírus - Vírus biológicos
- Vírus - Vírus de computadores

Bactéria

Actinobacteria
Aquificae
Bacteroidetes/Chlorobi
Chlamydiae/Verrucomicrobia
Chloroflexi
Chloroxybacteria
Chrysiogenetes
Cyanobacteria
Deferribacteres
Deinococcus-Thermus
Dictyoglomi
Fibrobacteres/Acidobacteria
Firmicutes
Fusobacteria
Gemmatimonadetes
Nitrospirae
Omnibacteria
Planctomycetes
Proteobacteria
Spirochaetes
Thermodesulfobacteria
Thermomicrobia
Thermotogae |----- | :(1) ou Reino, ver texto Bactéria é um organismo unicelular, procarionte, que pode ser encontrado na forma isolada ou em colônias e pertencente ao reino monera. Microrganismo constituído somente por uma célula ou seja, sem um verdadeiro núcleo celular nem organelos. organelo Descobertas por Anton van Leeuwenhoek em 1683, as bactérias foram incialmente classificadas entre as plantas; em 1894, Ernst Haeckel incluiu-as no reino Protista e actualmente as bactérias compõem um dos três domínios do sistema de classificação cladístico. Vulgarmente, utiliza-se o termo "bactéria" para designar também as archaebactérias, que actualmente constituem um domínio separado. As cianobactérias (as “algas azuis“) são consideradas dentro do domínio Bactéria. As bactérias são normalmente microscópicas ou submicroscópicas (detectáveis apenas ao microscópio electrónico), com dimensões máximas tipicamente da ordem dos 0,5 a 5 micrómetros. Uma excepção é uma bactéria isolada no tubo digestivo de um peixe, com o tamanho do ponto final desta frase. O estudo dos diferentes microrganismos, tais como bactérias, fungos, vírus e parasitas, é da responsabilidade da Microbiologia.

História

A palavra bacterium foi introduzida pelo microbiologista alemão C.G. Ehrenberg, em 1828, que a foi buscar à língua grega, na qual "βακτηριον" significa "pequeno bastão" (em alusão às bactérias com essa forma). Louis Pasteur (1822-1895) e Robert Koch (1843-1910) foram os primeiros cientistas a descrever o papel das bactérias como vectores de várias doenças. Como já foi referido, as bactérias foram inicialmente consideradas um grupo de plantas (no sentido da taxonomia de Lineu e agrupadas com os fungos (na classe Schizomycetes) mas, mais tarde, foram agrupadas com outros organismos unicelulares, os Protista e, mais tarde, entre os procariotas. Com o advento das técnicas moleculares, em 1977, Carl Woese dividiu os procariotas em dois grupos, com base nas sequências “16S” do r-RNA, que chamou os reinos Eubacteria e Archaebacteria, mais tarde denominados Bacteria e Archaea. Alguns cientistas, no entanto, consideram que as diferenças genéticas entre aqueles dois grupos não justificam a divisão e que tanto as arquebactérias como os eucariontes provavelmente se originaram a partir de bactérias primitivas.

Morfologia das bactérias

As bactérias classificam-se morfologicamente de acordo com a forma da célula e com o grau de agregação:
- Bacilo – em forma de bastonete (do género Bacillus)
- Coco – de forma esférica ou subesférica (do género Coccus)
- Coloniais - de forma esférica ou subesférica e agrupadas em colónias
- Diplococo - de forma esférica ou subesférica e agrupadas aos pares (do género Diplococcus)
- Espirílio – de forma espiral (do género Spirillum)
- Vibrião – em forma de vírgula (do género Vibrio)

Estrutura da célula bacteriana

A estrutura da célula bacteriana é a de uma célula procariótica, sem organelos ligados à membrana celular, tais como mitocôndrias ou plastos, sem um núcleo rodeado por uma cariomembrana e sem DNA organizado em verdadeiros cromossomas, como os das células eucariotas. eucariota Estruturas da célula procariota: #Nucleóide: não é um verdadeiro núcleo, já que não está delimitado do resto da célula por membrana lípidica própria. O nucleóide consiste em uma única grande molécula de DNA com proteínas associadas. O seu tamanho varia de espécie para espécie. Na Escherichia coli, uma bactéria típica, o genoma tem quase 5 milhões de pares de bases e vários milhares de genes codificando mais de 4000 proteínas (o genoma humano tem 3 mil milhões de pares de bases e cerca de 40.000 proteínas). #Plasmídeos circulares são pequenas moléculas de DNA que coexistem com o nucleóide. São comummente trocadas na "reprodução sexual" entre bactérias. Os plasmideos têm genes, incluindo frequentemente aqueles que protegem a célula contra os antibióticos. #Citoplasma: é um liquido com contistência de gel, semelhante ao dos eucariotas, com sais, glicose e outros açúcares, proteínas funcionais e várias outras moleculas orgânicas. Contém também RNA da trancrição génica, e cerca de 20 mil ribossomas. Os ribossomas procariotas são bastante diferentes dos eucariotas (essas diferenças foram usadas para desenvolver antibióticos usados para só afectar os ribossomas das bactérias). #Membrana celular: é uma dupla camada de fosfolípidos, com proteínas importantes (na permeabilidade a nutrientes e outras substâncias, defesa, e na cadeia respiratória e produção de energia). #Parede celular: é uma estrutura complexa composta por peptidoglicanos, polímeros de carboidratos ligados a proteínas como a mureína, com funções protectoras. A parede celular é o alvo de muitos antibióticos. Ela contém em algumas espécies infecciosas a endotóxina lipopolissacarídeo (LPS) uma substância que leva a reacção excessiva do sistema imunitário, podendo causar morte no hóspede devido a choque séptico. #Cápsula:Algumas espécies de bactérias têm uma camada de polissacarideos que protege contra desidratação e reconhecimento pelo sistema imunitário do hóspede, e da fagocitose. #Fímbrias ou Pílios: são microfibrilhas proteicas que se estendem da parede celular em muitas espécies Gram-negativas. Têm funções de ancoramento da bactéria ao seu meio e são importantes na patogénese. Um tipo espceial de pílio é o pílio sexual, estrutura oca que serve para ligar duas bactérias, de modo a trocarem plasmídeos. #Flagelo: estrutura proteica que roda como uma hélice. Muitas espécies de bactérias movem-se com o auxílio de flagelos. Os flagelos bacterianos são muito simples e completamente diferentes dos flagelos dos eucariotas (como, no homem, os dos espermatozóides). #Vacúolo: não são verdadeiors vacuolos já que não são delimitados por dupla membrana lipídica como os das plantas. são antes grânulos de substâncias de reserva, como açúcares complexos.
- Esporo:Algumas bactérias podem enquistar, formando um esporo, com um invólucro de polissacáridos mais espesso e ficando em estado de vida latente quando as condições ambientais foram desfavoráveis.

Classificação Gram

Quando a parede tem uma camada espessa de peptidoglicanos, a célula tinge de cor púrpura ou azul quando fixada com violeta-cristal, uma preparação conhecida como técnica de Gram (do nome do cientista Hans Christian Gram, que inventou esta técnica), e denominam-se bactérias "Gram-positivas". Outras bactérias possuem uma parede celular dupla, em que a interna é uma fina camada de peptidoglicanos, enquanto que a exterior á formada por carboidratos, fosfolípidos e proteínas. Estas bactérias tingem de vermelho com a técnica de Gram, e denominam-se bactérias "Gram-negativas". Muitos antibióticos, incluindo a penicilina e seus derivados, atacam especificamente a parede celular das bactérias Gram-positivas, inibindo as enzimas transpeptidase e carboxipeptidase, responsáveis pela síntese dos peptidoglicanos.

Reprodução

As bactérias podem reproduzir-se sexuada ou assexuadamente. A forma mais importante de reprodução – porque pode ter a forma de “produção em massa” - é a assexuada, por fissão binária ou simples divisão celular, em que uma célula replica o seu material genético e se divide em duas células-filhas, teoricamente com as mesmas características da célula-mãe, com o desenvolvimento duma parede celular transversal. No entanto, podem ocorrer variações genéticas durante este processo, através da recombinação e mutação (alteração aleatória do código genético) ou por transdução (transferência de material genético dum virus ou de outra bactéria através de um virus, como os bacteriófagos). Por esta razão, as bactérias também se reproduzem “sexualmente” por conjugação (transferência do material genético duma bactéria para outra) e, a seguir, continuam o seu ciclo de reprodução assexuada. Apesar de serem normalmente microscópicas, as bactérias podem reproduzir-se em tal quantidade que chegam a formar um “filme” visível a olho nu, numa superfície onde estejam a desenvolver-se.

Metabolismo

As bactérias apresentam-se numa grande variedade de diferentes metabolismos:
- As bactérias autotróficas necessitam apenas de dióxido de carbono como fonte de carbono:
  - As fotoautotróficas obtêm a energia na forma de luz, para a fotossíntese;
  - As quimioautotróficas obtêm energia pela oxidação de compostos químicos;
- As heterotróficas dependem duma fonte orgânica de carbono. Para além desta classificação, as bactéria podem distinguir-se com base na fonte de redutores que utilizam na sua respiração:
- as litotróficas usam compostos inorgânicos, tais como água, sulfureto de hidrogénio ou amónia; e
- as organotróficas usam compostos orgânicos, tais como açúcares ou ácidos orgânicos. Estes diferentes tipos de metabolismo podem estar combinados num único microorganismo. Por exemplo, as cianobactérias são fotolitoautotróficas e aparentemente foram as pioneiras no uso da água como fonte de eléctrons. Muitas espécies podem mudar de forma metabólica, de acordo com as condições do meio ambiente. Outros requisitos nutricionais das bactérias incluem nitrogênio, enxofre, fósforo, vitaminas e elementos metálicos como sódio, potássio, cálcio, magnésio, manganêsio, ferro, zinco, cobalto, cobre e níquel. Algumas espécies necessitam ainda de pequenas quantidades adicionais de elementos como selénio, tungsténio, vanádio ou boro. No que diz respeito à sua reação ao oxigénio, a maioria das bactérias podem ser colocadas em três grupos:
- aeróbicos – que podem crescer apenas na presença de oxigénio;
- anaeróbicos – que podem crescer apenas na ausência de oxigénio; e
- anaeróbicos facultativos – que podem crescer tanto na presença como na ausência de oxigénio;. Muitas bactérias vivem em ambientes que são considerados extremos para o homem e são, por isso, denominadas extremófilas, como por exemplo:
- termófilos – que vivem em fontes termais;
- halófilos – que vivem em lagos salgados;
- acidófilos e alcalinófilos – vivem em ambientes ácidos ou alcalinos;
- psicrófilos – as bactérias que vivem nos glaciares.

Movimento

As bactérias móveis deslocam-se, quer através da utilização de flagelos, quer deslizando sobre superfícies, ou ainda por alterações da sua flutuabilidade. As espiroquetas constituem um grupo único de bactérias que possuem estruturas semelhantes a flagelos designadas por filamentos axiais ligadas a dois pontos da membrana celular no espaço periplasmático, além de terem uma forma helicoidal que gira no meio para se movimentar. Os flagelos bacterianos encontram-se organizados de diferentes formas: algumas bactérias possuem um único flagelo polar (numa extremidade da célula), enquanto outras possuem grupos de flagelos, quer numa extremidade, quer em toda a superfície da parede celular (bactérias “peritricosas”). As bactérias podem mover-se por reacção a certos estímulos, um comportamento chamado “taxia” (também presentes nas plantas), como por exemplo, quimiotaxia, fototaxia, mecanotaxia e magnetotaxia (ver o artigo em italiano [http://it.wikipedia.org/wiki/Batteri_magnetotattici bactérias magnetotáxicas]). Num grupo particular, as mixobactérias, as células individuais atraem-se quimicamente e formam pseudo-organismos amebóides que, para além de "rastejarem", podem formar frutificações.

Taxonomia

A classificação das bactérias mudou radicalmente nos últimos anos, de forma a reflectir o conhecimento actual sobre filogenia, como resultado dos recentes avanços na sequenciação dos genes, na bioinformática e na biologia computacional. biologia computacional Originalmente as bactérias foram consideradas um grupo dos fungos, os Schizomycetes, com excepção das cianobactérias que eram consideradas "algas azuis". A descoberta da sua comum estrutura celular procariótica distinta de todos os outros organismos (os eucariontes), levou a serem tratados como um grupo separado, denominado sucessivamente Monera, Bacteria e Prokaryota. (Ver também Reino). Em geral pensava-se que os eucariontes fossem descendentes dos procariontes mas, estudando o seu RNA, Carl Woese descobriu que os procariontes compreendiam dois grupos separados, a que ele chamou Eubacteria e Archaebacteria mas que, mais tarde, ele próprio renomeou de Bacteria e Archaea. Woese argumentou que estes dois grupos, em conjunto com os eucariotas, formam domínios separados com origem e evolução separadas a partir dum organismo primordial. Desta forma, as bactérias poderiam ser divididas em vários reinos, ma normalmente são tratadas como um único reino, dividido em filos ou divisões. São geralmente consideradas um grupo monofilético, mas esta noção tem sido contestada por alguns autores.

Importância das Bactérias para o Homem

monofilético Os vários tipos de bactérias podem ser prejudiciais ou úteis para o meio ambiente e para os seres vivos. O papel das bactérias na saúde, como agentes infecciosos é bem conhecido: o tétano, a febre tifóide, a pneumonia, a sífilis, a cólera e tuberculose são apenas alguns exemplos. Nas plantas, as bactérias podem também causar doenças. O modo de infecção inclui o contacto directo com material infectado, pelo ar, comida, água e por insectos. A maior parte das infecções pode ser tratada com antibióticos e as medidas antisépticas podem evitar muitas infecções bacterianas, por exemplo, fervendo a água antes de tomar, lavar alimentos frescos ou passar álcool numa ferida. A esterilização dos instrumentos cirúrgicos ou dentários é feita para os livrar de qualquer agente patogénico. No entanto, muitas bactérias são simbiontes do organismo humano e de outros animais como, por exemplo, as que vivem no intestino ajudando na digestão e evitando a proliferação de micróbios patogénicos. No solo existem muitos microorganismos que trabalham na transformação dos compostos de nitrogénio em formas que possam ser utilizadas pelas plantas e muitos são bactérias que vivem na rizosfera (a zona que inclui a superfície da raiz e o solo que a ela adere). Algumas destas bactérias – as nitrobactérias - podem usar o nitrogénio do ar e convertê-lo em compostos úteis para as plantas, um processo denominado fixação do nitrogénio. A capacidade das bactérias para degradar uma grande variedade de compostos orgânicos é muito importante e existem grupos especializados de microorganismos que trabalham na mineralização de classes específicas de compostoscomo, por exemplo, a decomposição da celulose, que é um dos mais abundantes constituintes das plantas e difícil de degradar. Existem ainda várias espécies de bactérias usadas na preparação de comidas ou bebidas fermentadas, incluindo queijos, pickles, molho de soja, sauerkraut (ou chucrute), vinagre, vinho e iogurte. Com técnicas da biotecnologia foram já “criadas” bactérias capazes de produzir drogas terapêuticas, como a insulina e para a biodegradação de lixos tóxicos, incluindo derrames de hidrocarbonetos.

Curiosidades

Em termos de evolução, as bactérias parecem ser dos organismos mais antigos, com registros fósseis de há 3,7 biliões de anos. Segundo a Teoria da Endossimbiose, dois organelos celulares, as mitocôndrias e os cloroplastos teriam derivado de uma bactéria endosimbionte, provavelmente autotrófica, antepassada das actuais cianobactérias. Podem enquistar, ou seja, rodear-se de uma parede celular especial que as protege e ficar em estado de vida latente até que as condições ambientais voltem a ser favoráveis; nessa forma, elas podem viver na poeira da nossa casa e ser transportadas por correntes de ar e, dessa maneira, infetar um ser vivo que respire esse ar. O corpo humano contém normalmente biliões de microorganismos, quer na pele, debaixo das unhas, na boca, nariz, intestino e noutras cavidades do nosso corpo; porém, elas são normalmente impedidas de crescer nos olhos pelo líquido lacrimal.

Identificação Laboratorial de Bactérias

#Recolha de amostras: faz-se pela recolha de amostras a partir dos tecidos ou secreções infectadas do doente. Assim, numa enterite usam-se amostras fecais, numa pneumonia expectoração, em orgãos internos biópsia e em muitas amostras de sangue. #As amostras são cultivadas em discos de Petri (discos de vidro) com os nutrientes e factores necessários ao seu crescimento. #São retiradas colónias bacterianas e espalhadas numa lâmina, onde são fixadas e coloridas (por exemplo com a técnica de Gram ou a técnica de Ziehl-Neelsen). #São observadas ao microscópio óptico, e identificadas pela morfologia e coloração Gram. #Se persistem dúvidas são usados testes bioquimicos. #São efectuados testes de crescimento na presença de antibióticos (teste de sensibilidade aos antibióticos).


- Cultura bacteriana
- Técnica de Gram
- Técnica de Ziehl-Neelsen
- Análise bioquimica de bactérias
- Teste de sensibilidade aos antibióticos

Referências e links externos


- Parte deste texto provém de um artigo publicado pela [http://www.nupedia.com/article/500/ Nupedia]], da autoria de Nagina Parmar.
- Alcamo, I. Edward. Fundamentals of Microbiology. 5th ed. Menlo Park, California: Benjamin Cumming, 1997.
- Atlas, Ronald M. Principles of Microbiology. St. Louis, Missouri: Mosby, 1995.
- Holt, John.G. Bergey's Manual of Determinative Bacteriology. 9th ed. Baltimore, Maryland: Williams and Wilkins, 1994.
- Stanier, R.Y., J. L. Ingraham, M. L. Wheelis, and P. R. Painter. General Microbiology. 5th ed. Upper Saddle River, New Jersey: Prentice Hall, 1986.
- [http://jb.asm.org/cgi/content/full/180/18/4765?view=full&pmid=9733676 Impact of Culture-Independent Studies on the Emerging Phylogenetic View of Bacterial Diversity, Journal of Bacteriology] Categoria:Biologia Categoria:Microbiologia ja:真正細菌 ko:세균 th:แบคทีเรีย

Descendente

Os descendentes são os indivíduos resultantes da reprodução de um par de progenitores: os filhos ou crias.

Ver também


- sexo
- biologia
- animais
- plantas
- bactéria
- vida
- nascimento
- evolução ---- Como adjectivo, usa-se o termo descendente para designar algo que se encontra num movimento de cima para baixo.

Espécie

Em Biologia, denomina-se espécie (do latim Specie) a cada um dos grupos em que se dividem os géneros, e que são compostos de indivíduos que, para além dos caracteres genéricos, têm em comum outros caracteres pelos quais se assemelham entre si e se distinguem dos das demais espécies. Desde o ponto de vista estritamente sistemático ou da taxonomia, é a hierarquia compreendida entre o género (ou o subgénero, se existir) e a variedade (ou, seja caso, a subespécie). Grupamento de indivíduos com profundas semelhanças recíprocas (estrutural e funcional), os quais mostram ainda acentuadas similaridades bioquímicas; idêntico cariótipo (equipamento cromossomial das células diplóides) e capacidade de reprodução entre si, originando novos descendentes férteis e com o mesmo quadro geral de caracteres. Indivíduos de espécies diferentes não se cruzam por falta de condições anatômicas ou por desinteresse sexual. Quando se cruzam não geram descendentes porque seus cromossomos não formam pares. E, quando geram, esses descendentes são estéreis. Criadores e sitiantes sabem que a mula (exemplar fêmea) e o burro (exemplar macho) são híbridos estéreis que apresentam grande força e resistência. São o produto do acasalamento do jumento (Equus asinus) (2n = 62 cromossomos) com a égua (Equus cabalus)(2n = 64 cromossomos). O burro ou a mula têm 2n = 63 cromossomos, porque são resultantes da união de espermatozóide, com n = 31 cromossomos, e óvulo, com n = 32 cromossomos. Considerando os eventos da meiose I para a produção de gametas, o burro e a mula são estéreis. Os cromossomos são de 2 espécies diferentes e, portanto, não ocorre pareamento dos chamados cromossomos homólogos, impossibilitando a meiose e a gametogênese. Espécie é a limitação do genérico num âmbito morfologicamente concreto. Existem catalogadas, 1.750.000 (arredondando) espécies, mas estima-se que na terra, já tenham existido números altos como 1.000.000.000.

Conceito multidimensional de espécie

Conjunto de populações naturais que partilham o mesmo fundo génico e são capazes de se cruzarem entre si, em condições naturais, estando isoladas reprodutivamente de outros grupos semelhantes, e originando indivíduos férteis. O conceito de espécie mais comum é o conceito biológico de espécie de Dobzhansky e Mayr • “Espécies são grupos de populações naturais que estão ou tem o potencial de estar se intercruzando, e que estão reprodutivamente isolados de outros grupos” categoria:Biologia ja:種 (生物) ms:Spesies th:สปีชีส์

Aves

| | |----- | |----- ! colspan="2" bgcolor="pink" align="center" | Ordens |----- | style="padding:8px" | Muitas - veja texto
|{

Ovo

Do ponto de vista da biologia, ovo é o mesmo que zigoto, ou seja, um ovócito II feminino fecundado por um espermatozóide masculino, o primeiro produto da reprodução sexuada.

Alimento

reprodução sexuada O ovo é um importante alimento para qualquer animal onívoro ou carnívoro, por ser rico em vitaminas e conter muitos nutrientes. O homem moderno costuma preparar o ovo cozido ou frito. Categoria:Biologia Para todos os que amam comer ovos, aqui estão alguns fatos importantes: Ovos são uma excelente fonte de proteína e, na verdade, quando classifica-se os alimentos por sua qualidade de proteínas, eles são comparados aos ovos. Ovos fornecem vitaminas B e, para os vegetarianos que não comem carne vermelha, eles são fonte para a vital vitamina B12. Ovos também provêem ferro e vitamina E, assim como outras vitaminas e minerais. Muitos de nós evitam comer ovos por causa da sua quantidade de colesterol. Porém, ainda que a quantidade de colesterol seja um pouco maior de 200 mg (o total recomendado por dia é de menos de 300 mg), somente 25% da gordura total (toda a gordura está na gema) é saturada. Três claras de ovos somam em torno de 55 calorias, então considere combinar um ovo inteiro com claras de ovos. A "American Dietetic Association" recomenda, para a maioria das pessoas, uma concessão de até 4 ovos inteiros por semana, mas podemos ter uma combinação de clara de ovos com ovos inteiros. Se quisermos adicionar proteínas extra de qualidade à nossa dieta, há muitas formas de preparar claras de ovos. Por último, para aqueles que adoram ovos cozidos, a "American Dietetic Association" e o "Center for Disease Control" recomendam que eles sejam cozidos cuidadosamente por questão de segurança. TIPOS DE OVOS - Alécitos ou oligolécitos: pequeno tamanho e pobres em vitelo, sob a forma de finas granulações e cuja distribuição é uniforme. - Heterolécitos ou mesolécitos: mais volumosos que os precedentes, o vitelo está presente sob a forma de granulações mais ou menos grossas distribuídas de tal modo que é possível distinguir um polo vegetativo e um polo animal. - Telolécitos: o vitelo é muito abundante, ocupando a maior parte do volume do ovo; o polo animal é limitado a uma pequena zona periférica- disco germinativo ou cicatrícula, nas proximidades da qual está o núcleo. - Centrolécitos: variedade dos ovos telolécitos, cujo vitelo forma uma massa central circundada por um citoplasma periférico, onde o núcleo se situa. Legenda em Português: 4 - Calaza 6 - Clara 9 - Germen 13 - Calaza 14 - Câmara de Ar 15 - Conquilha ou casca 1 - Membrana da Conquilha ja:卵 Categoria:Alimentos

Juvenil

Na linguagem vulgar, o adjectivo juvenil utiliza-se para caracterizar a fase de crescimento de um ser humano, entre a infância e a adolescência ou a coisas relativas a essa fase, como por exemplo, literatura juvenil. Do ponto de vista da biologia, chama-se juvenil a um organismo que, embora semelhante ao adulto na sua forma exterior, ainda não atingiu a capacidade reprodutiva. Ver também:
- larva
- ciclo de vida Categoria:Faixas etárias

Adulto

Na linguagem vulgar, um adulto é um ser humano que é considerado pelos restantes como tendo atingido uma idade que lhe permite contrair casamento e, em geral, realizar outras acções que são restritas a esses indivíduos. Do ponto de vista da biologia, um organismo adulto é aquele que atingiu a capacidade reprodutiva, ou seja, que já deixou de ser um juvenil ou uma larva. = Aspecto legal = Legalmente, significa que um indivíduo pode ser parte de um contrato. A mesma idade mínima, ou outra diferente, pode ser aplicável para, por exemplo, definir quando os pais perdem direitos parentais ou deixam de ter deveres para com a pessoa em causa, como o da responsabilidade financeira pelo menor. Casar, votar, tornar-se militar, conduzir, viajar sozinho para o estrangeiro, consumir bebidas alcoólicas (podendo, neste caso, aplicar-se idades diferentes), fumar, ter relações sexuais, ser prostituto(a) - se for legal -, recorrer a serviços de prostituição, ser modelo ou actor (actriz) pornográfico(a), são exemplos de actividades que podem ser reservadas a adultos. A definição legal de entrada na idade adulta varia entre os 16 e os 21 anos, dependendo da região em causa. Algumas culturas africanas consideram adultos todos os maiores de 13 anos, mas a maior parte das outras civilizações enquadram essa idade na adolescência. Normalmente, a idade é 18 anos. Excepções:
- 19: Coreia do Sul
- 20: Japão.
- 21: EUA = Censura = "Adulto" ou "para adultos" também significa "não aconselhável a crianças", em particular como eufemismo para algo relacionado com comportamentos sexuais (por exemplo, entretenimento para adultos, vídeo para adultos, revista para adultos, livraria para adultos). No entanto, educação para adultos significa apenas isso mesmo - educação para adultos. Não tem qualquer relação particular com educação sexual. = Ver também =
- Infância
- Adolescência Categoria:Faixas etárias ja:大人 simple:Adult

Ectoparasitas

Endoparasitas são parasitas que invadem o corpo do hospedeiro para alimentar-se ou procriar-se. Um exemplo de endoparasita são os vírus que são endoparasitas obrigatórios, ou seja, só vivem dentro de um organismo. Categoria:Ecologia Categoria:Vírus

Endoparasitas

Em ecologia, chamam-se endoparasitas aos parasitas que vivem no interior do corpo do hospedeiro, como é o caso de muitas bactérias e das tênias.

Links internos


- Interacções biológicas Categoria: Ecologia

Mosquito

|----- ! Imagem:200px-AnophelesGambiaemosquito.jpg
Anopheles gambiae O mosquito é um insecto da família Culicidae. Como os outros membros da ordem Diptera, os mosquitos têm um par de asas e um par de halteres. As características da sua família incluem um corpo esguio e pernas longas. As fémeas da maior parte dos mosquitos alimentam-se de sangue dos animais antes de pôr os ovos. O tamanho varia mas é raramente maior que 15 mm. O peso dos mosquitos é apenas de 2 a 2.5 miligramas. Eles conseguem voar de 1.5 a 2.5 km/h. Os mosquitos existem desde há 170 milhões de anos (Jurássico médio). Há cerca de 2.700 espécies de mosquitos, organizadas em cerca de 35 géneros. Muitas destas espécies são vectores na transmissão de doenças mortais para o homem, como por exemplo:
- Anopheles - vector da malária
- Aedes
  - Aedes aegypti - vector do dengue e febre amarela
  - Aedes albopictus - vector do dengue e de vários tipos de encefalite equina
- Culex-vector de vários vírus de encefalite como o do Nilo ocidental.
- Haemagogus - vector da febre amarela
- Phlebotomus e Lutzomya-vectores da Leishmaníase Categoria:Insectos ja:カ ms:Nyamuk Categoria:Temp

Tênia

|

Crustáceo

|----- | align="center" | 250px |----- | Subfilo: || Crustacea |{{| \|Remipedia
Cephalocarida
Branchiopoda - pulga da água, Artemia
Ostracoda
Maxillopoda
Cirripedia - cracas
Malacostraca - lagostas, caranguejos, etc. |{{{{

Rizocéfalo

Rhizocephala é um grupo de crustáceos da classe Cirripedia (à qual pertencem os percebes e as cracas), que são parasitas de outros crustáceos, como os camarões e os caranguejos. Por esta razão, estes animais possuem adaptações que não permitem, à primeira vista, associá-los aos restantes crustáceos; de facto, é difícil sequer identificá-los como um ser vivo separado do seu hospedeiro. Um rizocéfalo (das palavras gregas que significam “raiz” e “cabeça”) adulto não têm apêndices, nem o corpo segmentado e perdeu todos os órgãos internos, com excepção das gónadas e resíduos do sistema nervoso. Um náuplio fêmea tem a sua primeira metamorfose assim que se agarra a um hospedeiro, ramificando-se principalmente à volta do seu sistema digestivo. O rizocéfalo produz um órgão em forma de saco, o externa, que contém os ovários, que só se tornam activos quando um náuplio-macho se funde com este órgão. Os ovos são de dois tipos: ovos grandes que produzem náuplios-machos e ovos pequenos que produzem fêmeas. O hospedeiro cuida do externa do parasita como se fosse o seu próprio e não sofre mais mudas, nem produz os seus próprios ovos. categoria:Crustáceos

Plasmídio

O plasmídio é um elemento genético independente encontrado em bactérias. Utilizado para receber um inserto (DNA) para clonagem em engenharia genética. A maioria das bactérias conhecidas transporta moléculas de DNA circulares, covalentemente ligadas, independentes do cromossomo bacteriano , denominadas plasmídios. Uma bactéria pode transportar de um a vários plasmídios diferentes, como não transportar nenhum. Os plasmídios não causam danos às suas células hospedeiras e nem apresentam formas extracelulares como acontece com o DNA de origem viral proveniente de bacteriófagos. Muitas das características adicionais condicionadas por genes plasmidianos contribuem para a adaptabilidade da bactéria, representando vantagens adaptativas em condições ambientais especiais ou inóspitas, como a presença de uma fonte de carbono incomum ou presença de antibióticos no meio. As bactérias não constroem seus próprios plasmídios, mas os adquirem através do fenômeno da conjugação bacteriana, na qual uma bactéria transportando um plasmídio o transfere para uma outra bactéria, mantendo para si uma cópia deste. Quando uma bactéria adquire um plasmídio esta passa a expressar as características codificadas pelos genes plasmidianos. Categoria:Engenharia genética

Malária

Malária ou Paludismo, entre outras designações é uma doença infecciosa aguda ou crônica causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles. A malária mata 2 milhões de pessoas por ano, uma taxa só comparável à da SIDA/AIDS, e afecta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical, e uma das mais frequentes causas de morte em crianças nesses países (mata um milhão de crianças com menos de 5 anos a cada ano). Segundo a OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.

Plasmodium

O plasmódio é um protozoário, ou seja um ser unicelular, eucariota como as células humanas. Quatro espécies podem produzir a infecção: #Plasmodium falciparum: causa a forma de malária mais grave, a malária maligna (terçã). Tem o mais rápido ciclo de vida. Ataca tanto as hemácias jovens quanto as maduras. Responsável por 80% dos casos clinicamente significativos e 90% das mortes. #Plasmodium vivax: Ataca apenas eritrócitos jovens, especialmente reticulócitos. Causa doença crónica, a malária benigna terçã. Pode ficar dormente durante muitos anos e depois reaparecer, devido à reativação de uma de suas formas parasitárias, os hipnozoítos. #Plasmodium malariae: Ataca apenas os glóbulos vermelhos mais maduros. Causa malária benigna quartã, crónica. #Plasmodium ovale: É comum apenas na África e, raramente, no Pacífico Ocidental e na América do Sul. É rara no Brasil. Ataca apenas eritrócitos jovens causando doença crónica, a malária benigna terçã ovale. Pode ficar dormente durante muitos anos e depois reaparecer. O ciclo de vida do plasmódio é complexo. Esporozóitos são formas que existem nas glândulas salivares do mosquito Anopheles, sendo injectadas no sangue da vítima humana. Daí, os esporozoítos invadem o fígado, onde, na forma gigante multinucleada de esquizontes, se reproduzem assexuadamente, gerando merozóitos - as formas invasoras dos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos). Invadem estas células por receptores diferentes para cada espécie, donde se explica a sua preferência por subpopulações de eritrócitos. Dentro do eritrócito, o plasmódio não é detectado pelo sistema imunitário, cessando as manifestações clínicas. No eritrócito, o plasmódio divide-se assexuadamente até que, devido ao número excessivo de merozoítos, o eritrócito rebenta. Nessa altura volta a haver febre e outros sintomas, porque os merozoítos e as substâncias químicas por eles produzidas dentro do eritrócito são dispersas na corrente sanguínea e identificadas pelos leucócitos. Estes produzem citocinas (espécie de hormonas) quando identificam os invasores. Febre violenta, tremores, mal-estar, dores, são alguns dos efeitos da estimulação no cérebro pela citocina IL-1 (a temperatura alta é produzida pelos tremores musculares e causa mal-estar, mas inibe a multiplicação de microorganismos, que preferem 37ºC). Esses merozoítos invadem então novas hemácias, multiplicando-se cada vez mais a cada ciclo. Alguns transformam-se em gametontes que são sugados, juntamente com o sangue, por outros mosquitos. Os gametontes masculino e feminino fundem-se no corpo do mosquito, dando origem a um zigoto, que se multiplica em novos esporozoítos, que migram para as glândulas salivares do insectos hospedeiros. Esta fase de reprodução sexual permite uma maior variabilidade genética, o que explica por que um indivíduo afectado não desenvolve sempre resistência eficaz a outras estirpes. O parasita produz e secreta proteínas que são expressas na membrana celular do eritrócito infectado e que se ligam a outras proteínas produzidas pelo endotélio dos vasos sanguíneos. Assim o eritrócito hospedeiro acopla à parede do vaso, evitando a passagem pelo baço, um centro importante da filtração imunológica do sangue, onde muitos eritrócitos infectados são destruídos. A propensão dos eritrócitos infectados de se concentrarem nos vãos pode levar à oclusão dos pequenos vasos, com hemorragias e enfartes, especialmente na malária causada por P. falciparum. Estas proteínas não são úteis para a formação de anticorpos específicos, porque o parasita possui genes para mais de 50 variedades com a mesma função, a quando os anticorpos contra essas proteínas começam a ser produzidos já a maior parte dos parasitas está a usar outra variedade.

Transmissão

anticorpo A malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. A transmissão geralmente ocorre em regiões rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas urbanas, principalmente em suas periferias. Em cidades situadas em locais cuja altitude seja superior a 1500 metros, no entanto, o risco de aquisição de malária é pequeno. Os mosquitos têm maior atividade durante o período da noite, do crepúsculo ao amanhecer. Contaminam-se ao picar os portadores da doença, tornando-se o principal vetor de transmissão desta para outras pessoas. O risco maior de aquisição de malária é no interior das habitações, embora a transmissão também possa ocorrer ao ar livre. O mosquito da malária só sobrevive com temperaturas mínimas maiores que 15ºC, e só atinge número suficente de indivíduos para a transmissão da doença em regiões com temperaturas de cerca de 20-30ºC no mínimo, e umidade alta. Só os mosquitos fêmeas picam o homem e alimentam-se de sangue. Os machos vivem de sucos de plantas. As larvas se desenvolvem em águas paradas, e a prevalência máxima ocorre durante as estações com chuva abundante.

Progressão e sintomas

A malária causada por P.falciparum caracteriza-se inicialmente por sintomas inespecíficos, como dores de cabeça, fatiga, febre e náuseas. Estes sintomas podem durar vários dias (seis para P.falciparum, várias semanas para as outras espécies). Mais tarde caracterizam-se por acessos periódicos de calafrios e febre intensos que coincidem com a destruição maciça de hemácias e com a descarga de substâncias imunogénicas tóxicas na corrente sangüínea ao fim de cada ciclo reprodutivo do parasita. Estas crises paroxísticas, mais frequentes ao cair da tarde, iniciam-se com subida da temperatura até 39-40ºC. São seguidas de palidez da pele e tremores violentos durante cerca de 15 minutos a uma hora. Depois cessam os tremores e seguem-se duas a seis horas de febre a 41ºC, terminando em vermelhidão da pele e suores abundantes. O doente sente-se perfeitamente bem depois e até à crise seguinte, dois a três dias depois. Se a infecção for de P. falciparum, denominada malária maligna, pode haver sintomas adicionais mais graves como: choque circulatório, Síncopes (desmaios), convulsões, delírios e crises vaso-oclusivas. A morte pode ocorrer a cada crise de malária maligna. Pode também ocorrer a chamada malária cerebral: a oclusão de vasos sanguíneos no cérebro pelos eritrócitos infectados causa défices mentais e coma seguidos de morte (ou défice mental irreversível). Danos renais e hepáticos graves ocorrem pelas mesmas razões. As formas causadas pelas outras espécies ("benignas") são geralmente apenas debilitantes, ocorrendo raramente a morte. Os intervalos entre as crises paroxísticas são diferentes consoante a espécie. Para as espécies de P. falciparum, P. ovale e P. vivax, o ciclo da invasão de hemácias por uma geração, multiplicação interna na célula, lise (rebentamento da hemácia) e invasão pela nova geração de mais hemácias dura 48 horas. Normalmente há acessos de febre violenta e tremores no dia 1, e passados 48 horas já no dia 3, etc, sendo classificada de malária ternária. A infecção pelo P. malariae tem ciclos de 72 horas, dando-se no dia 1, depois no dia 4, etc, constituindo a malária quaternária. A detecção precoce de malária quaternária é importante porque este tipo não pode ser devido a P. falciparum, sendo, portanto, menos perigoso. Sintomas crónicos incluem a anemia, cansaço, debilitação com redução da capacidade de trabalho e da inteligência funcional, hemorragias e infartos de incidência muito aumentada, como infarto do miócardio e AVCs (especialmente com P. falciparum). Se não diagnosticada e tratada, a malária maligna causada pelo P. falciparum pode evoluir rapidamente, resultando em morte. A malária "benigna" das outras espécies resulta em debilitação crónica mas mais raramente em morte.

Epidemiologia

É uma das doenças mais importantes para a humanidade, devido ao seu impacto e custos, e constitui um fardo extremamente pesado para as populações dos países atingidos, principalmente em África, incomparável aos custos sociais de qualquer doença ocidental. A malária existe potencialmente em todas as regiões onde existem humanos e mosquitos Anopheles em quantidade suficiente, o que inclui todas as regiões tropicais de todos os continentes e muitas regiões subtropicais. Hoje em dia, a África é particularmente atingida, estando poupadas apenas o Norte e a África do Sul. Na América existe em toda a região central (México e países do istmo) e norte da América do Sul, incluindo mais de metade do território do Brasil (todo o Nordeste e Amazónia) e ainda nas Caraíbas (não existe no Sul incluindo Sul do Brasil). Na Ásia está presente em todo o subcontinente indiano, Médio Oriente, Irão, Ásia central, Sudeste asiático, Indonésia, Filipinas e sul da China. A malária já existiu mas foi erradicada no século XX da região mediterrânea, incluindo Sul da Europa: Portugal, Espanha, Itália, sul da França e Grécia; e no Sul e Oeste dos EUA. Ao todo, vivem quase 3 mil milhões de pessoas em regiões endémicas (ou seja, metade da humanidade) em mais de 100 países. Há, todos os anos, 300 a 500 milhões de casos da malária, dos quais mais de 90% em África, a maioria com resolução satisfatória, mas resultando em enfraquecimento e perda de dias de trabalho significativos. Ela mata, contudo, cerca de 2 milhões de pessoas em cada ano, cerca de um milhão das quais são crianças com menos de 5 anos. Na Europa e, mais especificamente, em Portugal, os casos são muito menos graves, havendo apenas alguns milhares. A grande maioria dos casos, e provavelmente a sua totalidade, são importados de pessoas que visitaram países tropicais.

Prevenção

EUA A melhor medida é a erradicação do mosquito Anopheles. Ultimamente, o uso de insecticidas potentes mas tóxicos, proibidos no ocidente, tem aumentado porque os riscos da malária são muito superiores aos do insecticida. O uso de redes contra mosquitos é eficaz na protecção durante o sono, quando ocorre a grande maioria das infecções. Os cremes repelentes de insectos também são eficazes, mas mais caros que as redes. A roupa deve cobrir a pele nua o mais completamente possível de dia. O mosquito não tem tanta tendência para picar a cara ou as mãos, onde os vasos sanguíneos são menos acessíveis, quanto as pernas, os braços ou o pescoço. A drenagem de pântanos e outras águas paradas é uma medida de saúde pública eficaz.

Dignóstico

São recolhidas amostras de sangue. Os parasitas são observados no interior dos glóbulos sanguíneos, e a sua conformação e número permite determinar a espécie.

Tratamento

repelentes de insectos A malária maligna, causada pelo P.falciparum é uma emergência médica. As outras malárias são doenças crónicas. O tratamento farmacológico da malária baseia-se na susceptibilidade do parasita aos radicais livres e substâncias oxidantes, morrendo em concentrações destes agentes inferiores às mortais para as células humanas. Os fármacos usados aumentam essas concentrações. A quinina (ou o seu isómero quinidina), um medicamento antigamente extraído da casca da Cinchona, é ainda usada no seu tratamento. No entanto, a maioria dos parasitas já é resistente às suas acções. Foi suplantada por drogas sintéticas mais eficientes, como quinacrina, cloroquina, e primaquina. É frequente serem usados cocktails (misturas) de vários destes fármacos, pois há parasitas resistentes a qualquer um deles por si só. A resistência torna a cura difícil e cara. Ultimamente a artemisinina, extraída de uma planta chinesa, tem dado resultados encorajadores. Ela produz radicais livres em contacto com ferro, que existe especialmente na hemoglobina no interior das hemácias, onde se reproduz o parasita. É extremamente eficaz em destruí-lo, causando efeitos adversos mínimos. No entanto, as quantidades produzidas hoje são insuficientes. No futuro, a cultura da planta artemisina na África poderá reduzir substancialmente os custos. É o único fármaco antimalárico para o qual ainda não existem casos descritos de resistência. Algumas vacinas estão em desenvolvimento.

Efeitos genéticos nas populações afectadas

A anemia falciforme é uma doença genética recessiva (os dois alelos do gene em causa têm de estar mutados) que ocorre nas mesma regiões de alta incidência de malária. No entanto os portadores da deficiência (com apenas um alelo mutado e o outro normal), têm altas taxas de sobrevivência à malária, sendo parcialmente resistentes a ela. Outros portadores de doenças genéticas, como algumas talassémias, ou deficiências no gene da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase, existentes no Mediterrâneo também poderão ser o produto de selecção natural positiva dos portadores devido a maior resistência ao parasita. Algumas dessas mutações aumentam os radicais livres nas hemácias, aos quais o parasita é susceptível.

História

Os seres humanos são afectados pela malária desde há 50 000 anos. O baixo número anterior de casos em humanos, se em comparação com os elevados índices em outros animais, implicava que os mosquitos que se alimentam dos outros animais fossem muito mais frequentes que o Anopheles, que tem predilecção pelos humanos. Só com o início da agricultura, há 10 000 anos (em algumas regiões, mas noutras só há 5000 anos) e com o crescimento populacional e destruição dos ambientes naturais desses outros animais e seus mosquitos, é que as populações de Anopheles explodiram em número, iniciando-se a verdadeira epidemia de malária que existe hoje. A malária foi uma das doenças que mais atingiram o Império romano e a sua base populacional e económica, levando à sua queda. Em Portugal houve até ao início do século XX alguma malária transmitida por Anopheles que se multiplicavam em pântanos. No entanto, nunca houve uma situação catastrófica como a actual em África, porque o clima frio nunca permitiu a multiplicação de suficiente número de mosquitos. A drenagem dos pântanos, como as ordenadas pelo Rei Dom Dinis, reduziram certamente a incidência da doença. Hoje não há malária transmitida em Portugal. O último caso autóctone foi em 1962, tendo no fim do século XIX afectado principalmente o Ribatejo, Alentejo e Trás-os-Montes, com algumas dezenas de casos anuais causados por P. falciparum ou P. vivax, transmitidos pelo Anopheles maculipenis, que prefere o gado ao Homem. A malária foi uma das principais razões da lenta penetração dos portugueses e outros europeus no interior da África aquando da época colonial. Mesmo no caso dos portugueses, que devido à sua maior propensão para casar com nativas, rapidamente desenvolveram descendência parcialmente resistente, as colónias de Angola e Moçambique continuaram por muitos anos a situar-se na mais fresca e salubre costa. Na América do Sul, os nativos (índios) dos Andes e outros tinham desde tempos imemoriais usado a casca da árvore da Cinchona para tratar a malária, assim como os Chineses já usavam a planta Artemísia (uma "nova" droga antimalárica revolucionária "descoberta" só recentemente). Em 1640 o espanhol Huan del Vego usou a tintura da casca da cinchona para tratar com sucesso a malária. No entanto, só em 1820 os franceses Pierre Pelletier e Joseph Caventou extraíram com sucesso a quinina, o princípio activo antimalárico, da tintura. Foi o italiano Giovanni Maria Lancisi que, em 1717, notando que eram os habitantes dos pântanos os que mais sofriam da doença, renomeou o Paludismo de Malária, significando maus ares. Só com o desenvolvimento da quinina (hoje a resistência do parasita é quase universal devido ao mau uso), o primeiro fármaco antimalárico, puderam os europeus sobreviver em grande número no interior africano, dando finalmente origem, no fim do século XIX, à corrida pelas colónias africanas e partição do continente entre Portugal, Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Itália e Espanha. O causador da Malária, o Plasmodium, foi descoberto pelo médico do Exército Francês, Charles Louis Alphonse Laveran, trabalhando na Argélia, que recebeu o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina pelo seu trabalho, em 1907. A existência de malária e outras doenças debilitantes como aDoença do sono é, segundo muitos especialistas, a razão do não desenvolvimento de muitas civilizações (houve ainda assim algumas) proeminentes na África a sul do Saara. A África, como berço da humanidade, é também o berço de quase todos os parasitas e doenças infecciosas humanas, muitas das quais não existem em mais nenhum lado. O custo económico e social da malária e outras doenças africanas é inimaginável para um ocidental ou mesmo um americano ou asiático da região tropical. Com o desenvolvimento futuro (hoje ainda é um flagelo) de medicamentos e terapias eficazes contra a Malária bem como outras doenças, incluindo a SIDA/AIDS, espera-se que o progresso económico e social dos africanos seja grandemente acelerado.

Outras designações


- Carneirada
- Paludismo: nome antigo
- Batedeira
- Febre palustre
- Febre intermitente
- Febre terçã benigna ou febre terçã maligna ou febre quartã
- Impaludismo
- Maleita
- Maligna
- Malina
- Perniciosa
- Sezão ou sezões
- Sezonismo
- Tremedeira


- Plasmodium


- [http://www.sucen.sp.gov.br/doencas/malaria/texto_malaria_pro.htm DUTRA, Araripe Pacheco. Malária: Informações para Profissionais de Saúde. SUCEM – Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo]
- [http://www.hemonline.com.br/malaria.htm MALÁRIA - Aspectos Clínicos e Epidemiológicos]
- [http://dtr2001.saude.gov.br/svs/epi/malaria/malaria0.htm Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária (PNCM). Ministério da Saúde – Brasil] categoria:Doenças categoria:Parasitoses ja:マラリア ko:말라리아 ms:Malaria simple:Malaria

Sexo

No âmbito da biologia, os membros da maior parte das espécies de seres vivos do domínio Eucariota estão divididos em duas ou mais categorias chamadas de sexos. Estas categorias se refe