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| São Pedro |
São Pedro
O nome de São Pedro, Apóstolo
São Pedro (segundo a tradição teria morrido em 67 d.C.) foi um dos doze Apóstolos de Jesus Cristo, como está escrito no Novo Testamento e, mais especificamente, nos quatro Evangelhos. O seu nome original não era Pedro, mas sim Simão. Nos livros dos "Actos dos Apóstolos" e na "Segunda Epístola de Pedro", aparece ainda uma variante grega do seu nome original: Simeão. Cristo apelidou-o de Petros - Pedro, nome grego, masculino, derivado da palavra "petra", que significa "Pedra" ou "rocha". O Apóstolo São Paulo designava-o pelo nome de Cephas, Kephas, Kepha ou Cefas que em aramaico significa o mesmo - note-se, aliás, que, provavelmente, Cristo falava principalmente aramaico, logo terá sido essa a designação dada a Simão (e não a versão grega que ficou para a posteridade).
Dados biográficos
aramaicoAntes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão Pedro era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Segundo o relato no Evangelho de São Lucas 5:1-11, Pedro terá conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem. No final da pregação, Jesus disse a Simão Pedro que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro diz-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prosta-se perante Jesus e diz para que se afaste dele, já que é um pecador. Jesus encoraja-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens".
De acordo com os Evangelhos, Simão foi o primeiro dos discípulos a professar a fé de que Jesus era o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro - a pedra basilar da nova crença. Encontramos o relato do evento no Evangelho de São Mateus 16:13-23: Jesus terá perguntado aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?"; ao que Pedro respondeu "És o Cristo, Filho de Deus vivo". Jesus ter-lhe-á dito, então: "Simão, filho de Jonas, és um homem abençoado! Pois isso não te foi revelado por nenhum homem, mas pelo meu Pai, que está no céu. Por isso te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder da morte não poderá mais vencê-la. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu, e o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado no céu". É por esta razão que São Pedro é, geralmente representado com chaves na mão e a tradição apresenta-o como porteiro do Paraíso.
Os evangelhos referem-no muitas vezes (mais que a qualquer outro dos discípulos). Conta-se no Evangelho de São Mateus 26:30-35 que Jesus, no Monte das Oliveiras, antes de ser preso, nessa noite, revelou que os seus discípulos seriam dispersados, abandonando-o. Pedro assegura que nunca o abandonaria. Jesus declara-lhe: "Garanto-te que esta noite, antes que o galo cante, me negarás três vezes". Pedro insiste na sua fidelidade. Mais tarde, segundo o mesmo Evangelho, 26:69-75, Pedro, que observava de longe o julgamento de Jesus no átrio do sumo sacerdote Caifás, ao ser apontado como um dos seguidores de Cristo por várias pessoas, nega Cristo por três vezes, tal como fora predicto. Quando o galo canta, Pedro lembra-se do que lhe fora profetizado por Jesus e chora de arrependimento.
Caifás
No capítulo 21 do Evangelho de São João, é relatado que Cristo, ressuscitado, depois de perguntar repetidas vezes a Pedro se este o ama, lhe diz: "Cuida da minhas ovelhas. Em verdade te digo: quando eras mais novo, cingias o cinto e ias para onde querias. Quando fores mais velho, estenderás as mãos e será outro a cingir-te o cinto, levando-te para onde não queres.", o que indica que terá sido martirizado pela crucificação. Clemente de Roma, cerca de 95 d. C., refere que terá morrido durante o reinado de Nero. A tradição conta que, sendo o primeiro bispo de Roma, e de acordo com a personalidade vacilante que já aparece nos evangelhos, Pedro, ao decidir fugir de Roma, onde os cristãos eram perseguidos e executados na arena, encontra Jesus Cristo (na forma de uma criança, segundo o romance de Henryk Sienkiewicz, "Quo Vadis?"). Ao perguntar a Jesus "onde vais, Senhor?" ("Quo Vadis, Domine?"), este responde-lhe que vai para Roma, para ser martirizado com as suas ovelhas que foram abandonadas. Pedro, arrependido, volta para Roma e entrega-se às autoridades que o crucificam. Diz a tradição que exigiu que fosse crucificado de pernas para o ar, já que não se considerava digno de morrer da mesma forma que Cristo.
Os seus textos
O Novo testamento inclui duas epístolas (cartas) cuja autoria é atribuída a Pedro: A "Primeira epístola de São Pedro e a Segunda epístola de São Pedro.
Alguns académicos duvidam que Pedro tivesse conhecimentos de grego tão aprofundados que lhe permitissem escrever as cartas com aquele estilo e qualidade linguística (o que, em termos de pura fé, seria perfeitamente normal já que durante o Pentecostes, como é referido nos "Actos dos Apóstolos", o Espírito Santo teria dado aos apóstolos a faculdade de "falar línguas"). Entretanto há quem opine que terão sido escritas por um secretário ("amanuensis"), enquanto outros dizem que terá sido um seu discípulo, após a sua morte.
São Pedro, segundo o catolicismo
Na tradição tardia, católica, Pedro é referido como o primeiro bispo de Antioquia e, mais tarde, bispo de Roma. A religião católica defende a primazia do Papa - ou seja, do Bispo de Roma, como sumo pontífice da Igreja Católica, de acordo com a interpretação das palavras de Jesus que referem Pedro como sendo a pedra sobre a qual construiria a sua Igreja. Ou seja: Pedro - e, por extensão, o bispo de Roma - seria o primeiro líder espiritual da Igreja. Os bispos de Roma que o sucedessem seriam os papas seguintes. Foi seguido por São Lino (67-76 d. C.).
Links externos (em inglês)
- [http://www.biblegateway.com/cgi-bin/bible?language=english&version=NIV&passage=1pe Read First Peter at Biblegateway]
- [http://www.biblegateway.com/cgi-bin/bible?language=english&version=NIV&passage=2pe Read Second Peter at Biblegateway]
categoria:Santos
categoria:Mártires
categoria:Apóstolos
categoria:Século I
ja:ペトロ
ko:페트루스
67S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo I - S%C3%A9culo I - S%C3%A9culo II)
D%C3%A9cadas: 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110
Anos: 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72
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Eventos
- É eleito São Lino, 2º papa, que sucedeu São Pedro.
Nascimentos
Falecimentos
- 29 de Junho - São Pedro, discípulo de Jesus e 1º papa.
Categoria:Anos do s%C3%A9culo I
ko:67년
Apóstolo
Os Apóstolos Cristãos foram homens judeus que foram "enviados" (como indicado pela palavra grega apostolos), por Jesus para pregar o Cristianismo, inicialmente apenas aos Judeus e depois também aos Gentios, em todo o mundo.
"Ele chamou para si os seus discípulos, e deles escolheu doze, a quem ele chamou de apóstolos." — Evangelho de Lucas vi. 13.
Intuito missionário
O Cristianismo, ao contrário do Judaísmo de onde tem origem, tem por intenção missionar o maior número possível de pessoas. O Judaísmo é uma religião que se caracteriza por um conjunto de regras de comportamento, algumas das quais são vistas como pouco convenientes para a sua aceitação pelos outros povos (nomeadamente a circuncisão e as regras de alimentação). Por outro lado, o monoteísmo é apelativo para os povos politeístas (ver David Hume#Sociologia da Religião de Hume).
Tanto a religião Judaica como a Cristã eram monoteístas e apelativas para muitos dos Romanos, politeístas. Mas enquanto que os Judeus mantiveram as suas tradições religiosas, os Cristãos, inicialmente uma pequena seita do Judaísmo, dispuseram-se a acabar com essas tradições para em contrapartida se tornarem mais apelativos aos gentios. Os apóstolos, tiveram neste contexto um papel fundamental.
Os apóstolos, incluindo Paulo de Tarso, um homem que não conheceu Jesus pessoalmente mas que também é considerado um apóstolo, foram aqueles que decidiram "simplificar" as regras, para facilitar a entrada dos povos gentios nesta religião nascente.
O sucesso da estratégia incutida ao Cristianismo pelos Apóstolos é evidente. Enquanto que o Judaísmo permaneceu uma religião monoteísta transmitida de geração em geração ao seu povo original, o Cristianismo foi adoptado por outros povos (o Império Romano teve um importante papel na sua divulgação) e cresceu para influenciar a história e cultura da Europa desde então.
- Cristianismo
- Bíblia
Ligações externas
- [http://www.bibliacatolica.com.br Bíblia Católica «On Line»] Bíblia em várias línguas, incluindo português, grego e latim.
Categoria:Cristianismo
ja:使徒
ko:사도
Jesus CristoJesus Cristo é como os cristãos se referem a Jesus Nazareno. Deve-se notar que a expressão implica atribuir o caráter de Cristo, ou "Ungido", à figura histórica de Jesus.
O conteúdo relacionado está também dividido nas seguintes páginas:
- Jesus explora os caracteres histórico-biográficos desta figura, e explana a visão de religiões não-cristãs sobre ela;
- Cristo discorre sobre as diversas características atribuídas pelo Cristianismo a Jesus, desde pontos razoavelmente consensuais até opiniões que foram tidas como heréticas ou que, após o advento da liberdade de crença, desencadearam o surgimento de novas seitas, cultos ou denominações religiosas.
- Cristianismo examina as opiniões desta religião a respeito dos demais assuntos, sua(s) teologia(s) (stricto sensu), moral(is) e ética(s). Aborda também a história da crença nos seus dois milênios.
categoria:Divindades, espíritos, seres míticos
Categoria:Cristianismo
Evangelho
Evangelho é uma mensagem, geralmente de conteúdo religioso, ou o livro que contém tal mensagem.
A expressão surgiu com o cristianismo e significava boas novas, ou boas notícias, uma referência à mensagem cristã. Desde Justino no ano 150 começou a ser dado o nome de evangelhos aos livros que contivessem a mensagem do evangelho, ou mais genericamente, narrassem qualquer parte a vida de Jesus Cristo ou elencassem seus ensinamentos.
No mundo atual a palavra é usada indistintamente se referindo a qualquer mensagem religiosa ou que seja pregada como solução completa para algum problema, como por exemplo, o evangelho dos usuários de Macintosh, computador pessoal fabricado pela Apple.
Os evangelhos são um gênero único na literatura universal. Não são meros relatos, mas também um convite à adesão ao cristianismo. Sua primeira intenção não é o biográfica. Apresentam a Cristo como messias, filho de Deus e salvador da humanidade. Contêem coleções de discursos, de parábolas, relatos como o da paixão de Cristo e sua ressurreição.
Mateus, Marcos, Lucas e João são os únicos evangelhos que a Igreja Católica admitiu como legítimos e hoje integram o Novo Testamento da Bíblia, sendo também os únicos aceitos pelos evangélicos. Importante destacar porém, que a Igreja católica assumiu para dentro de si inúmeros aspectos dos evangelhos e da Bíblia Sagrada que são pelas escrituras altamente condenáveis, caindo então em contradição. O aspecto da humildade contrasta com a suntuosidade dos palácios romanos. As demais igrejas cristãs só aceitam os quatro evangelhos como inspirados e fazendo parte do Canon e as igrejas protestantes tem na Bíblia Sagrada e nos evangelhos sua única regra de fé e de prática.
Centenas de outros evangelhos foram escritos na antigüidade.
Entre os manuscritos encontrados no Mar Morto, conhecidos como biblioteca de Nag Hammadi, figuram os evangelhos atribuídos a apóstolos de Cristo: o evangelho de Tomé, o evangelho de Filipe, o evangelho de Pedro e o evangelho de Judas. Contém também o evangelho de Maria.
Evangelhos contemporâneos
Nos dias atuais ainda são escritos evagelhos ou releituras deles, como O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Operação Cavalo de Tróia ou o recente best-seller O Código da Vinci.
Ligações Externas
- [http://dubitando.no.sapo.pt/NT.htm O Novo Testamento em Grego - Texto Comparativo]
- [http://dubitando.no.sapo.pt/sinopse-dos-4-evangelhos.htm Tabela sinóptica dos quatro Evangelhos]
- [http://dubitando.no.sapo.pt/concordancia-dos-4-evangelhos.htm Concordância (ou harmonia) dos quatro Evangelhos]
- [http://dubitando.no.sapo.pt/quattuor-evangeliorum-consonantia.htm Concordância (ou harmonia) dos quatro Evangelhos, em latim]
- [http://www.vatican.va/archive/bible/nova_vulgata/documents/nova-vulgata_index_lt.html Nova Vulgata Latina]
- [http://www.awmach.org Bíblia em várias línguas, incluindo português, grego e latim]
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categoria:Cristianismo
ja:福音
ko:복음서
Actos dos Apóstolos
Os Atos dos Apóstolos são o livro do Novo Testamento que narra a história dos primeiros cristãos. É atribuído a São Lucas, tendo sido escrito como o segundo volume de uma obra com duas partes, da qual a primeira é o Evangelho de Lucas.
categoria:Atos dos Apóstolos
ja:使徒行伝
ko:사도행전
Língua gregaA língua grega é um idioma indo-europeu com mais de três mil anos de história documentada. Língua dos poemas homéricos, o grego antigo, em suas várias formas, foi usado na antiguidade clássica, no início da doutrinação cristã e em muitas regiões do Império Romano, seguindo a expansão da cultura helênica promovida pelas conquistas de Alexandre Magno. Devido a grande influência na língua latina, o grego é origem de muitas palavras e afixos do Português e de outras linguas latinas. O alfabeto grego originou o alfabeto latino.
O grego moderno, língua oficial da Grécia que difere de muitas formas do grego antigo, possui atualmente 12 milhões de falantes.
-ista é um sufixo, que vem do grego, e se anexa a uma palavra pra dar o significado de um fazedor dessa coisa. exemplos:
- Latim - Latinista
- Esperanto - Esperantista
- Ciência - Cientista
esse sufixo aparece nas línguas latinas.
Traduções
- Inglês - -ist
- francês - -iste
- espanhol - -ista
- esperanto - -isto
- italiano - -ista
- português - -ista
Sistema de escrita
ver Alfabeto grego
- [http://www.kypros.org/cgi-bin/lexicon Dicionário Grego-Inglês Inglês-Grego]
- [http://www.lorem-ipsum.info/_greek Textos tipográficos gregos gerados ao acaso]
- [http://www.xanthi.ilsp.gr/filog/ Programa para aprendizagem de Grego Moderno online (em inglês)]
Grego
categoria:Grécia
categoria:Chipre
als:Griechische Sprache
ja:ギリシア語
ko:그리스어
ms:Bahasa Greek
simple:Greek language
th:ภาษากรีก
Paulo de Tarso
Paulo de Tarso (nome original - Saulo de Tarso) ou São Paulo, o apóstolo, (cerca de 3 – c. 66) é considerado por muitos cristãos como o mais importante discípulo de Jesus e, depois de Jesus, a figura mais importante no desenvolvimento do Cristianismo nascente. Paulo de Tarso é um apóstolo diferente dos demais. Primeiro porque ao contrário dos outros, Paulo não conheceu Jesus pessoalmente. Por outro lado, Paulo era um homem culto, frequentou uma escola em Jerusalém, tinha feito uma carreira no Templo (era Fariseu), onde foi sacerdote. Destaca-se dos outros apóstolos pela sua cultura. A maioria dos outros apóstolos eram pescadores, analfabetos.
A língua materna de Paulo era o grego. É provavel que também dominasse o aramaico.
Educado em duas culturas (grega e judaica), Paulo fez muito pela difusão do Cristianismo entre os gentios e é considerado uma das principais fontes da doutrina da Igreja. As suas Epístolas formam uma secção fundamental do Novo Testamento. Alguns afirmam que ele foi quem verdadeiramente transformou o cristianismo numa nova religião, e não mais uma seita do Judaísmo.
Foi a mas destacada figura cristã a favorecer a abolição da necessidade da circuncisão e dos estritos hábitos alimentares tradicionais judaicos. Esta opção teve a princípio a oposição de outros líderes cristãos, mas, em consequência desta revolução, a adopção do cristianismo pelos povos gentios tornou-se mais viável, ao passo que os Judeus mais conservadores, muitos deles vivendo na Europa, permaneceram fiéis à sua tradição, que não tem um móbil missionário.
Paulo de Tarso foi noivo de Abigail, a irmã de Estevão, morto por suas perseguições antes de sua conversão, tal parentesco era desconhecido de Paulo.
Biografia
Infância
Paulo nasceu em Tarso, na Cilícia, que actualmente pertence à Turquia, numa família judaica da Diáspora (na altura já havia uma diáspora de judeus que viviam espalhados pelo mundo, sobretudo na Pérsia, mas também em torno do mediterrâneo, em Alexandria e no norte de África, na Turquia, Grécia e outras partes do Império Romano, incluindo a actual Espanha). Nasceu numa data deconhecida mas "sem dúvida antes do ano 10 da nossa era" (Étienne Trocme). Seu pai, que em circunstâncias que se desconhece adquiriu a cidadania romana mas que mantinha a fé judaica, educou-o na tradição judaica. Como era tradicional nas famílias judaicas na diáspora, a criança recebeu dois nomes: um bíblico (Saulo) e o outro romano (Paulo). Como ele próprio diz, foi circuncisado ao oitavo dia e mantém-se sempre na lei mosaica. Diz-se mesmo um Fariseu.
A sua formação primária foi feita numa escola de cultura grega, como atestam as suas cartas. Mas ele afirma também que recebeu também o ensino por parte de rabinos.
Jerusalém
Em determinada altura Paulo deverá ter ido viver para Jerusalém. As actas dos apóstolos afirmam que ele foi aluno do rabino Gamaliel em Jerusalém. Não há dúvida de que passou uma parte importante da juventude em Jerusalém.
Foi em Jerusalém que Paulo participou no apedrejamento daquele que ficaria conhecido como Santo Estêvão, um líder do grupo mais radical dos seguidores de Jesus, que é formado por Gregos. Este é o chamado grupo dos helenistas. Paulo foi um perseguidor destes helenistas, núcleo de cristãos de cultura grega que procuravam difundir a nova fé entre os judeus de cultura grega em Jerusalém.
O argumento de Paulo na sua perseguição aos helenistas era a defesa da "tradição dos pais" e da lei mosaica, que ele via como ameaçada pelos helenistas. Alguns autores chegam mesmo a colocar a hipótese de Paulo ter sido um zelote, dado o seu fervor religioso. Também o facto de sua vida ter sido colocada em perigo após ter tomado partido pelos cristãos leva Étienne Trocmé a dizer que isso "corresponde bem ao pouco que sabemos sobre a organização do partido zelote".
Missão de Damasco
Saulo este ferveroso defensor da tradição judaica (e por isso talvez mesmo um zelote) foi enviado a Damasco para fazer face à agitação dos "helenistas, que contestavam o Templo e anunciavam a sua destruição (Atos).
Será durante esta missão a Damasco que Saulo vai tomar o partido da seita que perseguia anteriormente. A esta mudança de partido ele faz corresponder uma mudança de nome. Abandona o Saulo e pretende agora fazer-se conhecer como Paulo.
Aquilo que sabemos deste episódio nunca foi relatado pelo próprio Paulo nas suas cartas. A ideia de Jesus lhe aparecendo é frequentemente considerada como um recurso lendário, inspirado num tema típico do género da literatura helenística, o da aparição divina. O próprio Paulo permaneceu muito discreto quanto a este episódio. Não há qualquer relato pela mão do próprio Paulo.
Aspecto físico
Não temos qualquer relato fiável do aspecto físico de Paulo. Os únicos relatos que possuimos são dos finais do século II e não são mais do que a projecção dos ideais estéticos a uma figura lendária.
Pelo contrário temos vários indícios de que Paulo tinha problemas de saúde, padecendo de uma doença crónica e dolorosa, da qual ignoramos a natureza, mas que lhe terá sido um obstáculo à sua actividade normal. Por volta dos anos 58-60 ele descrevia-se a si próprio como um velho (Filemon).
Epístolas escritas por Paulo
Paulo escreveu várias epístolas para as comunidades que visitara, pregando e ensinando as máximas cristãs. As cartas relacionadas a seguir (conhecidas como Corpus Paulinum) são aquelas que tradicionalmente são atribuídas a Paulo:
- Romanos
- I Coríntios
- II Coríntios
- Gálatas
- Efésios
- Filipenses
- Colossenses
- I Tessalonicenses
- II Tessalonicenses
- I Timóteo
- II Timóteo
- Tito
- Filémon
- Hebreus, anônima, mas tradicionalmente atribuída a Paulo.
Referências
- Étienne Trocmé, "L'enfance du christianisme", Edit. Hachette, 1999
- - [http://www.pbs.org/empires/peterandpaul/footsteps/footsteps_4_3.html Paulo de Tarso]
Categoria:Santos categoria:Apóstolos categoria:Mártires
ja:パウロ
ko:사도 바울
AramaicoDiferente do Latim que caiu em desuso por volta de 1300, o Aramaico ainda hoje é uma língua ativa nas aldeias do interior da Síria, que graças a religiosidade de algumas famílias de cristãos que habitavam o norte da Síria o idioma perpetuou-se intacto da época de Cristo até os dias de hoje, é classificada pelos estudiosos como uma língua semítica falada e escrita por tribos cognomeadas de arameus que habitavam as montanhas da Mesopotâmia .
Sob o ponto de vista religioso, alguns pesquisadores teorizam que a palavra arameu venha do termo "aram", nome do quinto filho de Sem, o primogênito de Noé (Gn 10,21) no entanto como estudo das expressões que dispõe o hebraico primitivo hebraico clássico composto apenas de consoantes não permite-nos arriscar algum significado para encontrar a raiz do significante, inviabiliza também a pronunciação do quinto filho de Sem em hebraico e torna essa hipótese especulativa abrindo espaço o ponto de vista da sematologia, desse modo outros estudos fundamentados na Antropologia ugerem que a expressão Aramaico tenha um vinculo com uma tribo de beduínos salteadores que habitavam as regiões montanhosas, desse modo harame em árabe (idioma irmão) referia-se ao termo salteador que com o tempo há 5000 anos sofreu algumas mudanças no prefixo ex. ha sem h transformando-se no nome atual.
Hoje o aramaico é um idioma rico em expresões e muito esclarecedor para a história da humanidade, a sua importância reside no fato de ser o elo de ligação na cadeia fônica entre o árabe moderno e o hebraico clássico hebraico primitivo no que diz respeito a pronuncia das 22 consoantes do alfabeto hebreu até então sem vogais.
Diferente do Hebraico um alfabeto meramente decorativo somente visto em obras de arte monumentos e tapeçarias, o aramaico ao contrario , sempre foi uma língua viva no interior da Síria e sua longevidade se deve ao fato de ser escrito e falado pelos aldeões cristãos que durante milênios habitavam as cidades ao norte de Damasco capital da Siria , entre elas reconhecidamente os vilarejos de Ma'lula e Yabrud esse ultimo "onde Jesus Cristo morou por 3 dias" além dessas outras aldeias da Mesopotâmia reconhecidamente católicas por onde Cristo passou , como Tur'Abdin ao sul da Turquia fizeram com que o Aramaico chegasse intacto até os dias de hoje.
No inicio do século passado, devido a perseguições políticas e religiosas fizeram com que milhares desses cristãos fugissem para o ocidente onde ainda hoje restam poucas centenas, vivendo nos Estados Unidos da América , na Europa e na América do Sul e que curiosamente falam e escrevem fluentemente o idioma falado por Jesus Cristo.
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É uma língua Semítica com uma história de mais de três milênios. Foi a língua oficial de impérios e de cultos divinos. Alguns livros da Bíblia foram escritos nela, originalmente, como o Livro de Daniel e Ezra e, é também, a língua principal do Talmud. Foi a língua falada na região por onde Jesus Cristo viveu e, ainda hoje, é utilizada por numerosas pequenas comunidades. Pertence à família Afro-asiática de línguas.
Distribuição Geográfica
Durante o século XII a.C., Arameus, os originais falantes do Aramaico, começaram a se estabelecer em grande número nas regiões onde atualmente situam-se a Síria, o Iraque e na Turquia oriental. Adquirindo importância, passou a ser falado por toda a costa mediterrânea do [http://en.wikipedia.org/wiki/Levant Levante]. A partir do século VII, o Aramaico, que era utilizado como língua franca no Oriente Médio foi substituído pela Árabe. Entretanto, Aramaico continua sendo usado, literária e liturgicamente, entre os judeus e alguns cristãos. Guerras e dissensões políticas nos dois últimos séculos ocasionaram a dispersão de inúmeros indivíduos que se utilizam do Aramaico como língua materna pelo mundo.
Datas importantes
A história do Aramaico pode ser dividida em três períodos:
- Arcaico (1100 BC|1100 BCE]]–200 CE), incluindo:
- O Aramaico Bíblico of the Hebraico.
- O Aramaico de Jesus.
- The Aramaic of the Targums.
- Middle Aramaic (200–1200), incluindo:
- Literary Syriac language.
- O Aramaico do Talmud e do Midrashim.
- Moderno Aramaico (1200–present
(Classificação baseada na de Klaus Beyer Referências bibliográficas: Beyer - ).
Referências bibliográficas: Beyer - ]
Nabataean Aramaic is the language of the Arab kingdom of Petra. The kingdom (c. 200 BC|200 BCE– 106|106 CE covered the east bank of the Rio Jordão, the Península do Sinai and northern Arabia. Perhaps because of the importance of the caravan trade, the Nabataeans began to use Aramaic in preference to Old North Arabic. The dialect is based on Achaemenid with a little influence from Arabic: 'l' is often turned into 'n', and there are a few Arabic loan words. Some Nabataean Aramaic inscriptions exist from the early days of the kingdom, but most are from the first four centuries CE. The language is written in a cursive script that is the precursor to the modern Arabic alphabet. The number of Arabic loan words increases through the centuries, until, in the 4th century|fourth century, Nabataean merges seamlessly with Arábico.
Palmyrene Aramaic is the dialect that was in use in the city of Palmira in the Syrian Desert from 44 BC|44 BCE to 274 CE. It was written in a rounded script, which later gave way to cursive Estrangela. Like Nabataean, Palmyrene was influenced by Arabic, but to a lesser degree.
Arsacid Aramaica era a língua oficial do Parthian Empire (247 BC|247 BCE–224 CE). It, more than any other post-Achaemenid dialect, continues the tradition of Dario I. Over time, however, it came under the influence of contemporary, spoken Aramaic, Georgian and Persa. After the conquest of the Parthians by the Persian-speaking Sassanids, Arsacid exerted considerable influence on the new official language.
Late Old Eastern Aramaic
The dialects mentioned in the last section were all descended from Achaemenid Imperial Aramaic. However, the diverse regional dialects of Late Ancient Aramaic continued alongside these, often as simple, spoken languages. Early evidence for these spoken dialects is known only through their influence on words and names in a more standard dialect. However, these regional dialects became written languages in the segundo século a.C.. These dialects reflect a stream of Aramaic that is not dependent on Imperial Aramaic, and shows a clear division between the regions of Mesopotamia, Babylon and the east, and Palestine and the west.
In the east, the dialects of Palmyrene and Arsacid Aramaic merged with the regional languages to create languages with a foot in Imperial and a foot in regional Aramaic. Much later, Arsacid became the liturgical language of the Mandaean religion, Mandaic language|Mandaic.
In the kingdom of Osrhoene, centred on Edessa and founded in 132 BC|132 BCE, the regional dialect became the official language: Old Syriac language. On the upper reaches of the rio Tigre, East Mesopotamian Aramaic flourished, with evidence from Hatra, Assur and the Tur Abdin. Tatian, the author of the gospel harmony the Diatessaron came from Assyria, and perhaps wrote his work (172 CE) in East Mesopotamian rather than Syriac or Greek. In Babylonia, the regional dialect was used by the Jewish community, Jewish Old Babylonian (from c. 70 CE). This everyday language increasingly came under the influence of Biblical Aramaic and Babylonian Targumic.
Late Old Western Aramaic
The western regional dialects of Aramaic followed a similar course to those of the east. They are quite distinct from the eastern dialects and Imperial Aramaic. The Semitic languages of Palestine gave way to Aramaic during 4th century BC|fourth century BCE; Phoenician, however, continued into the 1st century BC|first century BCE.
The form of Late Old Western Aramaic used by the Jewish community is best attested, and is usually referred to as Jewish Old Palestinian. Its oldest form is Old East Jordanian, which probably comes from the region of Caesarea Philippi. This is the language of the oldest manuscript of Enoch (c. 170 BC|170 BCE). The next distinct phase of the language is called Old Judaean (into the second century CE). Old Judaean literature can be found in various inscriptions and personal letters, preserved quotations in the Talmud and receipts from Qumran. Josephus' first, non-extant edition of his Jewish War was written in Old Judaean.
The Old East Jordanian dialect continued to be used into the first century CE by pagan communities living to the east of the Jordan. Their dialect is often then called Pagan Old Palestinian, and it was written in a cursive script somewhat similar to that used for Old Syriac. A Christian Old Palestinian dialect may have arisen from the pagan one, and this dialect may be behind some of the Western Aramaic tendencies found in the otherwise eastern Old Syriac gospels (see Peshitta).
O dialeto falado na época de Jesus
: See the Aramaico de Jesus for more information.
Sete dialetos do Western Aramaic eram falados na época de Jesus. They were probably distinctive yet mutually intelligible. Old Judaean was the prominent dialect of Jerusalém and Judaea. The region of Ein Gedi-Engedi had the South-east Judaean dialect. Samaria had its distinctive Samaritan Aramaic, where the consonants 'he', 'heth' and '`ayin' all became pronounced as 'aleph'. Galilean Aramaic, the language of Jesus' home region, is only known from a few place names, the influences on Galilean Targumic, some rabbinic literature and a few private letters. It seems to have a number of distinctive features: diphthongs are never simplified into monophthongs. East of the Jordan, the various dialects of East Jordanian were spoken. In the region of Damasco and the Anti-Líbano, Damascene Aramaic was spoken (deduced mostly from Modern Western Aramaic). Finally, as far north as Aleppo, the western dialect of Orontes Aramaic was spoken.
Besides these dialects of Aramaic, Greek was used extensively in urban centres. There is little evidence for the use of Hebrew during this period. Some Hebrew words continued as part of Jewish Aramaic vocabulary (mostly technical religious words, but also some everyday words like `ēṣ, tree), and the written language of the Tanakh was read and understood by the educated classes. However, the Hebrew language had ceased to be the language of everyday life. In addition, the various words in the Greek context of the Novo Testamento that are untranslated are clearly Aramaic rather than Hebrew. From the little evidence there is, this Aramaic is not Galilean Aramaic but Old Judaean. This suggests that the words of Jesus were transmitted in the dialect of Judaea and Jerusalém rather than that of his hometown.
O filme A Paixão de Cristo (2004) is notable for its use of much dialogue in an Aramaic specially reconstructed by a lone scholar, William Fulco. However, modern Aramaic speakers found the language stilted and unfamiliar.
Middle Aramaic
The 3rd century|third century CE is taken as the threshold between Old and Middle Aramaic. During that century, the nature of the various Aramaic languages and dialects begins to change. The descendents of Imperial Aramaic ceased to be living languages, and the eastern and western regional languages began to form vital, new literatures. Unlike many of the dialects of Old Aramaic, much is known about the vocabulary and grammar of Middle Aramaic.
Eastern Middle Aramaic
Only two of the Old Eastern Aramaic languages continued into this period. In the north of the region, Old Syriac moved into Middle Syriac. In the south, Jewish Old Babylonian became Jewish Middle Babylonian. The post-Achaemenid, Arsacid dialect became the background of the new Mandaic language.
Middle Syriac
Mandaic language]]
: See Syriac language for more information.
Middle Syriac is the classical, literary and liturgical language of Syriac Christianity-Syriac Christians to this day. Its golden age was the 4th century|fourth to 6th century|sixth centuries. This period began with the translation of the Bible into the language: the Peshitta and the masterful prose and poetry of Ephrem the Syrian. Middle Syriac, unlike its forebear, is a thoroughly Christian language, although in time it became the language of those opposed to the Byzantine leadership of the church in the east. Missionary activity led to the spread of Syriac through Pérsia and into Índia and China.
Jewish Middle Babylonian Aramaic
Jewish Middle Babylonian is the language of the Babylonian Talmud (which was completed in the 7th century|seventh century). Although it is the main language of the Talmud, in its setting, many works in (reconstructed) Hebraico and earlier dialects of Aramaic are carefully marshalled. Jewish Middle Babylonian is also the language behind the Babylonian system of pointing (marking of vowels in an otherwise mainly consonantal text) of the Hebrew Bible and its Targum.
Mandaic
: See Mandaic language for more information.
Mandaic is essentially the same language as Middle Babylonian in a different script. The earliest Mandaean literature is in Arsacid Aramaic. From 224 CE, Mandaean writings were increasingly put in the more colloquial Middle Babylonian, or Mandaic.
Western Middle Aramaic
The dialects of Old Western Aramaic contin
ued with Jewish Middle Palestinian (in Hebrew alphabet-Hebrew 'square script'), Samaritan Aramaic (in the Phoenician alphabet-old Hebrew script) and Christian Palestinian (in cursive Syriac alphabet-Syriac script). Of these three, only Jewish Middle Palestinian continued as a written language.
[] Jewish Middle Palestinian Aramaic
In 135, after Bar Kokhba's revolt, many Judeusish leaders, expelled from Jerusalém, moved to Galiléia. The Galilean dialect thus rose from obscurity to become the standard among Jews in the west. This dialect was spoken not only in Galilee, but also in the surrounding parts. It is the linguistic setting for the Jerusalem Palestinian Talmud (completed in the 5th century|fifth century) and midrashim (biblical commentaries and teaching). The modern standard of vowel pointing for the Hebrew Bible, the Tiberian system 10th century|tenth century), was most probably based on the pronunciation of the Galilean dialect of Jewish Middle Palestinian. The inscription in the synagogue at Dura-Europos are either in Middle East Jordanian or Middle Judaean.
Middle Judaean, the descendent of Old Judaean, is no longer the dominant dialect, and was used only in southern Judaea (the variant Engedi dialect continued throughout this period). Likewise, Middle East Jordanian continues as a minor dialect from Old East Jordanian.
Samaritan Aramaic
The Aramaic dialect of the Samaritanos community is earliest attested by a documentary tradition that can be dated back to the fourth century. Its modern pronunciation is based on the form used in the tenth century.
Christian Palestinian Aramaic
The language of Western-Aramaic-speaking Christians is evidenced from the sixth century, but probably existed two centuries earlier. The language itself comes from Christian Old Palestinian, but its writing conventions were based on early Middle Syriac, and it was heavily influenced by Greek. The name Jesus, although Yešû` in Aramaic, is written Yesûs in Christian Palestinian.
Modern Aramaic
Over four hundred thousand people speak Aramaic to this day. They are Jews, Christians, Muslims, and Mandaeans, living in remote areas and preserving their traditions with printing presses, and now electronic media. The Modern Aramaic (or Neo-Aramaico) languages are now farther apart in their comprehension of one another than perhaps they have ever been. The last two-hundred years have not been good to Aramaic speakers. Instability throughout the Middle East has lead to a worldwide diaspora of Aramaic speakers. The year 1915 is especially prominent for Aramaic-speaking Christians: called Shaypā, or the Sword, many Christian groups living in eastern Turquia were the subject of the persecutions that marked the end of the Império Otomano. For Aramaic-speaking Jews 1950 is a watershed year: the newly founded state of Israel led most Aramaic-speaking Jews to emigrate there. However, removal to Israel has led to Jewish Neo-Aramaic being swamped in a sea of Modern Hebrew, and the practical extinction of many Jewish dialects é eminente.
- Línguas
- Arameu
Referências bibliográficas
- Beyer, Klaus (1986). The Aramaic language: its distribution and subdivisions. Göttingen: Vandenhoeck und Ruprecht. ISBN 3-525-53573-2.
- Casey, Maurice (1998). Aramaic sources of Mark's Gospel. Cambridge University Press. ISBN 0-521-633141-1.
- Frank, Yitzchak (2003). Grammar for Gemara & Targum Onkelos (expanded edition). Feldheim Publishers / Ariel Institute. ISBN 1-58330-606-4.
- Heinrichs, Wolfhart (ed.) (1990). Studies in Neo-Aramaic. Atlanta, Georgia: Scholars Press. ISBN 1-55540-430-8.
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- Stevenson, William B. (1962). Grammar of Palestinian Jewish Aramaic (2nd ed.). Clarendon Press. ISBN 0-19-815419-4.
Links externos
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Em ingles:
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- [http://semarch.uni-hd.de/dokumentgruppen.php4?ST_ID=5 Semitisches Tonarchiv: Dokumentgruppe "Aramäisch"] — recordings of modern Aramaic (text in German)
- [http://cal1.cn.huc.edu/index.html Comprehensive Aramaic Lexicon] — at the Hebrew Union College, Cincinnati
- [http://groups.yahoo.com/group/aramaic/ Aramaic Language Yahoo! Group]
- [http://www.jewish-languages.org/jewish-aramaic.html Jewish Language Research Website: Jewish Aramaic]
- [http://www.jpost.com/servlet/Satellite?pagename=JPost/JPArticle/ShowFull&cid=1113445107861 Jerusalem Post article on Aramaic use in Israel]
Em italiano
- [http://www.ethnologue.org/show_family.asp?subid=950 Documento etnologico sull'Aramaico]
- [http://semarch.uni-hd.de/dokumentgruppen.php4?ST_ID=5 Semitisches Tonarchiv: Dokumentgruppe "Aramäisch"] — documenti testimonianza del moderno Aramaico (text in German)
- [http://cal1.cn.huc.edu/index.html Comprehensive Aramaic Lexicon] — all'Hebrew Union College, Cincinnati
- [http://www.jewish-languages.org/jewish-aramaic.htmlSito di ricerca ebraico]
- [http://www.jpost.com/servlet/Satellite?pagename=JPost/JPArticle/ShowFull&cid=1113445107861 Articolo del Jerusalem Post sull'uso dell'Aramaico in Israele]
Em alemãol
- [http://www.Peshitta.org Syrisch-aramäische Bibel]
- [http://www.Syrische-Kirche.org Syrische Kirche]
- [http://www.aramaeer.de/links.htm aramäer.de Linkliste]
- [http://www.margabrielverein.de/mitteilung02/mitteilung7.htm Ist der Koran aramäischer Herkunft?]
Em francês
- [http://fr.wikipedia.org/wiki/Aram%C3%A9en Araméennes]
categoria:Línguas litúrgicas e sagradas
categoria:Mesopotâmiacategoria:Síria
ja:アラム語
ko:아람어
Cafarnaum
Cafarnaum pode referi-se a:
- Cafarnaum - Município brasileiro da Bahia.
- Cafarnaum - Cidade bíblica.
São Tiago
São Tiago é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 10.554 habitantes.
categoria:Municípios de Minas Gerais
Evangelho de São Mateus
O Evangelho de Mateus é o primeiro dos quatro evangelhos do Novo Testamento e um dos três chamados de sinóticos, junto com o Evangelho de São Marcos e o Evangelho de São Lucas.
Os evangelhos são tradicionalmente impressos com São Mateus em primeiro lugar porque, segundo Santo Agostinho, era esse o mais antigo. É seguido pelo Evangelho de São Marcos, Evangelho de São Lucas e Evangelho de São João, nessa ordem. Para o uso litúrgico na Igreja Católica Romana, os evangelhos são apresentados desde o Concílio Vaticano II num livro chamado de lecionário.
Esse evangelho reúne as palavras e ações de Jesus Cristo, ordenadamente. Segundo São Jerónimo, o evangelho foi escrito em hebraico, contudo, actualmente, muitos autores reunem evidências de que o mesmo tenha sido escrito em grego. A paternidade literária desse livro é atribuída tradicionalmente a Mateus, um cobrador de impostos a quem Jesus chamou para que o seguisse como um de seus apóstolos.
Contudo, os estudiosos bíblicos modernos sugerem que possivelmente esse livro, da mesma forma que outros do Novo Testamento poderiam ser de autores anônimos que utilizavam seja as tradições sejam os documentos pré-existentes do autor a quem se credita o livro, e no momento de compilar sua edição definitiva, utilizando um costume literário da antigüidade, o faziam sob o nome do autor cujos relatos tinham sido recolhidos.
É neste evangelho que temos o belíssimo Sermão da Montanha, muito destacado nos ensinamentos cristãos.
Leia este Evangelho [http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/6/62/Matthew.pdf clicando aqui]
Você tem acesso aos demais livros do Novo Testamento, em lingua portuguesa, acessando a
[http://www.ibs.org/bibles/portuguese/index.php Sociedade Bíblica Internacional]
categoria:Evangelhos
ja:マタイによる福音書
ko:마태오 복음서
Links externos
- [http://www.bibliacatolica.com.br Bíblia Católica «On Line»] Bíblia em várias línguas, incluindo português, grego e latim.
Evangelhos
Evangelho é uma mensagem, geralmente de conteúdo religioso, ou o livro que contém tal mensagem.
A expressão surgiu com o cristianismo e significava boas novas, ou boas notícias, uma referência à mensagem cristã. Desde Justino no ano 150 começou a ser dado o nome de evangelhos aos livros que contivessem a mensagem do evangelho, ou mais genericamente, narrassem qualquer parte a vida de Jesus Cristo ou elencassem seus ensinamentos.
No mundo atual a palavra é usada indistintamente se referindo a qualquer mensagem religiosa ou que seja pregada como solução completa para algum problema, como por exemplo, o evangelho dos usuários de Macintosh, computador pessoal fabricado pela Apple.
Os evangelhos são um gênero único na literatura universal. Não são meros relatos, mas também um convite à adesão ao cristianismo. Sua primeira intenção não é o biográfica. Apresentam a Cristo como messias, filho de Deus e salvador da humanidade. Contêem coleções de discursos, de parábolas, relatos como o da paixão de Cristo e sua ressurreição.
Mateus, Marcos, Lucas e João são os únicos evangelhos que a Igreja Católica admitiu como legítimos e hoje integram o Novo Testamento da Bíblia, sendo também os únicos aceitos pelos evangélicos. Importante destacar porém, que a Igreja católica assumiu para dentro de si inúmeros aspectos dos evangelhos e da Bíblia Sagrada que são pelas escrituras altamente condenáveis, caindo então em contradição. O aspecto da humildade contrasta com a suntuosidade dos palácios romanos. As demais igrejas cristãs só aceitam os quatro evangelhos como inspirados e fazendo parte do Canon e as igrejas protestantes tem na Bíblia Sagrada e nos evangelhos sua única regra de fé e de prática.
Centenas de outros evangelhos foram escritos na antigüidade.
Entre os manuscritos encontrados no Mar Morto, conhecidos como biblioteca de Nag Hammadi, figuram os evangelhos atribuídos a apóstolos de Cristo: o evangelho de Tomé, o evangelho de Filipe, o evangelho de Pedro e o evangelho de Judas. Contém também o evangelho de Maria.
Evangelhos contemporâneos
Nos dias atuais ainda são escritos evagelhos ou releituras deles, como O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Operação Cavalo de Tróia ou o recente best-seller O Código da Vinci.
Ligações Externas
- [http://dubitando.no.sapo.pt/NT.htm O Novo Testamento em Grego - Texto Comparativo]
- [http://dubitando.no.sapo.pt/sinopse-dos-4-evangelhos.htm Tabela sinóptica dos quatro Evangelhos]
- [http://dubitando.no.sapo.pt/concordancia-dos-4-evangelhos.htm Concordância (ou harmonia) dos quatro Evangelhos]
- [http://dubitando.no.sapo.pt/quattuor-evangeliorum-consonantia.htm Concordância (ou harmonia) dos quatro Evangelhos, em latim]
- [http://www.vatican.va/archive/bible/nova_vulgata/documents/nova-vulgata_index_lt.html Nova Vulgata Latina]
- [http://www.awmach.org Bíblia em várias línguas, incluindo português, grego e latim]
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categoria:Cristianismo
ja:福音
ko:복음서
Monte das OliveirasMonte das Oliveiras é um monte situado em Jerusalém, Israel, onde, segundo a bíblia sagrada, Jesus transmitiu alguns de seus ensinamentos.
Categoria:Cristianismo
Categoria:Jerusalém
CaifásFoi sumo sacerdote e presidente do sinédrio que condenou a Jesus. Era genro de Anás, que tinha sido sumo sacerdote e continuava exercendo grande influência.
Circo MáximoO Circus Maximus foi uma arena antiga e local de entretenimento na antiga Roma.
antiga Roma
Situada no vale entre a Colina Palatina e a Colina Aventina, este local foi inicialmente utilizado para jogos e entretenimento pelos reis de Roma Etruscos. Certamente, os primeiros jogos romanos (Ludi Romani) eram desenrolados neste local por Tarquinius Priscus, o primeiro governante Etrusco da cidade. Mais tarde, o Circus seria palco para jogos e festivais influenciados pelos gregos, no século II a.C.. Numa tentativa de ir ao encontro das exigências dos cidadãos de Roma, Júlio César expandiu o Circus por volta de 50 a.C., aumentado a pista para, aproximadamente, 600 metros em comprimento, 225 metros em envergadura, permitindo acomodar cerca de 150 000 lugares sentados (outros tantos, em lugares em pé).
Mais tarde, Titus Flavius construía o Arco de Titus na extremidade, no Forum Romanum, enquanto o imperador Domiciano ligava o seu novo palácio, na Palatina, ao Circus para poder assistir às corridas. O imperador Trajano iria mais tarde adicionar outros 5 000 lugares sentados e expandir a zona imperial, numa tentativa de obter maior visibilidade durante os jogos.
Categoria:Roma
I Pedro
I Pedro é a primeira epístola (carta) do apóstolo Pedro, um dos livros do Novo Testamento da Bíblia.
Categoria:Epístolas
ko:베드로의 첫째 편지
Espírito Santo
da Basílica de São Pedro, Roma.]]
Na Bíblia hebraica (Velho Testamento), o termo hebraico Ruach HaKodesh é usado muitas vezes; ele é traduzido literalmente como Espírito Santo. Na Bíblia Hebraica ele se refere à presença de Deus na forma experimentada por um ser humano. A maioria dos cristãos considera o Espírito Santo como o próprio Deus, parte da Trindade.
A visão judaica do Espírito Santo
A literatura midrash contém muitas afirmações acerca do Espírito Santo. É escrito que o Espírito Santo, sendo de origem celeste, é composto, como tudo aquilo que vem do céu, de luz e de fogo. Quando descansou sobre Finéias, a sua face ardeu como um archote (Midrash Lev. Rabbah 21). Quando o Templo foi destruído e o povo de Israel foi para o exílio, o Espírito Santo regressou ao céu, o que é indicado em Eccl. 12:7: "o espírito voltará para Deus" (Midrash Eccl. Rabbah 12:7). O espírito por vezes fala com voz masculina, e outras com voz feminina (Eccl. 7:29). Isto é, como a palavra "ruah" é tanto masculina como feminina, o Espirito Santo foi concebido como sendo por vezes como um homem e outras como uma mulher.
De acordo com a tradição Judaica, o Espírito Santo se apresenta apenas a uma geração digna, e a frequência das suas manifestações é proporcional à retidão. Não se registaram manifestações deste no tempo do Segundo Templo (Talmude, Yoma 21b), embora se dessem muitas no tempo de Elias (Tosefta ao Talmude Sotah, 12:5). De acordo com Job 28:25, o Espírito Santo repousa sobre os Profetas em vários graus, alguns profetizando o conteúdo de apenas um livro, outros preenchendo dois livros (Midrash Lev. Rabbah 15:2). Ainda assim não repousava sobre eles continuamente, mas apenas por períodos de tempo.
Os estágios de desenvolvimento, dos quais o mais elevado é o Espírito Santo, são os seguintes: zelo, integridade, pureza, santidade, humildade, temor do pecado, o Espírito Santo. O Espírito Santo conduziu Elias, o qual traz os mortos à vida (Yer. Shab. 3c, acima, e passagem paralela). O acto sagrado através do Espírito Santo (Midrash Tanhuma, Vayeki, 14); qualquer um que ensine a Torah em público partilha do Espírito Santo (Midrash Canticles Rabbah 1:9, end; comp. Midrash Lev. Rabbah 35:7). Quando Finéias pecou, o Espírito Santo apartou-se dele (Midrash Lev. Rabbah 37:4).
A tradição Judaica divide os livros da Bíblia Hebraica em três categorias, de acordo com o nível de profecia que os seus autores terão alcançado.
Os resultados visíveis da actividade do Espírito Santo, de acordo com a concepção Judaica, são os livros da Bíblia, os quais terão sido, na sua totalidade, compostos sob a sua inspiração. Todos os Profetas falaram "no Espírito Santo"; e o sinal mais característico da presença do Espírito Santo é o dom de profecia, no sentido em que a pessoa sobre a qual ele repousa vê o passado e o futuro. De acordo com o Talmude, com a morte dos três últimos profetas, Ageu, Zacarias, e Malaquias, o Espírito Santo cessou de se manifestar em Israel; mas o Bat Kol (voz celestial) ainda estava disponível.
- A Torah (cinco livros de Moisés) diz-se ter sido escrita por Moisés através de uma revelação verbal directa de Deus.
- Os Nevi'im (profetas) são livros escritos por pessoas que receberam um elevado nível de profecia.
- Os Ketuvim (escritos, agiógrafa) são escritos por pessoas que possuem um menor nível de profecia conhecido como inspiração divina, Ruach HaKodesh.
De acordo com uma das perspectivas do Talmude, o Espírito Santo estava entre as dez coisas que foram criadas por Deus no primeiro dia (Talmude Bavli, Hag. 12a, b). Embora a natureza do Espírito Santo, na realidade, não esteja descrita em lugar algum, o seu nome indicia que era concebido como uma espécie de vento que se manifestava através de ruído e luz.
De especial interesse é a distinção feita pelas antigas autoridades Judaicas entre o "Espírito do Senhor" (o qual é o termo mais comum para referir o Espírito Santo no Tanakh) e a Shekinah, a presença de Deus. Esta distinção é feita no Talmude, o qual nos dá uma lista das coisas que se encontravam no primeiro Templo de Jerusalém, mas ausentes do segundo Templo. Esta lista inclui o Espírito Santo e a Shekinah. A diferença não é facilmente compreendida, mas parece que a glória da Shekinah era, de alguma forma, mais tangível do que o Espírito. Isto poderia referir-se à presença literal de Deus no Santo dos Santos, e à presença de Deus que dele emanava em alguma forma especial, em oposição à presença do Espírito Santo, o qual estaria em muitos locais mundo fora, e especialmente em indivíduos. No Tanakh, entretanto, esta presença do Espírito é reservada para os reis, profetas, sumo sacerdotes, etc. e não é concedida ao crente comum.
O Espírito Santo é referido com menor frequência nos Apócrifos e pelos escritores Judeus Helénicos; isto pode significar que a cencepção do Espírito Santo não era proeminente entre o povo Judeu da época, especialmente na Diáspora.
Na profecia de I Macabeus 4:45, 14:41 é referido como algo há muito perdido. Sabedoria 9:17 refere-se ao Espírito Santo enviado por Deus dos céus, através do qual os decretos de Deus são reconhecidos. A disciplina do Espírito Santo protege do logro (ib. i. 5). Diz o Salmo de Salomão, 17:42, em referência ao Messias, o filho de David: "ele é poderoso no Espírito Santo"; e em Susana, 45, que "Deus elevou o Espírito Santo num jovem, cujo nome era Daniel."
Perspectivas Cristãs do Espírito Santo
apócrifos
Na principal corrente do Cristianismo, o Espírito Santo é uma pessoa da Trindade, co-igual com o Pai e o Filho (i.e. Jesus Cristo), parte da Deidade. Nas igrejas Unitárias, nas Testemunhas de Jeová, e em outras igrejas que não aceitam a doutrina da Trindade, o Espírito Santo é o poder ou vontade de Deus, e não uma pessoa da Deidade. Para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias o Espírito Santo é um personagem de espírito, terceira pessoa da Deidade, no entanto separado e distinto do Pai e do Filho.
Os Cristãos crêem que é o Espírito Santo que conduz as pessoas à fé em Jesus Cristo e aquele que lhes dá a capacidade para viverem um vida Cristã. O Espírito habita dentro de cada Cristão. Ele é descrito como um 'conselheiro' ou 'ajudante' (paraclete em Grego), guiando-os no caminho da verdade. Os 'Frutos do Espírito' (i.e. os resultados da sua influência) são "amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" (Gálatas 5:22). Ele também concede dons (i.e. habilidades) aos Cristãos tais como os dons de profecia, línguas e conhecimento, embora alguns Cristãos acreditem que isto apenas aconteceu nos tempos do Novo Testamento.
O movimento Pentecostal coloca uma ênfase especial nas obras do Espírito Santo, em especial nos dons acima mencionados, acreditando que estes são ainda hoje concedidos. Os Pentecostais acreditam que o batismo no Espírito Santo é uma obra distinta do novo nascimento. Os Pentecostais crêem que é Jesus quem batiza com o Espírito Santo, e que este batismo é evidenciado pelo falar em línguas estranhas. Uma parte minoritária dessas Igrejas afirmam que esse batismo do Espírito Santo é o verdadeiro sinal de Cristianismo numa pessoa, ou seja, que até uma pessoa ter experimentado o baptismo do Espírito Santo, ela não pode estar certa da sua salvação.
Os Mórmons (membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) recebem o "Dom do Espírito Santo" pela imposição das mãos, após o baptismo pela água. Esta concessão do Dom do Espírito Santo através da imposição das mãos dos portadores do Sacerdócio constitui para este grupo o baptismo pelo fogo, ou pelo Espírito.
O Espírito Santo é frequentemente simbolizado pelo sinal de uma pomba, baseado no relato do Espírito Santo a descer sobre Jesus Cristo na forma de uma pomba, após este ter sido baptizado no rio Jordão. O livro de Actos descreve o Espírito Santo a descer sobre os Apóstolos durante o Pentecostes na forma de um vento e línguas de fogo, que repousavam sobre a cabeça dos Apóstolos. Baseado nesta imagem, o Espírito Santo é frequentemente simbolizado por uma chama.
No Evangelho de João, no Novo Testamento, a ênfase é colocada, não no que o Espírito Santo fez por Jesus, mas no facto de Jesus ter dado o Espírito aos seus discípulos. No Cristianismo tradicional, o qual foi o mais influente para o desenvolvimento posterior da doutrina da Trindade, Jesus é visto como o cordeiro sacrificial, e com vindo aos homens para concedeo o Espírito de Deus à humanidade.
Embora a linguagem utilizada ao descrever Jesus a receber o Espírito Santo no Evangelho de João seja um paralelo dos relatos nos outros Evangelhos, João relata este episódio com o objectivo de mostrar que Jesus tinha uma especial posse do Espírito para que o podesse conceder aos seus seguidores, unindo-os a Si mesmo, e em Si mesmo unindo-os também com o Pai. (Ver Raymond Brown, "The Gospel According to John", capítulo sobre Pneumatologia).
De acordo com os dispensacionalistas, estamos agora a viver a Era do Espírito. O período do Velho Testamento, nesta corrente, pode ser chamado a Era do Pai; o período coberto pelos Evangelhos, a Era do Filho; do Pentecostes até ao segundo advento de Cristo, a Era do Espírito.
Há ainda os cristãos que creem que o Espírito Santo é apenas um meio de manifestação de Jesus Cristo. Ou seja, Espírito Santo é mais um Título Santo dado à Jesus, o Deus encarnado.
O Género do Espírito Santo
A palavra hebraica presente na Bíblia para espírito é ruwach, que significa vento fôlego, inspiração; o substantivo é, gramaticalmente, feminino. Nos "Cânticos de Salomão", o mais antigo hinário cristão, o Espírito Santo é, gramaticalmente, feminino. A palavra grega para espírito, 'pneuma', não tem género gramatical. O Espírito Santo é traduzido para o masculino apenas em linguas como o Latim e o Inglês.
Ver o artigo Deus e Género para uma discussão sobre como traduzir os nomes de Deus para Português, os aspectos masculinos e femininos do Espírito Santo, e assuntos relacionados.
- Deus
- Revelação
categoria:Conceitos religiosos
Categoria:Cristianismo
ja:聖霊
Papa
Papa é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma, supremo líder espiritual da Igreja Católica Apostólica Romana e também chefe do Estado do Vaticano. Nos primórdios da Igreja, os sucessores de São Pedro denominavam-se apenas Bispos de Roma.
Papa é também o título dos Patriarcas da Igreja Copta e da Igreja Arménia. O Papa formalmente tem os títulos de Bispo de Roma, Vigário de Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Supremo Pontífice, Patriarca do Ocidente, Primaz de Itália, Arcebisto e Metropolita da Província Romana, Soberano do Estado do Vaticano e Servidor dos Servidores de Deus, embora no direito canónico seja apenas referido como Pontífice Romano.
A eleição de um Papa é feita através de votação (secreta desde 1274) dos cardeais com menos de 80 anos e reunidos num conclave. Em teoria, qualquer homem baptizado pode ser eleito para Papa, embora se escolha sempre um dos Cardeais. O cargo é vitalício, e até agora, apenas o Papa Celestino V resignou quando se retirou para um convento.
O Papa é auxiliado pela Cúria Romana, o governo da Igreja Católica. A presença tradicional do Papa em Roma não obriga a que o Papa resida na cidade. Tal aconteceu quando, entre 1309 e 1378, a residência papal se estabeleceu em Avinhão (Avignon - Sul de França).
O atual Papa (o alemão Joseph Ratzinger) detém o nome de Bento XVI, foi eleito em 19 de abril de 2005.
Fundação da Igreja
Joseph Ratzinger
A tradição católica afirma que, o primeiro chefe da Igreja Católica (o primeiro Papa) foi São Pedro, a quem, Jesus Cristo disse Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja (Mateus XVI:18-19). O título de Papa surgiu historicamente depois do primeiro grande cisma (1054) do cristianismo, quando se dividiu entre o catolicismo e a ortodoxia, passando a designar o Sumo Pontífice da facção romana (esta informação é contestável, já que a palavra possivelmente era usada desde o século IV).
O evangelho reflecte a vontade de Jesus Cristo de que os seus discípulos permanecessem unidos sob a direcção de Pedro, a quem Cristo deu o nome num momento solene, levando os seus apóstolos a uma cidade edificada junto a uma falésia, Cesareia de Filipo: "Tu és Pedro e sobre esta pedra, edificarei a minha Igreja. A ti darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Evangelho segundo São Mateus, 16, 13-20).
O governo hierárquico da Igreja Católica baseia-se posteriormente na autoridade dos sucessores dos Apóstolos, chamados Bispos, reunidos em concílio sob a autoridade do primaz de todos os Bispos, o Bispo de Roma, porque tanto São Pedro como São Paulo morreram em Roma, e daí a igreja da cidade ser reconhecida como cabeça das demais. Para o caso de São Paulo, além do testemunho das suas cartas desde a prisão em Roma, existem testemunhos arqueológicos e escritos do seu martírio em Roma.
Mais importante é o caso de São Pedro, de quem propriamente se considera que sucedem os outros 264 Papas. Nas excavações arqueológicas realizadas na segunda metade do século XX por baixo do altar maior da Basílica de São Pedro no Vaticano provou-se que o túmulo principal ali situado, junto a várias inscrições com o nome "Petrus", contém vestígios do século I. Existem adicionalmente testemunhos escritos. De entre os mais importantes estão:
- A carta de Clemente Romano (terceiro sucessor de Pedro), dirigida no ano 98 aos fiéis de Corinto. Nela menciona-se o martírio de Pedro em Roma no ano 64, e também o de Paulo. O facto de que se dirija com autoridade a uma Igreja distante (grega) deixa claro que os cristãos reconheciam a autoridade do sucessor de Pedro.
- Vinte anos depois (117), o Bispo Inácio de Antioquia (Igreja que também havia sido presidida por Pedro), escreveu sete cartas aos seus fiéis enquanto viajava para Roma, como condenado à morte. Numa delas pede aos cristãos romanos que não intercedam pela sua libertação, esclarecento que "Não os comando como Pedro e Paulo". Além de testemunho do martírio romano dos principais apóstolos, mostra a submissão das demais igrejas à de Roma.
Papel político
117]
A antiguidade do estatuto secular e de condução de assuntos de estado do Papa é demonstrada já na confrontação do Papa Leão I com Átila em 452 e aumentou substancialmente em 754, quando o líder dos francos Pepino, o Breve doou ao Papa um território que formaria a base dos futuros Estados Papais. No ano 800, o Papa Leão III coroou Carlos Magno como Imperador, passo decisivo no caminho para o Sacro Império Romano. Desde essa data tornou-se uma tradição a coroação dos Imperadores pelo Papa, até Carlos V. Napoleão Bonaparte fez reviver essa tradição fazendo-se coroar do mesmo modo.
Conjuntamente com a posição do Papa como regente territorial e príncipe da Cristandade (especialmente proeminente com os Papas da Renascença como Alexandre VI e Júlio II), e como líder espiritual do Sacro Império Romano (mais relevante com Papas como Gregório VII e Alexandre III), o Papa, como Supremo Pontífice, tem autoridade política e temporal. Alguns dos exemplos ao longo da história são a bula Laudabiliter em 1155 (que autoriza Henrique II de Inglaterra a invadir a Irlanda), a bula Manifestus Probatum que reconhece a independência de Portugal, a bula Inter Caeteras em 1493 (que conduz ao Tratado de Tordesilhas no ano seguinte, dividindo o mundo entre Portugal e Espanha) ou a bula Inter Gravissimas de 1582 (que estabelece o calendário gregoriano, actualmente em uso).
Nos dias de hoje, o papel político do Papa traduz-se no exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância.
Até 1870 a autoridade temporal do Papa exercia-se sobre um território no centro de Itália, denominado Estados Papais ou Estados Pontifícios, muito mais vasto do que o pequeno estado do Vaticano de hoje.
Papel religioso
Estados Papais]
O Papa dispõe, para os católicos, de autoridade religiosa em matéria de fé. É igualmente quem aprova e preside às cerimónias de beatificação ou canonização, e à nomeação de Cardeais. O Concílio do Vaticano I de 1869-1870 definiu o dogma da "Infalibilidade Papal", pelo qual pronunciamentos solenes ("ex-catedra") do Papa a respeito da fé e da moral não apresentam possibilidade de erro. Desde que foi estabelecida, a infalibilidade papal só foi usada uma vez, pelo Papa Pio XII, nos anos 50.
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- Cisma - Cisma do Ocidente
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Listas de Papas
Entre os sucessores de São Pedro foram eleitos 212 italianos, 17 franceses, 11 gregos, 6 sírios, 6 alemães, 3 espanhóis, 3 norte-africanos, 2 da antiga Dalmácia, 1 português, 1 inglês, 1 holandês, 1 cretense e um polaco.
- Papas santos
- Lista sucessória dos Papas
- Lista de papas ordenados alfabeticamente
- Lista dos pontificados mais longos
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Igreja Católica
O Catolicismo, do grego katholikos (καθολικος), com o significado de "geral" ou "universal", é um nome religioso aplicado a dois ramos do cristianismo. Em uso casual, quando as pessoas falam de "católicos" ou de "catolicismo", geralmente pretendem indicar os aderentes à Igreja Católica Romana. No entanto, no seu sentido geral (sem o C maiúsculo), o nome é usado por muitos cristãos que acreditam que são os descendentes espirituais dos Apóstolos em vez de parte de uma sucessão apostólica física, como defendem os católicos romanos. O Credo dos Apóstolos, que diz "Eu acredito... na santa igreja católica..." é recitado todas as semanas em milhares de igrejas Católicas.
No seu sentido mais estreito, o termo é usado para referir a Igreja Católica Apostólica Romana, sob o Papado. Estas 24 igrejas sui iuris estão em comunhão total e afirmam ter mais de um bilhão de aderentes, o que as transforma na maior denominação cristã do mundo. As suas características distintivas são a aceitação da autoridade do Papa, o Bispo de Roma, e a comunhão com ele, e aceitarem a sua autoridade em matéria de "fé" e "moral" e a sua afirmação de "total, supremo e universal poder sobre toda a Igreja".
[http://www.christusrex.org/www1/CDHN/church4.html#CONSTITUTION] Esta denominação é frequentemente chamada Igreja Católica Romana, muito embora o seu nome formal seja apenas "Igreja Católica".
Significado de "Catolicismo"
Os Credos e o Catolicismo
A palavra Católico surge nos principais credos (definições de fé semelhantes a preces) cristãos, nomeadamente no Credo dos Apóstolos e no Credo Niceno. Os cristãos da maior parte das igrejas, incluindo a maioria dos protestantes, afirmam a sua fé "numa única santa Igreja católica e apostólica". Esta crença refere-se à sua crença na unidade última de todas as igrejas sob um Deus e um Salvador. No entanto, neste contexto, a palavra católico é usada pelos crentes num sentido definitivo (i.e., universal), e não como o nome de um corpo religioso. Neste tipo de uso, a palavra é geralmente escrita com c minúsculo, enquanto que o C maiúsculo se refere ao sentido descrito neste artigo.
Catolicismo
SalvadorUma grande minoria de Cristãos não se descreve como "Católica", se bem que provavelmente se considere "católica" (com c minúsculo). No cristianismo ocidental, as principais fés a se considerarem "Católicas", para lá da Igreja Católica Romana, são a Igreja Católica Antiga, a Velha Igreja Católica, a Igreja Católica Liberal, a Associação Patriótica Católica Chinesa e alguns elementos anglicanos (os "Anglicanos da Alta Igreja", ou os "Anglo-Católicos"). Estes grupos têm crenças e praticam rituais religiosos semelhantes aos do Catolicismo Romano, mas diferem substancialmente destes no que diz respeito ao estatuto, poder e influência do Bispo de Roma.
As várias igrejas da Ortodoxia de Leste e Ortodoxia Oriental pensam em si próprias como igrejas Católicas no sentido de serem a Igreja "universal". As igrejas Ortodoxas vêem geralmente os "Católicos" Latinos como cismáticos heréticos que saíram da "verdadeira igreja católica e apostólica" (veja Grande Cisma. Os Patriarcas da Ortodoxia Oriental são hierarcas autocéfalos, o que significa, grosso-modo, que cada um deles é independente da supervisão directa de outro bispo (embora ainda estejam sujeitos ao todo do seu sínodo de bispos). Não estão em comunhão com o Papa e não reconhecem a sua reivindicação à chefia da Igreja universal enquanto instituição terrena. Existem também Católicos de Rito Oriental cuja liturgia se assemelha à dos Ortodoxos, e que também permitem a ordenação de homens casados, mas que reconhecem o Papa Romano como chefe da sua igreja.
Alguns grupos chamam a si próprios Católicos, mas esse qualificativo é questionável: por exemplo, a Igreja Católica Liberal, que se originou como uma dissensão da Velha Igreja Católica mas que incorporou tanta teosofia na sua doutrina que já pouco tem em comum com o Catolicismo.
Catolicismo Romano
A principal e maior denominação Católica é a "Santa Igreja Católica Apostólica", melhor conhecida como "Santa Igreja Católica". Tem esse nome porque todos os seus aderentes estão em comunhão com o Papa e Bispo de Roma, e a maior parte das paróquias seguem o Rito Latino ou Romano na prece, embora haja outros ritos.
Anglo-Catolicismo
O Anglo-Catolicismo, sendo embora uma única igreja, está na prática dividido em dois ramos, os "Anglicanos da Alta Igreja", também chamados Anglo-Católicos e os "Anglicanos da Baixa Igreja", também conhecidos como a facção Evangélica. Embora todos os elementos da Comunhão Anglicana recitem os mesmos credos, os Anglicanos da Baixa Igreja tratam a palavra Católico no credo como um mero sinónimo antigo para universal, ao passo que os Anglicanos da Alta Igreja a tratam como o nome da igreja de Cristo à qual pertencem eles, a Igreja Católica Romana, e outras igrejas da Sucessão Apostólica.
O Anglo-Catolicismo tem crenças e pratica rituais religiosos semelhantes aos do Catolicismo Romano. Os elementos semelhantes incluem a crença em sete sacramentos, a crença na Transubstanciação e não na Consubstanciação, a devoção à Virgem Maria e aos santos, a descrição do seu clero ordenado como "padres", o vestir vestimentas próprias na liturgia da igreja, e por vezes até mesmo a descrição das suas celebrações Eucarísticas como Missa. A sua principal divergência do Catolicismo Romano reside no estatuto, poder e influência do Bispo de Roma.
O desenvolvimento da ala Anglo-Católica do Anglicanismo teve lugar principalmente no Século XIX e está fortemente associado ao Movimento de Oxford. Dois dos seus líderes, John Henry Newman e Henry Edward Manning, ambos ordenados cléricos anglicanos, acabaram por aderir à Igreja Católica Romana e por se tornarem Cardeais.
Embora o termo Catolicismo seja geralmente usado para designar o Catolicismo Romano, muitos Anglo-Católicos usam-no para se referirem também a si próprios, como parte da Igreja Católica geral (e não apenas Romana). Na verdade, algumas igrejas anglicanas, como a Catedral de St. Patrick em Dublin ou a "Catedral Nacional" da Igreja da Irlanda (anglicana), referem-se a si próprias como parte da "Comunhão Católica" e como "Igrejas Católicas" em anúncios dentro e em torno delas.
História e Influência
Igreja da Irlanda
A igreja cristã primitiva na regiao do Mediterraneo foi organizada sob cinco patriarcas, os bispos de Jerusalém, Antióquia, Alexandria, Constantinopla e Roma.
O Bispo de Roma era tido pelos outros Patriarcas como "o primeiro entre iguais", embora o seu estatuto e influência tenha crescido quando Roma era a capital do império, com as disputas doutrinárias ou procedimentais a serem frequentemente remetidas a Roma para obter uma opinião. Mas quando a capital se mudou para Constantinopla, a sua influência diminuiu. Enquanto Roma reclamava uma autoridade que lhe provinha de São Pedro (que supostamente morreu em Roma e é considerado o primeiro papa1) e São Paulo, Constantinopla tornara-se a residência do Imperador e do Senado. Uma série de dificuldades complexas (disputas doutrinárias, Concílios disputados, a evolução de ritos separados e se a posição do Papa de Roma era ou não de real autoridade ou apenas de respeito) levaram à divisão em 1054 que dividiu a Igreja entre a Igreja Católica no Ocidente e a Igreja Ortodoxa Oriental no Leste (Grécia, Rússia e muitas das terras eslavas, Anatólia, Síria, Egipto, etc.). A esta divisão chama-se o Grande Cisma.
A grande divisão seguinte da Igreja Católica ocorreu no século XVI com a Reforma Protestante, durante a qual se formaram muitas das facções Protestantes.
Estrutura e Prática da Igreja Católica Romana
Doutrinas Distintivas
Os católicos acreditam na Trindade de Deus enquanto Pai, Filho e Espírito Santo, na divindade de Jesus, e na salvação através da fé em Jesus Cristo e por amar a Deus acima de todas as coisas. Os pontos de vista católicos diferem dos ortodoxos em alguns pontos, incluindo a natureza do Ministério de S. pedro (o papado), a natureza da Trindade e o modo como ela deve ser expressa no Credo Niceno, e o entendimento da salvação e do arrependimento. Os católicos divergem dos protestantes em vários pontos, incluindo a necessidade da penitência, o significado da comunhão, a composição do Cânone das Escrituras, o purgatório e o modo como se atinge a salvação: os protestantes acreditam que a salvaçãos e atinge apenas através da fé (sola fide), ao passo que os católicos pensam que a fé deve ser expressa em boas obras. Esta divergência levou a um conflito sobre a doutrina da justificação (na Reforma ensinava-se que "nós justificamo-nos apenas pela fé"). O diálogo ecuménico moderno levou a alguns consensos sobre a doutrina da justificação entre os católicos romanos e os luteranos, anglicanos e outros.
Organização e Cargos da Igreja Católica Romana
Estruturalmente, o Catolicismo Romano é uma das religiões mais centralizadas do mundo. O seu chefe, o papa, governa-a desde a Cidade do Vaticano, um estado independente no centro de Roma, também conhecido na diplomacia internacional como a Santa Sé. O Papa é seleccionado por um grupo de elite de Cardeais, conhecidos como Príncipes da Igreja. Só o Papa pode seleccionar e nomear todos os cléricos da Igreja acima do nível e padre. Todos os membros da hierarquia respondem perante o Papa e a sua corte papal, chamada Cúria. Os Papas exercem o que é chamado Infalibilidade Papal, isto é, o direito de definir declarações definitivas de ensinamento Católico Romano em matérias de fé e moral. Na realidade, desde a sua declaração no Concílio Vaticano Primeiro, em 1870, a infalibilidade papal só foi usada uma vez, pelo Papa Pio XII, nos anos 50.
A autoridade do Papa vem da crença de que ele é o sucessor directo de S. Pedro e, como tal, o Vigário de Cristo na Terra. A Igreja tem uma estrutura hierárquica de títulos que são, em ordem descendente:
- Papa, o bispo de Roma e também Patriarca do Ocidente. Os que o assistem e aconselham na liderança da igreja são os Cardeais;
- Patriarcas são os chefes das Igrejas Católicas que não são a Igreja Latina. Alguns dos grandes arcebispos Católicos Romanos também são chamados Patriarcas; entre estes contam-se o Arcebispo de Lisboa e o Arcebispo de Veneza;
- Bispo (Arcebispo e Bispo Sufragário): são os sucessores directos dos doze apóstolos. Receberam o todo das ordens sacramentais;
- Padre (Monsenhor é um título honorário para um padre, que não dá quaisquer poderes sacramentais adicionais): inicialmente não havia Padres per se. Esta posição evoluiu a partir dos Bispos suburbanos que eram encarregados de distribuir os sacramentos mas não tinham jurisdição completa sobre os fiéis.
- Diácono
Existem ainda cargos menores: Leitor e Acólito (desde o Concílio Vaticano Segundo, o cargo de sub-diácono deixou de existir). As ordens religiosas têm a sua própria hierarquia e títulos. Estes cargos tomados em conjunto constituem o clero e no rito ocidental só podem ser ocupados, normalmente, por homens solteiros. No entanto, no rito oriental, os homens casados são admitidos como padres diocesanos, mas não como bispos ou padres monásticos; e em raras ocasiões, permitiu-se que padres casados que se converteram a partir de outros grupos cristãos fossem ordenados no rito ocidental. No rito ocidental, os homens casados podem ser ordenados diáconos permanentes, mas não podem voltar a casar se a esposa morrer ou se o casamento for anulado.
O Papa é eleito pelo Colégio dos Cardeais de entre os próprios membros do Colégio (o processo de eleição, que tem lugar na Capela Sistina, é chamado Conclave). Cada Papa continua no cargo até que morra ou até que abdique (o que só aconteceu duas vezes, e nunca desde a Idade Média).
Organização por região
Idade Média
A unidade geográfica e organizacional fundamental da Igreja Católica é a diocese (nas Igrejas Católicas do Oriente, a unidade equivalente chama-se eparquia). Esta corresponde geralmente a uma área geográfica definida, centrada numa cidade principal, e é chefiada por um bispo. A igreja central de uma diocese recebe o nome de catedral, da cátedra, ou cadeira, do bispo, que é um dos símbolos principais do seu cargo.. Dentro da diocese, o bispo exerce aquilo que é conhecido como um ordinário, ou seja, a autoridade administrativa principal. (As sedes de algumas ordens religiosas são semi-independentes das dioceses a que pertencem; o superior religioso da ordem exerce jurisdição ordinária sobre elas.) Embora o Papa nomeie bispos e avalie o seu desempenho, e exista uma série de outras instituições que governam ou supervisionam certas actividades, um bispo tem bastante independência na administração de uma diocese.. Algumas dioceses, geralmente centradas em cidades grandes e importantes, são chamadas arquidioceses e são chefiadas por um arcebispo. Em grandes dioceses e arquidioceses, o bispo é frequentemente assistido por bispos auxiliares, bispos integrais e membros do Colégio dos Bispos que não chefiam a sua própria diocese. Arcebispos, bispos sufragários (designação frequentemente abreviada simplesmente para "bispos"), e bispos auxiliares, são igualmente bispos; os títulos diferentes indicam apenas que tipo de unidade eclesiástica chefiam. Muitos países têm vicariatos que apoiam as suas forças armadas (ver Ordinariato Militar).
Quase todas as dioceses estavam organizadas em grupos conhecidos como províncias, cada uma das quais era chefiada por um arcebispo. Embora as províncias continuem a existir, o seu papel foi substituído quase por completo por conferências de bispos, geralmente constituídas por todas as dioceses de um determinado país ou grupo de países. Estes grupos lidam com um vasto conjunto de assuntos comuns, incluindo a supervisão de textos e práticas litúrgicas para os grupos culturais e linguísticos da área, e as relações com os governos locais. A autoridade destas conferências para restringir as actividades de bispos individuais é, no entanto, limitada (os teólogos tradicionais consideram esta autoridade basicamente irrestrita). As conferências de bispos começaram a surgir no princípio do século XX e foram oficialmente reconhecidas no Concílio Vaticano Segundo, no documento Christus Dominus.
O Colégio dos Cardeais é o conjunto dos bispos católicos romanos que são conselheiros especiais do Papa. Qualquer padre pode ser nomeado Cardeal, desde que se "distinga em fé, moral e piedade". Se um cardeal que ainda não tiver sido ordenado bispo for eleito Papa, deverá receber a ordenação episcopal mais tarde. (ver a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis[http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_constitutions/documents/hf_jp-ii_apc_22021996_universi-dominici-gregis_en.html]) Todos os cardeais com menos de 80 anos têm o direito de eleger um novo papa depois da morte do seu predecessor. Os cardeais eleitores são quase sempre membros do clero, mas no entanto o Papa concedeu no passado a membros destacados do laicado católico (por exemplo, a teólogos) lugares de membro do Colégio, após ultrapassarem a idade eleitoral. A cada cardeal é atribuída uma igreja ou capela (e daí a classificação em bispo cardeal, padre cardeal e diácono cardeal) em Roma para fazer dele membro do clero da cidade. Muitos dos cardeais servem na cúria, que assiste o Papa na administração d | | |