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Arquitectura

Arquitectura

A Arquitectura - ou arquitetura na grafia brasileira - (do grego arché - αρχή = primeiro ou principal e tékton - τέχνη = construção) é a arte ou técnica de projetar e edificar o ambiente habitado pelo ser humano. Quando se fala em arquitectura fala-se, entre muitas outras coisas, da organização do espaço. A arquitetura como atividade humana existe desde que o homem passou a se abrigar das intempéries. Uma definição mais precisa da área envolve todo o design do ambiente construído pelo homem, o que engloba desde o desenho de mobiliário (desenho industrial) até o desenho da paisagem (paisagismo) e da cidade (urbanismo), passando pelo desenho dos edifícios e construções (considerada a atividade mais comum dos arquitetos). O trabalho do arquiteto envolve, portanto, toda a escala da vida do homem, desde a manual até a urbana. urbanismo Apesar da apresentação acima ser a mais facilmente encontrada em dicionários, é possível descrever a arquitetura de acordo com sua mátéria-prima: o espaço. Ou, para ser mais específico, o espaço interno. Antes de edificar contruções ou prédios, o arquiteto trabalha essencialmente com a edificação do espaço. Esta teoria foi sintetizada pelo arquiteto italiano Bruno Zevi.
Arquitectura é música petrificada (Goethe)

Definição

Goethe. Esta obra sintetiza uma série de ideais a respeito da relação do homem com o universo. Da mesma forma, ela está associada à Arquitetura, tanto quanto um instrumento de projeto quanto como um símbolo]] Primeiramente, a Arquitetura se manifesta de dois modos diferentes: a atividade (a arte, o campo de trabalho do arquiteto) e o resultado físico (o conjunto construído de um arquiteto, de um povo e da humanidade como um todo). A arquitetura enquanto atividade é um campo multidisciplinar, incluindo em sua base a matemática, as ciências, as artes, a tecnologia, as ciências sociais, a política, a história, a filosofia, entre outros. Sendo uma atividade complexa, é difícil conceituá-la de forma precisa, de forma que a palavra tenha diversas acepções e a atividade tenha diversos desdobramentos. Atualmente, o mais antigo tratado arquitetônico de que se tem notícia e que propõe uma definição de arquitetura é o do arquiteto romano Marco Vitrúvio Polião. Em suas palavras: : "A arquitetura é uma ciência, surgindo de muitas outras, e adornada com muitos e variados ensinamentos: pela ajuda dos quais um julgamento é formado daqueles trabalhos que são o resultado das outras artes." A definição de Vitrúvio, apesar de inserida em um contexto próprio, constitui a base para praticamente todo o estudo feito desta arte e para todas as interpretações até a atualidade. Ainda que diversos teóricos, principalmente os da modernidade, tenham conduzido estudos que contrariam diversos aspectos do pensamento vitruviano, este ainda pode ser sintetizado e considerado universal para a arquitetura(principalmente quando interpretado, de formas diferentes, para cada época), seja a atividade, seja o patrimônio. Vitrúvio declara que um arquiteto deveria ser bem versado em campos como a música, a astronomia, etc. A filosofia, em particular, destaca-se: de fato quando alguém se refere à "filosofia de determinado arquiteto" quer se referir à sua abordagem do problema arquitetônico. O racionalismo, o empirismo, o estruturalismo, o pós-estruturalismo e a fenomenologia são algumas das direções da filosofia que influenciaram os arquitetos.

A tríade vitruviana

Na obra de Vitrúvio, definem-se três os elementos fundamentais da arquitetura: a firmitas (que se refere à estabilidade, ao caráter construtivo da arquitetura), a utilitas (que originalmente se refere à comodidade e ao longo da história foi associada à função e ao utilitarismo) e a venustas (associada à beleza e à apreciação estética). Desta forma, e segundo este ponto de vista, uma construção passa a ser chamada de arquitetura quando , além de ser firme e bem estruturada (firmitas), possuir uma função (utilitas) e for, principalmente, bela (venustas). Há que se notar que Vitrúvio contextualizava o conceito de beleza segundo os conceitos clássicos. Portanto, a venustas foi, ao longo da história, um dos elementos mais polêmicos das várias definições da arquitetura.

Definição moderna

Uma definição precisa de arquitetura é impossível, como já foi ressaltado, dada a sua amplitude. Como as demais artes e ciências, ela passa por mudanças constantes. No entanto, o excerto a seguir, escrito por Lúcio Costa, costuma gozar de certa unanimidade quanto à sua abrangência.
"Arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando a determinada intenção. E nesse processo fundamental de ordenar e expressar-se ela se revela igualmente arte plástica, porquanto nos inumeráveis problemas com que se defronta o arquiteto desde a germinação do projeto até a conclusão efetiva da obra, há sempre, para cada caso específico, certa margem final de opção entre os limites - máximo e mínimo - determinados pelo cálculo, preconizados pela técnica, condicionados pelo meio, reclamados pela função ou impostos pelo programa, - cabendo então ao sentimento individual do arquiteto, no que ele tem de artista, portanto, escolher na escala dos valores contidos entre dois valores extremos, a forma plástica apropriada a cada pormenor em função da unidade última da obra idealizada."

"A intenção plástica que semelhante escolha subentende é precisamente o que distingue a arquitetura da simples construção."
COSTA, Lúcio (1902-1998). Considerações sobre arte contemporânea (1940). In: Lúcio Costa, Registro de uma vivência. São Paulo: Empresa das Artes, 1995. 608p.il.
Esta definição é entendida como um consenso pois ela resume praticamente toda uma metade de século de pensamento arquitetônico: a visão de Lúcio Costa sintetiza as várias teorias propostas por arquitetos pertencentes à Arquitetura moderna. Dado que o moderno procurou se colocar não como mais um entre vários estilos, mas como efetivamente a arquitetura, e sua visão de mundo tornou-se predominante, ela tornou-se por fim um consenso. A teorização proposta pela Arquitetura Moderna engloboa, no entanto, também toda a arquitetura produzida antes dela, já que ela manifesta claramente que a arquitetura surge de um programa, incorporando as variáveis sociais, culturais, econômicas e artísticas do momento histórico. Na medida em que os momentos históricos são heterogêneos, a definição moderna da arquitetura não ilegitima nenhuma outra manifestação histórica, mas ativamente combate a cópia de outros momentos históricos no momento contemporâneo.

A questão do estilo

Quando se pensa em algum tipo classificação dos diferentes produtos arquitetônicos observados no tempo e no espaço, é muito comum, especialmente por parte da população considerada mais "leiga", de diferenciar os edifícios e sítios através da idéia de que eles possuem um estilo diverso um do outro. Tradicionalmente, a noção de estilo envolve a apreensão de um certo conjunto de fatores e características formais dos edifícios: ou seja, a definição mais primordial de estilo é aquela que o associa à forma da arquitetura, e principalmente seus detalhes estético-construtivos. A partir desta noção, parte-se então, naturalmente, para a idéia de que diferentes estilos possuem diferentes regras. E, portanto, estas regras poderiam ser usadas em casos específicos. A arquitetura, enquanto profissão, segundo este ponto de vista, estaria reduzida a uma simples reunião de regras compositivas e sua sistematização. Esta é uma idéia que, após os vários movimentos modernos da Arquitetura (e mesmo os pós-modernos, que voltaram a debater o estilo) tornou-se ultrapassada e apaixonadamente combatida. A arquitetura, pelo menos no plano teórico e acadêmico, passou a ser entendida através daquilo que efetivamente a define: o trabalho com o espaço habitável. Aquilo que era considerado estilo passou a ser chamado simplesmente de momento histórico ou de escola. Apesar de ser uma ruptura aparentemente banal, ela se mostra extremamente profunda na medida em que coloca uma nova variável: se não valem mais as definições historicistas e estilísticas da Arquitetura, o estilo deixa de ser um modelo amplamente copiado e passa a ser a expressão das interpretações individuais de cada arquiteto (ou grupo de arquiteto), daquilo que ele considera como Arquitetura. Portanto, se é possível falar em um estilo histórico (barroco, clássico, gótico, etc), também se torna possível falar em um estilo individual (arquitetura Wrightiana, Corbuseana, etc).

Arquitectura civil

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Arquitectura militar

Arquitectura religiosa

Referências

Artigos relacionados


- Linguagem arquitetônica
- Estilos arquitectónicos
- Lista de arquitectos
- História da Arquitetura
- Obras de Arquitectura
- Urbanismo
- Ensino da arquitetura
- Maquete Eletrônica

Páginas externas


- [http://www.greatbuildings.com Greatbuildings.com] - Catálogo de edifícios, arquitetos e projetos famosos.
- [http://www.galinsky.com Galinsky.com] - Arquitetura moderna e contemporânea
- [http://www.iab.org.br IAB-DN] - Sítio do Instituto dos Arquitetos do Brasil
- [http://www.ordemdosarquitectos.pt OA] - Sítio da Ordem dos Arquitectos Portugueses
- [http://www.vitruvius.com.br Vitruvius] - Portal brasileiro de arquitetura
- [http://www.arcoweb.com.br Arcoweb] - Portal brasileiro de arquitetura
- [http://www.arquitetura.com ARQUITETURA.COM] - Portal brasileiro de arquitetura

Bibliografia

#COSTA, Lúcio, Arquitetura; São Paulo: José Olympio, 2002. #RASMUSSEN, Esteen Eiler; Arquitetura vivenciada; São Paulo: Martins Fontes, 2002. #ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura; São Paulo: Martins Fontes, 2002 #ARGAN, Giulio Carlo; Arte moderna; São Paulo: Companhia das Letras, 1998. Categoria:Arquitetura Categoria:Cultura ja:建築学 ko:건축 ms:Seni bina simple:Architecture th:สถาปัตยกรรมศาสตร์

Brasil

A República Federativa do Brasil é o maior e mais populoso país da América Latina, e o quinto maior do mundo. Sua área total é de 8.514.200,5 km². Localiza-se na parte central e nordeste da América do Sul. Suas fronteiras ao Norte são com a Venezuela, a Guiana, o Suriname e com o departamento ultramarino francês da Guiana Francesa; tem costas ao Nordeste, Leste e Sudeste no Oceano Atlântico. Ao Sul, faz fronteira com o Uruguai; a Sudoeste, com a Argentina e o Paraguai; a Oeste, com a Bolívia e o Peru, e a Noroeste, com a Colômbia. Os únicos países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil são o Chile e o Equador. Bem além do território continental, o Brasil também possui alguns pequenos grupos de ilhas no Oceano Atlântico: Penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, e Trindade e Martim Vaz. Há também um complexo de pequenas ilhas e corais chamado Atol das Rocas.

História

Para obter mais detalhes, veja História do Brasil Originalmente habitado por ameríndios (aproximadamente de 3 a 5 milhões) o território que hoje pertence ao Brasil, além do restante da América do Sul, já estava dividido entre duas potências européias, Portugal e Espanha antes mesmo de seu descobrimento oficial. O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, foi um importante acordo para a definição da futura fronteira do Brasil, que dividia o continente de norte a sul, desde o atual estado do Pará até a cidade de Laguna (Santa Catarina), sendo muito alterada posteriormente, com a expansão portuguesa para o oeste. Oficialmente, o descobridor foi Pedro Álvares Cabral, tendo avistado terra em 21 de abril e chegado à atual Porto Seguro (BA) em 22 de Abril de 1500. A ocupação efetiva se deu a partir de 1532, com a fundação de vila de São Vicente, por Martim Afonso de Sousa. Ao longo do século XVI, foi-se ensaiando a escravidão, inicialmente a dos indígenas, e só a partir das últimas décadas a do africano. Ainda nesse século deve-se ressaltar as primeiras tentativas de exploração do interior, bem como as disputas com os Franceses, que procuravam aumentar sua influência na América, através da pirataria e do comércio do Pau-Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, gerando uma guerra luso-francesa na recente colônia, culminando com a expulsão do general Coligny do forte de Villegagnon e o estabelecimento definitivo da hegemonia da coroa portuguesa. O século XVII vê um grande desenvolvimento da agricultura, baseada na escravatura, do tabaco e especialmente da cana-de-açúcar na Bahia, Pernambuco, e mais tardiamente no Rio de Janeiro. As expedições chamadas de Entradas e Bandeiras dos paulistas, descobriram o ouro, pedras preciosas em Minas Gerais e ervas no sertão. As colônias nordestinas foram ocupadas pelos holandeses em 1624, e entre 1630 e 1654, principalmente sob o comando de Maurício de Nassau, sendo ao final expulsos na batalha de Guararapes. Nessa época foi fundado o quilombo de Palmares, por Zumbi, líder guerreiro, e que congregava milhares de negros fugidos dos engenhos de cana do nordeste brasileiro e alguns brancos e índios. Este mini-reino foi finalmente destruído, não sem uma resistência heróica e violenta, pelos bandeirantes portugueses comandados por Domingos Jorge Velho, tendo seu líder sido morto e decapitado (segundo a tradição não-oficial, Zumbi teria conseguido fugir). No século XVIII, ainda que a produção do açúcar não tenha perdido sua importância, as atenções da Coroa se concentravam na região das Minas gerais onde se tinha descoberto ouro. Este, entretanto, esgota-se antes do final do século. Após a Independência (7 de setembro de 1822), o Brasil se torna uma monarquia constitucional, mantendo a base de sua economia no trabalho escravo. Este é lentamente substituído pela imigração alemã, italiana e polonesa. O surto de modernização continua com o fim da escravidão (1888), à época quase dispensável, e da monarquia, no ano seguinte. A República que então se instaura em 15 de novembro de 1889, dominada por oligarquias estaduais que se sustentavam através de eleições "fraudadas", dura até 1930. Nesse ano, Getúlio Vargas comanda uma revolução que o coloca no poder até 1945, incluindo uma ditadura de inspirações fascistas desde 1937. Após a derrubada de Getúlio Vargas e a promulgação de uma Constituição em 1946, o país vive a fase mais democrática que já experimentara, embora abalada por fatos como o suicídio de Vargas em 1954, presidente eleito desde 1951. Em janeiro de 1956, tomou posse o novo presidente Juscelino Kubitschek, ex-governador de Minas Gerais, que inicia um período de industrialização do país. Em 1961 assume a presidência da república o populista Jânio Quadros, tendo como vice-presidente João Goulart que não era do mesmo partido (havia eleições para presidente e para vice-presidente, não em uma chapa de presidente e vice-presidente). Com a renúncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961 e após um período de instabilidade política e da campanha que ficou conhecida como "legalidade" patrocinada pelo cunhado de João Goulart, o governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, Goulart assume a presidência e propõe um conjunto de reformas que ficaram conhecidas como as "reformas de base", que incluíam distribuição de renda, reforma agrária e outras medidas de cunho socialista. Inicia-se um período de instabilidade política e atritos entre o governo e os militares conservadores. Leonel Brizola O golpe militar de 31 de Março de 1964 derruba Goulart e instaura uma ditadura que coloca no poder o general Castello Branco. Seu governo é sucedido respectivamente pelos governos militares dos generais Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo. A volta à democracia se inicia após uma maciça movimentação popular na campanha das Diretas-Já em 1984. Em 1985, concorrendo com Paulo Maluf, Tancredo Neves ganha uma eleição indireta no Colégio Eleitoral. Tancredo não chega a tomar posse vindo a falecer e José Sarney toma posse em 1985. Sob o governo de José Sarney, promulga-se a Constituição de 1988, que institui uma república presidencial, confirmada em plebiscito em 21 de Abril de 1993. Em 1989, o ex-governador das Alagoas Fernando Collor, praticamente desconhecido no resto do país, é eleito presidente, nas primeiras eleições diretas àquele cargo desde 1960. Após 2 anos o governo sofre com diversas denúncias e é instaurado um processo de afastamento no congresso. Em uma tentativa de não sofrer o afastamento, Fernando Collor renuncia mas acaba punido com a perda de seus direitos políticos e seu vice, Itamar Franco, toma posse. O governo de Itamar Franco introduz o Plano Real, um plano econômico executado pelo então ministro da fazenda, Fernando Henrique Cardoso, inédito no mundo e que debelou décadas de inflação. Com o sucesso do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso, centro-direita, concorre e é eleito presidente em 1994 conseguindo a reeleição em 1998, em aliança com forças da direita tradicional. Após os oito anos do governo considerado neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, em 2002 é eleito presidente da República o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, do tradicionalmente esquerdista PT.

Geografia

PT Para mais detalhes, veja Geografia do Brasil Sua geografia é diversificada, com paisagens semi-áridas, montanhosas, de planície tropical, subtropical, com climas variando do seco sertão nordestino ao chuvoso clima tropical equatorial, ao frio da região sul, com clima subtropical e geadas. Seu povo é o resultado da miscigenação de diferentes raças e culturas, com influências tanto dos ameríndios, moradores originais do continente, como dos europeus, e dos africanos que foram trazidos como escravos. Além destes, participam também os povos asiáticos, mas de influência mais limitada. A imigração foi incentivada pelo governo no final do século XIX, após a abolição da escravatura, para compor a mão-de-obra que iria trabalhar nas lavouras de café e nas nascentes indústrias. Houve forte fluxo de emigrantes para a região Sudeste (Italianos, Espanhóis, Portugueses) e para a região Sul (Alemães, Poloneses, Eslavos). Outros surtos imigratórios, causados por fatores externos, trouxeram Judeus, Japoneses e Sul-Americanos em geral. Esta miscigenação é responsável, em parte, pelo fato do Brasil ser reconhecido como um dos países mais abertos e tolerantes às diferenças culturais. Pessoas das mais diferentes origens, raças e credos convivem lado a lado, sem tensões sociais, contribuindo para uma cultura rica e diversificada.

Geologia

A estrutura geológica de um território corresponde as diversas formas de organização de suas rochas, considerando, principalmente, idade e origem das mesmas. As ciências da Terra, como a Geologia e a Geomorfologia, consideram que a estrutura geologica é composta de três domínios estruturais: os crátons ou plataformas estruturais, as bacias sedimentares e as cadeias orogênicas ou orógenos (oro= montanha; gênese= formação).O Brasil possui terrenos geológicos muito antigos e bastante diversificados, dada sua extensa área territorial. Não existem, entretanto, cadeias orogênicas modernas, datadas do Mesozóico, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. Eis a razão pela qual a modéstia de altitudes é uma das características principais da geomorfologia brasileira. Raros são os pontos em que o relevo ultrapassa dois mil metros de altitude, sendo que as maiores altitudes isoladas encontram-se na fronteira norte do país, enquanto as maiores médias regionais estão na Região Sudeste, notadamente nas fronteiras de Minas Gerais e Rio de Janeiro. As rochas mais antigas integram áreas de escudo cristalino, representadas pelos crátons: Amazônico, Guianas, São Francisco, Luís Alves/Rio de La Plata, acompanhado por extensas faixas móveis proterozóicas. Da existência destes crátons advém outra característica geológica muito importante do território: sua estabilidade geológica. São incomuns no Brasil os grandes abalos sísmicos ou terremotos. Também não existe atividade vulcânica expressiva. As partes mais acidentadas do relevo são resultantes de dobramentos ou arqueamentos antigos da crosta, datados do proterozóico (faixas móveis). As áreas de coberturas sedimentares estão representadas por três grandes bacias sedimentares: Bacia Amazônica, Bacia do Paraná e Bacia do Parnaíba, todas apresentando rochas de idade paleozóica.

Tópicos gerais e hinos

Política

Para mais detalhes, veja Política do Brasil De acordo com a Constituição de 1988, o Brasil é uma República Federativa Presidencialista, de inspiração estadunidense quanto à forma do Estado. No entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente, eleito quadrienalmente. Concomitantemente às eleições presidenciais, vota-se para o Congresso Nacional, sede do Poder Legislativo, dividido em duas casas parlamentares: a Câmara dos Deputados, que têm mandato de quatro anos, e o Senado Federal, cujos membros possuem mandatos de oito anos e se elegem em um terço e dois terços alternadamente a cada quatro anos. Embora o peso de cada voto individual seja o mesmo no sufrágio para o Executivo, o mesmo não ocorre com o Legislativo. Por um lado, há três Senadores representando cada Unidade da Federação (atualmente 27). Por outro, a se considerar o modelo federativo clássico, a representação do povo pelos Deputados deveria ser consoante à população de cada UF; seu número é, entretanto, limitado a no mínimo 8 e no máximo 70. De qualquer forma, adota-se o sistema majoritário para a eleição dos Senadores e o proporcional para os Deputados. Finalmente, há o Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, responsável por interpretar a Constituição Federal e composto de onze Ministros indicados pelo Presidente sob referendo do Senado, dentre indíviduos de renomado saber jurídico. A composição dos ministros do STF não é completamente renovada a cada mandato presidencial: o presidente somente indica um novo ministro quando um deles se aposenta ou vem a falecer.

Divisões políticas

Poder Judiciário As 27 unidades da federação são agrupadas, para fins estatísticos e, em alguns casos, de orientação da atuação federal, em cinco grandes regiões: Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul. Cada Estado, bem como o Distrito Federal, tem seus próprios órgãos executivos (na figura do Governador), legislativos (Assembléia Legislativa unicameral) e judiciários (tribunais estaduais). Apenas aos Estados cabe subdividir-se em Municípios, que variam em número, entre 15 (Roraima) e 853 (Minas Gerais). Como as menores unidades autônomas da Federação dispõem apenas do poder Executivo, exercido pelo Prefeito, e Legislativo, sediado na Câmara Municipal. Esta última é uma entidade com uma história secular na Península Ibérica e áreas por ela colonizadas. Abaixo, os Estados que compõem cada região:
- Região Centro-Oeste
  - Distrito Federal (DF)
  - Goiás (GO)
  - Mato Grosso (MT)
  - Mato Grosso do Sul (MS)
- Região Nordeste
  - Alagoas (AL)
  - Bahia (BA)
  - Ceará (CE)
  - Maranhão (MA)
  - Paraíba (PB)
  - Pernambuco (PE)
  - Piauí (PI)
  - Rio Grande do Norte (RN)
  - Sergipe (SE)
- Região Norte
  - Acre (AC)
  - Amapá (AP)
  - Amazonas (AM)
  - Pará (PA)
  - Rondônia (RO)
  - Roraima (RR)
  - Tocantins (TO)
- Região Sudeste
  - Espírito Santo (ES)
  - Minas Gerais (MG)
  - Rio de Janeiro (RJ)
  - São Paulo (SP)
- Região Sul
  - Paraná (PR)
  - Rio Grande do Sul (RS)
  - Santa Catarina (SC)

Maiores aglomerações urbanas

# Região Metropolitana de São Paulo - São Paulo - 20,5 milhões de habitantes # Região Metropolitana do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - 11,6 milhões de habitantes # Região Metropolitana de Belo Horizonte - Minas Gerais - 4,6 milhões de habitantes # Região Metropolitana de Porto Alegre - Rio Grande do Sul - 3,9 milhões de habitantes # Região Metropolitana do Recife - Pernambuco - 3,5 milhões de habitantes.

Cidades mais populosas

# São Paulo - 11,5 milhões de habitantes # Rio de Janeiro - 6,5 milhões de habitantes # Salvador - 2,63 milhões de habitantes # Belo Horizonte - 2,35 milhões de habitantes # Fortaleza - 2,33 milhões de habitantes # Brasília - 2,28 milhões de habitantes # Curitiba - 1,73 milhão de habitantes # Manaus - 1,59 milhão de habitantes # Recife - 1,49 milhão de habitantes # Porto Alegre - 1,42 milhão de habitantes

Economia

A economia do país é bastante diversificada e abrange diversos tipos de atividade econômica e industrial, dentre as principais encontram-se:
- Indústria aeronáutica
- Agricultura e Agroindústria
- Indústria automotiva
- Divisão Geoeconômica
- Indústria de eletro-eletrônicos
- Extrativismo
- Indústria de transformação
- Indústria têxtil
- Mineração
- Indústria petroquímica
- Turismo
- Serviços
- Sistema Financeiro Brasileiro

Demografia

A base do povo brasileiro é o elemento Português, que colonizou o país após 1500. Até a independência, em 1822, Portugal foi a única nação européia que se estabeleceu com sucesso no Brasil, e grande parte da cultura brasileira tem sua raíz naquela de Portugal. Holandeses e Franceses também colonizaram o Brasil no século XVII, mas sua presença durou apenas algumas décadas. A população Indígena do Brasil foi em grande parte exterminada ou assimilada pela população Portuguesa. Desde o início da colonização, a mistura entre Portugueses e Nativos foi comum. O Brasil tem uma grande população Negra, descendente dos escravos Africanos trazidos para o País do século XVI ao século XIX. A população Africana no Brasil se misturou em larga escala com os Portugueses, criando uma grande população Mestiça no País. No século XIX, o Governo Brasileiro estimulou a imigração de Europeus para substituir a mão-de-obra escrava. Os primeiros imigrantes não-Lusos a se estabelecerem no Brasil foram os Alemães, em 1824. Entretando, a vinda em massa de Europeus para o Brasil só começou na década de 1870, quando a imigração vinda da Itália cresceu. O Brasil tem a maior população de origem italiana fora da Itália, com 25 milhões de descendentes de italianos, constituindo mais de 15% da população brasileira. Um outro importante fluxo de imigrantes no Brasil veio da Espanha. Durante o século XIX e início do século XX, o Brasil recebeu imigrantes de diversos outros países da Europa, como da Polônia, Rússia, Ucrânia e Áustria. Esses imigrantes se estabeleceram sobretudo nos estados do Sul e Sudeste. Começando no início do século XX, o Brasil também recebeu um grande número de imigrantes Japoneses, que foram principalmente para São Paulo. Constituem hoje a maior população de origem Asiática do País. Os Japoneses e descendentes residentes no Brasil (1,5 milhão) são a maior população japonesa fora do Japão. Também ocorreu uma significante imigração vinda do Oriente Médio (Líbano e Síria) A população brasileira está concentrada sobretudo no litoral, com uma menor densidade demográfica no interior.
- Povos Ameríndios
- Imigração italiana no Brasil
- Imigração portuguesa no Brasil
- Imigração alemã no Brasil
- Imigração japonesa no Brasil
- Imigração espanhola no Brasil
- Escravidão Africana

Migrações


- Migrações internacionais recentes no Brasil
- Migrações internas no Brasil

Idiomas

O Português é a língua oficial e falada por toda a população. O Brasil é o único país de língua portuguesa das Américas, dando-lhe uma distinta identidade cultural em relação aos outros países do continente. O português é o único idioma com total status de língua oficial do Brasil e há pequenas variantes regionais. É a única língua usada nas escolas, jornais, rádio e TV e negócios. O idioma falado no Brasil é em parte diferente daquele falado em Portugal e nos outros países lusófonos. O Português do Brasil é mais arcáico que o Português de Portugal e possui algumas diferenças na fonética e na ortografia, embora as diferenças entre as duas variantes não comprometa seu entendimento. Idiomas minoritários são falados no dia-a-dia no vasto território brasileiro. Parte desses idiomas são Línguas Indígenas, faladas sobretudo na Região Norte do Brasil. As línguas mais faladas são: Tupi-guarani, Kaingang, Nadëb, Carajá, Caribe, Tucano , Arára, Terêna, Borôro, Apalaí, Canela e vários outras. Outras línguas faladas no Brasil são entre as populações de descendentes de imigrantes que preservaram seus costumes no Sul do Brasil. Essas comunidades falam alemão, italiano, polonês e japonês. A variante alemã mais falada no Brasil é o dialeto Riograndenser Hunsrückisch, que tem sua origem no dialeto alemão Hunsrückisch. A variante italiana mais falada no Brasil é o Talian, um dialeto que tem sua origem na Língua Vêneta, falada no Norte da Itália

Religião

Três em cada 4 brasileiros, ou 74% da população, são Católicos. O número de Protestantes tem crescido rapidamente, representando 15.4%. Outros grupos Cristãos compreendem por 1.3%. Seguidores de religiões de origem africana representam em torno de 0,3% da população. A comunidade Judáica tem 160 mil membros, e as religiões asiáticas são seguidas por 300 mil brasileiros. O Islamismo é seguido por 30 mil pessoas. Cerca de 10% da população não professa nenhuma religião. O Brasil é o país com a maior população Católica do mundo. Também é o país com o maior número de seguidores de religiões Asiáticas fora da Ásia.

Cultura

Veja também:


- Lista de países

Referências externas - oficiais


- [http://www.brasil.gov.br/ Governo Federal]
- [http://www.senado.gov.br/ Senado Federal]
- [http://www.camara.gov.br/ Câmara dos Deputados]
- [http://www.mre.gov.br/ Ministério das Relações Exteriores]
- [http://www.consul.cc/brazil/ Corpo Consular do Brasil]
- [http://www.stf.gov.br/ Supremo Tribunal Federal]
- [http://www.bcb.gov.br Banco Central do Brasil]
- [http://www.mec.gov.br/seed/tvescola/historia/entrevista_1a.asp História do Brasil]
- [http://www.riodejaneiro-turismo.com.br/pt/ Riotur - orgão da Secretaria Especial de Turismo da cidade do Rio de Janeiro]

Imprensa

Agência de notícias oficial


- Agência Brasil (Radiobrás) [http://www.radiobras.gov.br/]

Jornais e Revistas

Ver artigo principal Lista de jornais e revistas brasileiros Categoria:Países da América do Sul
-
fiu-vro:Brasiilia ja:ブラジル ko:브라질 ms:Brazil simple:Brazil th:ประเทศบราซิล zh-min-nan:Pa-se

Arte

A arte pode ser definida como aquilo que não é relacionado diretamente à sobrevivência ou à reprodução, mesmo que reflita algo sobre essas questões, portanto, sendo desenvolvida apenas quando essas duas primeiras questões estão resolvidas. Também pode ser definida como o produto final da manipulação humana sobre uma matéria-prima qualquer. A arte é a expressão máxima do momento, seja ele histórico ou pessoal. Os historiadores de arte procuram determinar os períodos que empregam um certo estilo estético por 'movimentos'. O artista usa sua capacidade criadora para expor seus sentimentos e sensações, além da imaginação, espontaneidade e experiências. A arte registra as idéias e os ideais das culturas e etnias, sendo assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo. Muitas formas artísticas podem extrapolar a realidade, exagerando coisas normalmente aceitas ou simplesmente criando novas formas para se visualizar. Em algumas sociedades as pessoas consideram que a arte pertence à pessoa que a criou. Geralmente pensam que o artista usou o seu talento intrínseco na sua criação. Essa visão (geralmente da maior parte da cultura ocidental) reza que um trabalho artístico é propriedade do artista. Outra maneira de se pensar sobre "talento" é como se fosse o capital individual do artista. Os povos judeus, cristãos e muçulmanos geralmente pensam dessa maneira sobre a arte. Existem outras sociedades onde as pessoas pensam que o trabalho artístico pertence à comunidade. Esse pensamento é levado de acordo com a convicção de que a comunidade deu ao artista o capital social para o seu trabalho. Nessa visão a sociedade é um coletivo que produz a arte, através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte é visto como importante para sua concepção. Existem muitas contradições quanto à honra ou ao gosto pela arte, indicando assim o tipo de moral que a sociedade exerce. Também pode ser definida, mais genéricamente, como o campo do conhecimento humano relacionado à criação e crítica de obras que evocam a vivência e interpretação sensorial, emocional e intelectual da vida em todos os seus aspectos.

História da Arte

Lista de artes


- Arquitetura
- Artes Cénicas
- Artes Plásticas
- Artes Visuais e Design
- Banda Desenhada (quadrinhos)
- Cartoons
- Cinema
- Dança
- Desenho
- Dramaturgia
- Escultura
- Literatura (Poesia e Prosa)
- Música
- Pintura
- Teatro


- A arte na era de sua reprodutibilidade técnica

Links externos


- [http://www.museuvirtual.com.br// Museu Virtual de Arte Brasileira]
- [http://www.sobresites.com/artesplasticas/museusmundo.htm/ Lista dos sites de museus pelo mundo] categoria:Arte categoria:Cultura ja:芸術 ms:Seni simple:Art

Técnica

É o procedimento ou o conjunto de procedimentos que têm como objetivo obter um determinado resultado, seja no campo da Ciência, da Tecnologia, das Artes ou em outra atividade. Estes procedimentos não excluem a criatividade como fator importante da técnica. A técnica implica no conhecimento das operações, como o manejo das habilidades, tanto das ferramentas como os conhecimentos técnicos e a capacidade de improvisação. A técnica não é privativa do homem, pois também se manifesta na atividade de todo ser vivo e responde a uma necessidade de sobrevivência. No animal, a técnica é característica de cada espécie. No ser humano, a técnica surge de sua relação com o médio e se caracteriza por ser consciente, reflexiva, inventiva e fundamentalmente individual. O indivíduo a aprende e a faz progredir. Só os humanos são capazes de construir, com a imaginação, algo que logo podem concretizar na realidade. Campos de ação: o campo da técnica e da Tecnologia responde ao interesse e à vontade do homem de transformar seu ambiente, buscando novas e melhores formas de satisfazer suas necessidades ou desejos. Esta atividade humana e seu produto resultante é o que chamamos técnica e Tecnologia, segundo o caso. A palavra se origina do grego techné cuja tradução é arte. A técnica, portanto, confundia-se com a arte, tendo sido separada desta ao longo dos tempos. Categoria:Tecnologia Categoria:Ciência Categoria:Arte

Homem

right O Homem é o nome geral dado ao ser humano, animal bípede da família dos primatas, pertencente à espécie Homo sapiens sapiens. São chamados de homem (sentido estrito) os integrantes do sexo masculino e mulher os do sexo feminino. Os filósofos gregos buscaram durante séculos a definição exata de o que é um homem, sendo a mais conhecida a que o descreve como "um bípede implume" (duas pernas e sem penas). O feminismo critica a utilização do termo Homem(ou homem) como sinônimo de ser humano designando toda a espécie e reivindica o uso do mesmo exclusivamente como oposição a mulher (significando então apenas ser humano do sexo e/ou do gênero masculino).

Origem Mítica

Ao longo da História, desenvolveram-se diferentes concepções míticas, religiosas, filosóficas e científicas em relação ao Homem, cada uma com sua própria explicação sobre nossa origem, trascendência e sentido da vida:
- Os acádios afirmavam que o primeiro homem, Adapa, era filho do deus Ea, mas perdeu a imortalidade.
- Um mito mesopotâmico afirma que o homem cresceu da terra como uma planta.
- Para Hesíodo, Zeus modelou em argila Pandora, a primeira mulher, de cujo enlace com o deus Epimeteu nasceram o resto dos homens. Mais tarde, Pandora foi a responsável por todos os males da Humanidade, ao abrir a Caixa de Pandora. Reteve apenas na caixa a Esperança.
- O mito nórdico da criação atribui a Odin e seus irmãos o ato de infundir vida a dois troncos de árvore de uma praia, convertendo-os em Ask, o primeiro homem, e Embla, a primeira mulher.
- Seguindo o mito judaico-cristão, o homem foi criado por Deus à Sua imagem e semelhança a partir do barro, e foi expulso do Paraíso como consequência do pecado original depois de adquirir consciência do bem e do mal

Símbolo

pecado original O símbolo do sexo masculino é representando pelo símbolo que retrata o o deus Marte, deus da guerra, que simboliza a masculinidade. O deus Marte faz parte da mitologia romana, e é o equivalente a Ares na mitologia grega.


- Homo sapiens, para considerações científicas sobre biologia e evolução do Homem. Categoria:Biologia Categoria:Gênero ja:男性

Design

Design (em alguns casos projeto ou projética no Brasil) é um termo da língua inglesa que se refere a um determinado esforço criativo, seja bidimensional ou tridimensional, segundo o qual se projetam objetos ou meios de comunicação diversos para o uso humano. Por este fato, ela pode ser traduzida como "desenho", mas não se refere diretamente ao ato de desenhar. Devido à dificuldade de tradução, costuma-se adotar nos países de língua portuguesa a palavra original, de forma que o profissional que trabalha na área de design é chamado designer. Em inglês, quando usada para designar artes aplicadas, arquitetura e engenharia, ou outro esforço criativo, design é tanto um substantivo quanto um verbo. O verbo refere-se a um processo de originar e desenvolver um projeto para um objeto de arte ou engenharia, que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual, modelagem, ajustes iterativos e re-design. O substantivo é tanto o produto finalizado da ação, ou o resultado de se seguir o plano de ação. Portanto, o design é tanto uma área do conhecimento humano como uma arte ou ciência aplicada. O design contém uma parte subjectiva e outra objectiva, sendo esta ligada à consciência à ciência e a parte subjectiva à imaginação e criatividade. Estes dois aspectos aliados formam o conceito de design.

História do design

Embora o homem sempre tenha produzido artesanalmente produtos para seu uso e comunicação, costuma-se traçar as origens do design junto ao apogeu da Revolução Industrial. A produção em série de produtos para consumo das massas necessitou de um rigor de projeto e raciocínio inédito, fazendo com que surgissem novos profissionais que, apesar de não executarem os produtos, projetavam-nos. O surgimento formal do design ocorre com as experiências da escola alemã Bauhaus.

Design como projeto

Normalmente divide-se a disciplina em duas áreas:

Design gráfico

Lida normalmente com a bidimensionalidade e costuma trabalhar com a expressão visual gráfica, impressa ou em tela. É uma atividade tradicionalmente ligada à mídia impressa (tendo como produtos trabalhos como o projeto e produção de peças gráficas como pôsteres, editoração de livros, jornais, revistas, etc), mas com o advento e popularização da Internet (e ainda antes dela, da televisão), o designer gráfico tem trabalhado cada vez mais no projeto de sistemas de mídia eletrônica (como sítios da web, CD-Roms, etc). O Design Gráfico surgiu como disciplina autônoma em meados do século XIX, tendo na figura de Henri de Toulouse-Lautrec um artista plástico que rompe a barreira da pintura tradicional e que introduz a questão da comunicação visual. O Design Gráfico se tornou uma disciplina acadêmica, juntamente do Design de Produto, principalmente com os estudos e pesquisas realizados na Bauhaus.

Design de produto

Também chamado desenho industrial, lida com a produção de objetos e produtos tridimensionais para usufruto humano. Um designer de produto lidará essencialmente com o projeto e produção de bens de consumo ligados à vida cotidiana (como mobiliário doméstico e urbano, eletroeletrônicos, automóveis e outros tipos de veículos, etc) assim com com a produção de bens de capital, como máquinas e motores. Assim como o Design Gráfico, o Desenho do Produto (eventualmente chamado Desenho Industrial, dada a sua relação com os processos de produção industriais e sua origem na Revolução Industrial) começa a se delinear no Século XIX, especialmente com os textos teóricos ligados ao movimento Arts & Crafts que enxergava na produção artística um guia para a produção industrial. Da mesma forma que o Design Gráfico, porém, ele ganha maturidade e sofre uma profunda revolução com as experiências feitas na Bauhaus, no início do Século XX, praticamente definindo a noção atual da profissão.

O problema etimológico

Por designar uma área do conhecimento e da atuação humanas bastante ampla, mas que se difundiu em publicações americanas, tornou-se de uso comum usar a palavra em inglês. Na Bauhaus, adotou-se a palavra gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. Quando traduzida para o inglês, adotou-se "design", já usada para se referir a "projetos": dessa maneira, ficava estabelecida a diferença entre o design (a ação ou produto) e o drawing (o desenho). O mesmo acontece no espanhol: existem as palavras diseño (que se refere ao design) e dibujo (que se refere ao desenho). Inicialmente, no Brasil, por volta das décadas de 50 e 60 adotou-se a palavra "desenho" (e em especial, a expressão "desenho industrial", que se pensava ser uma tradução literal para industrial design) para se referir ao design. Nas décadas seguintes, passou a ser cada vez mais comum usar a palavra original. O arquiteto Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples "desenho". Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquiteto, sua proposta foi ignorada.

O uso da palavra em outros contextos

Na filosofia o substantivo abstrato design refere-se a objetividade, propósito, ou teleologia. O design é então oposto a criação aleatória, sem objetivo ou falta de complexidade. A visão tradicional é de que o design só pode surgir graças a um designer consciente. Então, segundo o argumento teleológico, também conhecido como argumento do design, óbvia presença de objetividade criacionista (design) no mundo prova da existência de um designer (criador), considerado Deus. Nas décadas passadas houve propostas de uma alternativa por parte de estudiosos de filosofia e teóricos neo-Darwinianos da evolução, onde é possível falar de design sem ser preciso sempre falar de um designer consciente. É um ponto a se pensar ver humanos, deuses e certas forças impessoais, especialmente a seleção natural, como igualmente capazes de levantar um mesmo e único fenômeno: design. Daniel C. Dennett (1995) talvez ofereça o mais compreensível trabalho nesta linha. Note-se que outros filósofos e teóricos da evolução argumentam que o termo design deveria continuar reservado para casos envolvendo um designer consciente. Isso implica em que os seguidores da visão padrão, biológica, material da origem das espécies não deveriam usar design em discussões sobre organismos ou partes de organismos; desde que estes não tem um designer, eles não foram projetados no sentido próprio da palavra. Um dos teóricos desta linha é Richard Dawkins.

Referências e mais informações


- em inglês: Darwin's Dangerous Idea (1995) por Daniel C. Dennett. (filosofia)

Ver também

Páginas externas


- Rede Design Brasil [http://www.designbrasil.org.br/portal/acoes/pbd_rede.jhtml - sítio oficial]
- [http://www.sobresites.com/design/ SobreSites Design]
- Instituto Buckminster Fuller, [http://www.bfi.org sítio oficial(ciência do design antecipatório compreensivo)]
- Design Council [http://www.designcouncil.org.uk/design informações gerais]
- Associação dos Designers Gráficos Brasil [http://www.adg.org.br/]

Artigos relacionados


- Artes visuais e design
- Acessibilidade ou "Design universal" ou "Design total"
- Design ajudado por computador
- Design de iluminação de palco
- Design de interação
- Identidade visual
- Webdesign ja:デザイン

Paisagismo

O Paisagismo (Arquitetura da paisagem ou Arquitectura Paisagista ) é como é chamada a arte e técnica de ordenar, organizar e configurar espaços livres, urbanos ou não, de forma a projetar micro e macro-paisagens.

Visão geral

Visto que a abordagem do problema do design da paisagem é similar ao encarado na arquitetura, considera-se que a paisagem é um elemento a ser construído, tanto quanto os edifícios e o ambiente urbano: dessa forma, a arquitetura da paisagem é uma extensão da Arquitetura, como disciplina, de uma forma mais ampla. Originalmente relacionado apenas ao desenho de jardins e praças, considerando apenas os aspectos estéticos e cênicos do projeto de um lugar, o paisagismo ao longo do tempo foi abarcando escalas e propostas maiores, chegando a se confundir com o desenho urbano e incorporando as variáveis sócio-econômicas relativas aos problemas em questão. Enquanto profissão, a Arquitectura Paisagista abrange um conjunto de disciplinas relacionadas ao projeto arquitetônico, ao planejamento regional e urbano, à preservação do meio ambiente natural e construído e do patrimônio histórico, ao planejamento de sistemas de lazer e recreação e sinteticamente ao planejamento espacial. A Arquitetura da Paisagem é, assim como a própria arquitetura, um campo multidisciplinar, envolvendo a matemática, as ciências naturais e sociais, a engenharia, as artes, a tecnologia, a política, etc. Apesar de ser normalmente associado à jardinagem pelo público leigo, o a Arquitectura Paisagista envolve todos os possíveis elementos constituintes da paisagem, sejam eles naturais ou não.

Paisagistas famosos


- Roberto Burle Marx
- Garret Eckbo
- Lawrence Halprin
- Thomas Church
- Francisco Caldeira Cabral

Referências

Artigos relacionados


- Arte
- Arquitetura
- História da Arquitetura
- Paisagem
- Meio ambiente
- Geografia

Páginas externas


- [http://www.abap.org.br Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas]
- [http://www.apap.pt Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas]
- [http://www.anponline.org.br/ Associação Nacional de Paisagismo]
- [http://www.efla.org/ European Foundation for Landscape Architecture]
- [http://www.iflaonline.org/ International Foundation of Landscape Architects]
- [http://www.givernypaisagismo.com.br/ Giverny Paisagismo:Projetos de Jardins]

Bibliografia


- MACEDO, Sílvio Soares; Quadro do Paisagismo no Brasil; São Paulo:Edusp, 1999
- MANN, William A.; Landscape Architecture - An illustrated history in timelines, site plans and biography; Nova Iorque: John Willey and Sons, inc. 1993 Categoria:Paisagismo

Urbanismo

O urbanismo é a actividade de estudo, regulação, controle e planeamento da cidade (em seu sentido mais amplo) e da urbanização. O Urbanismo mostra-se, portanto, como uma ciência humana aplicada inserida no contexto de um mundo em constante crescimento demográfico e respondendo a uma forte pressão de civilização e urbanidade, enfrentando suas demandas e problemas. Do ponto de vista técnico, o urbanismo corresponde à ação de projetar e ordenar as cidades. Portanto, o urbanismo é uma atividade altamente multidisciplinar e complexa que dialoga principalmente com a arquitetura (em seu sentido mais comum), com a arquitetura da paisagem, com o design e com a política. Ele necessita da contribuição de áreas do conhecimento como a ecologia, geologia, ciências sociais, geografia e outras ciências. A palavra foi usada pela primeira vez pelo engenheiro catalão Ildefons Cerdà, responsável pelo projeto de ampliação de Barcelona na década de 1860. Cerdà, durante o período, sintetizou os vários estudos sobre as cidades e seu projeto existentes em sua Teoria geral da urbanização, no qual apresentou o termo, em 1867.

Associações de urbanistas


- Conselho Europeu de Urbanistas [http://www.ceu-ectp.org CEU]
- Ordem Profissional dos Urbanistas do Québèc [http://www.ouq.qc.ca OUQ]
- International Society of City and Regional Planners [http://www.isocarp.org ISOCARP]
- American Planning Association [http://www.planning.org APA]
- Sociedad de Urbanistas del Perú [http://www.urbanistasperu.org SURP]
- Société Française des Urbanistes [http://www.urbanistes.com SFU]
- Asociación Española de Técnicos Urbanistas [http://www.aetu.es AETU]

Referências

Artigos relacionados


- Cidade
- Arquitetura
- Paisagismo
- Planejamento urbano
- Política
- Urbanização

Páginas externas


- [http://www.cidades.gov.br/ Ministério das cidades - Brasil] - em português
- [http://www.vivercidades.org.br ViverCidades ONG] - em português
- [http://www.ongcidade.org Cidade ONG] - em português
- [http://www.urban-resources.net/ UrbanResources.net] - em inglês

Bibliográficas


- CHOAY, Françoise; O Urbanismo: Utopia e realidades de uma antologia; São Paulo: Editora Perspectiva, 2003, ISBN 85-273-0163-6
- LE CORBUSIER; Planejamento urbano; São Paulo: Editora Perspectiva, 2004, ISBN 85-273-0212-8
- HALL, Peter; Cidades do amanhã:Uma História Intelectual do Planejamento e do Projeto Urbanos no Século XX; Editora Perspectiva, 2004, ISBN 85-273-0276-4
- ARGAN, Giulio Carlo; Arte moderna; São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1992
- VÁSQUEZ, Carlos García, "Ciudad hojaldre - Visiones urbanas del siglo XXI"; Barcelona: Editoral Gustavo Gili, SA, 2004 Categoria: Urbanismo ja:都市計画

Bruno Zevi

Bruno Zevi foi um arquiteto italiano bastante importante no contexto da teorização e introdução da historiografia da Arquitetura moderna. Durante o período fascista, Zevi exilou-se nos EUA e lá recebeu fortes influências da arquitetura orgânica e principalmente de Frank Lloyd Wright. Quando retornou à Itália, ajudou a difundir o ideário desta linha de pensamento naquele país. Foi autor de diversos livros célebres sobre a arquitetura, incluindo Saber ver a arquitetura. Categoria:Arquitectos da Itália

Música

A música, desde o início de sua história, foi considerada uma prática cultural e humana.Provavelmente, fruto da observação dos sons da natureza, despertou no homem, através do sentido auditivo, a necessidade e vontade de fazê-la. Defini-la não é tarefa fácil porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o tempo e o som. Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-la, ela já se modificou, já evoluiu. E esse jogo do tempo é simultaneamente físico e emocional. Uma das maiores dificuldades em definir música tem sido o emprego dessa palavra na descrição de todas as atividades e elementos relacionadas aos sons organizados. Conceitos pré-definidos aplicam-se a práticas exploradas, esquadrinhadas, completamente conhecidas, o que não ocorre na música, que é infinita. emocional) - Óleo de Lorenzo Costa (m. 1535)]]

O que é música

Um dos poucos consensos relativos à música é que ela consiste em uma combinação de sons e de silêncios que se desenvolvem ao longo do tempo. Neste sentido engloba toda combinação de elementos sonoros destinados a serem percebidos pela audição. Isso inclui variações nas características do som (altura, duração, intensidade e timbre) que podem ocorrer sequencialmente (ritmo e melodia) ou simultaneamente (harmonia). Ritmo, melodia e harmonia são entendidos aqui apenas em seu sentido de organização temporal, pois a música pode conter propositalmente desarmonia e disritmia. E é nesse ponto que o consenso deixa de existir. As perguntas que decorrem desta simples constatação, encontram diferentes respostas se encaradas do ponto de vista do criador (compositor), do executante (músico), do historiador, do filósofo, do antropólogo, do linguista ou do amador. E as perguntas são muitas:
- Toda combinação de sons e silêncios é música?
- Música é arte? Ou de outra forma, a música é sempre arte?
- É necessário que a combinação seja deliberada, ou podemos considerar música qualquer som encontrado na natureza? E o canto dos pássaros ou outros animais pode ser considerado uma combinação deliberada?
- A música é fenômeno eminentemente humano ou pode também ser percebida por animais e plantas, como defendem alguns?
- A música existe antes de ser ouvida? O que faz com que a música seja música é algum aspecto objetivo ou ela é uma construção da consciência e da percepção? Mesmo os adeptos da música aleatória, os mais recentes avatares de sua descontrução e reconstrução, reconhecem que a música se inspira sempre em uma "matéria sonora", cujos dados perceptíveis podem ser reagrupados para construir uma "materia musical". Esta matéria obedece a um objetivo de representação próprio do compositor, mediado pela técnica. A percepção musical, que se dá principalmente pelo sentido da audição, não pode alcançar a totalidade dos objetivos do compositor e o ouvinte reinterpreta o "material musical" de acordo com seus próprios critérios. Por isso, a música é também uma forma de apropriação individual dos elementos formais que pertencem ao consciente e ao emocional, influenciados pelo conjunto das manifestações culturais. Desta diversidade de práticas se conclui sobretudo, que a música não pode ter uma só definição precisa que abarque todos os seus tipos, todos os seus gêneros. Todavia, é possível apresentar algumas definições e conceitos que fundamentam em todos os continentes, uma "história da música" em perpétua evolução, tanto no domínio do popular, do tradicional, do folclórico ou do erudito.

Algumas definições possíveis

O campo das definições possíveis é na verdade muito grande. Há definições de vários músicos (como Schönberg, Stravinsky, Varèse, Gould, Guillou, Boulez, Berio e Harnoncourt), bem como de musicólogos como Dalhaus, Molino, Nattiez, Deliège, entre outros. Entretanto, quer sejam formuladas por músicos, musicólogos ou outras pessoas, elas se dividem em duas grandes classes: uma abordagem intrínseca, imanente e naturalista contra uma outra extrínseca, funcional e artística.

A abordagem naturalista

De acordo com a primeira abordagem, a música existe antes de ser ouvida; ela pode mesmo ter uma existência autônoma na natureza e pela natureza. Os adeptos desse conceito afirmam que, em si mesma, a música não constitui arte, mas criá-la e expressá-la sim. Enquanto ouvir música possa ser um lazer e aprendê-la e entendê-la sejam fruto da disciplina, a música em si é um fenômeno natural e universal. A teoria da ressonância natural de Mersenne e Rameau vai neste sentido, pois ao afirmar a natureza matemática das relações harmônicas e sua influência na percepção auditiva da consonância e dissonância, ela estabelece a preponderância do natural sobre a prática formal. Consideram ainda que, por ser um fenômeno natural e intuitivo, os seres humanos podem executar e ouvir a música virtualmente em suas mentes sem mesmo aprendê-la ou compreendê-la. Compor, improvisar e executar são formas de arte que utilizam o fenômeno música. Sob esse ponto de vista, não há a necessidade de comunicação ou mesmo da percepção para que haja música. Ela decorre de interações físicas e prescinde do humano.

A abordagem funcional

Para o segundo grupo, a música não pode funcionar a não ser que seja percebida. Não há, portanto, música se não houver uma obra musical que estabelece um diálogo entre o compositor e o ouvinte. Este diálogo funciona por intermédio de um gesto musical formal (dado pela notação) ou formalizado (através da interpretação). Para os adeptos dessa abordagem, a música só existe como manifestação humana. É atividade artística por excelência e possibilita ao compositor ou executante compartilhar suas emoções e sentimentos. Sob essa óptica, a música não pode ser um fenômeno natural, pois decorre de um desejo humano de modificar a mundo, de torná-lo diferente do estado natural. Em cada ponta dessa cadeia, há o homem. A música é sempre concebida e recebida por uma pessoa. A definição da música, como em todas as artes, passa também pela definição de uma certa forma de comunicação entre os homens. Não uma comunicação semiológica com signos e significados claros, mas ainda uma comunicação.

Definição negativa

Podemos por outro lado definir a música pelo que não é:
- A música não é linguagem. A música não significa nada. Ela não é um discurso, nem uma língua, nem uma linguagem no sentido da linguística (ou seja uma dupla articulação signo/significado). Não se pode utilizá-la, portanto, para comunicar significados precisos.
- A música não é ruído. O ruído pode ser um componente da música, assim como também é um componente (essencial) do Som. E embora a Arte dos ruídos teorizasse a introdução dos sons da vida cotidiana na criação musical, o termo "ruído" também pode ser compreendido como desordem. E a música é uma organização, uma composição, uma construção ou recorte deliberado (se considerarmos os elementos componentes do som musical). A oposição que normalmente se faz entre estas duas palavras pode conduzir à confusão e para evitá-la é preciso se referir sempre à ideia de organização. Quando Varèse e Schaeffer utilizam ruídos de tráfego na música concreta ou algumas bandas de Rock industrial, como o Einstürzende Neubauten, utilizam sons de máquinas, devemos entender que o "ruído" selecionado, recortado da realidade e reorganizado se torna música pela intenção do artista.
- A música não é universal. Ela não tem o mesmo sentido para todos que a ouvem. Cada indivíduo usa a sua própria emotividade, sua imaginação, suas lembranças e suas raízes culturais para dar a ela um sentido que lhe pareça apropriado. Podemos afirmar que certos aspectos da música têm efeitos semelhantes em populações muito diferentes (por exemplo, a aceleração do ritmo pode ser interpretada frequentemente como manifestação de alegria), mas todos os detalhes, todas as sutilezas de uma obra ou de uma improvisação não são sempre interpretadas ou sentidas de maneira semelhante por pessoas de classes sociais ou de culturas diferentes.
- A música não é sua representação gráfica. Uma partitura é um meio eficiente de representar a maneira esperada da execução de uma composição, mas ela só se torna música quando executada, ouvida ou percebida. A partitura pode ter méritos gráficos ou estéticos independentes da execução, mas não é, por si só, música.

Definição social

Por trás da multiplicidade de definições, se encontra de fato um verdadeiro fato social, que coloca em jogo tanto os critérios históricos, quanto os geográficos. A música passa tanto pelos símbolos de sua escritura, como pelos sentidos que são atribuídos a seu valor afetivo ou emocional. É por isso que, no ocidente, nunca parou de se estender o fosso entre as músicas do ouvido (próximas da terra e do folclore e dotadas de uma certa espiritualidade) e as músicas do olho (marcadas pela escritura, pelo discurso). Nossos valores ocidentais privilegiam a autenticidade autoral e procuram inscrever a música dentro de uma história que a liga, através da escrita, à memória de um passado idealizado. As músicas não ocidentais, como a africana apelam mais ao imaginário, ao mito, à magia e fazem a ligação entre a potencialidade espiritual e corporal. O ouvinte desta música, bem como o da música folclórica ou popular ocidental participa diretamente da expressão do que ouve, através da dança ou do canto grupal, enquanto que um ouvinte de um concerto na tradição erudita assume uma atitude contemplativa que impede sua participação corporal, como se só a suam mente estivesse presente ao concerto. O período barroco marca a época dessa cisura. O desenvolvimento da notação musical e a constituição artificial do sistema de temperamentos consolidou na música, o dualismo corpo-mente típico do racionalismo cartesiano. E de tal forma esse movimento se fortaleceu que mesmo a música popular ocidental, ainda que menos dualista, se rendeu à sistematização, na qual se mantém até hoje.

Música - um fenômeno social

As práticas musicais não podem ser dissociadas do contexto cultural. Cada cultura possui seus próprios tipos de música totalmente diferentes em seus estilos, abordagens e concepções do que é a música e do papel que ela deve exercer na sociedade. Entre as diferenças estão à maior propensão ao humano ou ao sagrado, a música funcional em oposição à música como arte, a concepção teatral do Concerto contra a participação festiva da música folclórica e muitas outras. Falar da música de um ou outro grupo social, de uma região do globo ou de uma época, faz portanto referência a um tipo específico de música que pode agrupar elementos totalmente diferentes (música tradicional, erudita, popular ou experimental). Esta diversidade estabelece um compromisso entre o músico (compositor ou intérprete) e o público que deve adaptar sua escuta a uma cultura que ele descobre ao mesmo tempo que percebe a obra musical. Desde o início do século XX, alguns musicólogos estabeleceram uma "antropologia musical", que tende a provar que, mesmo se alguém tem um certo prazer ao ouvir uma determinada obra, não pode vivê-la da mesma forma que os membros das etnias aos quais elas se destinam. O termo "música genérica" mundial-universal é aplicado ao estudo de uma grande variedade de músicas feitas fora das influências européias, apesar da primeira aplicação do termo, no contexto do Programa de Música Genérica na Universidade de Wesleyan, ter sido para todos os possíveis gêneros sem excluir a tradição européia. Nos círculos acadêmicos, o termo original para estudos da música genérica foi "musicologia comparativa", que foi renomeada em meados do século XX para "etnomusicologia", que apresentou-se, ainda assim, como uma definição insatisfatória. Para ilustrar esse problema cultural da representação das obras musicais pelo ouvinte, o musicólogo Jean-Jacques Nattiez (Fondements d’une sémiologie de la musique 1976) cita uma história relatada por Roman Jakobson em uma conferência de G. Becking, linguista e musicólogo, pronunciada em 1932 no Círculo Línguístico de Praga: :“Um indígena africano toca uma ária em sua flauta de bambu. O músico europeu terá muito trabalho para imitar fielmente a melodia exótica, mas quando ele consegue enfim determinar as alturas dos sons, ele esta certo de ter reproduzido fielmente a peça de música africana. Mas o indígena não está de acordo pois o europeu não prestou atenção suficiente ao timbre dos sons. Então o indígena toca a mesma ária em outra flauta. O europeu pensa que se trata de uma outra melodia, porque as alturas dos sons mudaram completamente em razão da construção do outro instrumento, mas o indigena jura que é a mesma ária. A diferénça provém de que o mais importante para o indígena é o timbre, enquanto que para o europeu é a altura do som. O importante em música não é o dado natural, não são os sons tais como são realisados, mas como são intencionados. O indígena e o europeu ouvem o mesmo som, mas ele tem um valor totalmente diferente para cada um, porque as concepçõs derivam de dois sistemas musicais inteiramente diferentes; o som em música funciona como elemento de um sistema. As realizações podem ser múltiplas, o acústico pode determiná-las exatamente, mas o essencial em música é que a peça possa ser reconhecida como idêntica."

Teoria musical

bambu] Teoria musical é o nome dado a qualquer sistema destinado a analisar, compreender e se comunicar a respeito da música. Assim como em qualquer área do conhecimento, a teoria musical possui várias escolas, que podem possuir conceitos divergentes. A própria divisão da teoria em áreas de estudo não é consenso, mas de forma geral, qualquer escola possui ao menos:
- análise musical, que estuda os elementos do som e estruturas musicais e também as formas musicais.
- estética musical, que inclui a divisão da música em gêneros e a crítica musical.
- Notação musical.

Análise musical

Notação musical Apesar de toda a discussão já apresentada, a música quando composta e executada deliberadamente é considerada arte por qualquer das facções. E como arte é criação, representação e comunicação. Para obter essas finalidades, deve obedecer a um método de composição, que pode variar desde o mais simples (a pura sorte na música aleatória), até os mais complexos. Pode ser composta e escrita para permitir a execução idêntica em várias ocasiões, ou ser improvisada e ter uma existência efêmera. A música dos pigmeus do Gabão, o Rock and roll, o Jazz, a música sinfônica, cada composição ou execução obedece a uma estética própria, mas todas cumprem os objetivos artísticos: criar o desconhecido a partir de elementos conhecidos; manipular e transformar a natureza; moldar o futuro a partir do presente. Qualquer que seja o método e o objetivo estético, o material sonoro a ser usado pela música é tradicionalmente dividido de acordo com três elementos organizacionais: melodia, harmonia e ritmo. No entanto, quando nos referimos aos aspectos do som nos deparamos com uma lista mais abrangente de componentes: altura, timbre, intensidade e duração. Eles se combinam para criar aspectos secundários como estrutura, textura e estilo, bem como a localização espacial (ou o movimento de sons no espaço), o gesto e a dança. Na base da música, dois elementos são fundamentais: O som e o tempo. Tudo na música é função destes dois elementos. É comum na análise musical fazer uma analogia entre os sons percebidos e uma figura tridimensional. A sinestesia nos permite "ver" a música como uma construção com comprimento, altura e profundidade. O ritmo é o mais simples dos elementos de organização, frequentemente associado à dimensão horizontal e o que se relaciona mais diretamente com o tempo e a intensidade, como se fosse o contorno básico da música ao longo do tempo. Ritmo, neste sentido, são os sons e silêncios que se sucedem temporalmente, cada som com uma duração e uma intensidade próprias, cada silêncio (a intensidade nula) com sua duração. O silêncio é, portanto, componente da música, tanto quanto os sons. O ritmo só é percebido como contraste entre som e silêncio. Pode ser periódico e obedecer a uma pulsação definida ou uma estrutura métrica, mas também pode ser livre, não periódico e não estruturado. Isso é uma opção de composição. Enfim é interessante lembrar que, embora pequenas variações de intensidade de uma nota à seguinte sejam essenciais ao ritmo, a variação de intensidade ao longo da música é antes de tudo um componente expressivo, a dinâmica musical. A segunda organização pode ser concebida visualmente como a dimensão vertical. Daí o nome altura dado a essa característica do som. O mais agudo, de maior freqüência, é dito mais alto. O mais grave é mais baixo. O elemento organizacional associado às alturas é a melodia. A melodia é definida como a sucessão de alturas ao longo do tempo, mas estas alturas estão inevitavelmente sobrepostas à duração e intensidade que caracterizam o ritmo e portanto essas duas estruturas são indissociáveis. Outra metáfora visual que freqüentemente é utilizada é a da cor. Cada altura representaria uma cor diferente sobre o desenho rítmico. Não é à toa que muitos termos utilizados na descrição das alturas, escalas ou melodias também são usados para as cores: tom, tonalidade, cromatismo. Também não deve ser fruto do acaso o fato de que tanto as cores como os sons são caracterizados por fenômenos físicos semelhantes: as alturas são variações de freqüências em ondas sonoras (mecânicas). As cores são variações de freqüência em ondas luminosas (eletromagnéticas). Assim como o ritmo, a melodia pode seguir estruturas definidas como escalas e tonalidades, mas o músico também pode optar por criar melodias que não obedeçam a nenhum sistema. A terceira dimensão é a harmonia ou polifonia. Visualmente pode ser considerada como a profundidade. Temporalmente é a execução simultânea de vários ritmos e melodias que se sobrepôem e se misturam para compor um som muito mais complexo, como se cada melodia fosse uma camada e a harmonia fosse a sobreposição de todas essas camadas. A harmonia pode ser constituída de uma melodia principal com um acompanhamento que se limita a realçar sua progressão harmônica, mas também pode ser composta de duas ou mais melodias independentes que se entrelaçam e se completam harmonicamente. Esta técnica é conhecida como contraponto. O termo harmonia é enganador. Nos faz crer que o conjunto das melodias simultâneas é sempre belo e agradável, mas isso também não é sempre verdade. As dissonâncias também fazem parte da harmonia tanto quanto as consonâncias. Não podemos esquecer que cada som tocado em uma música tem também seu timbre característico. Definido da forma mais simples o timbre é a identidade sonora de uma voz ou instrumento musical. É o timbre que nos permite identificar se é um piano ou uma flauta que está tocando, ou distinguir a voz de dois cantores. Acontece que o timbre, por si só, é também um conjunto de elementos seqüenciais e simultâneos. Uma série infinita de freqüências sobrepostas que geram uma forma de onda composta pela freqüência fundamental e seu espectro sonoro, formado por sobretons ou harmônicos. E o timbre também evolui temporalmente em intensidade obedecendo a uma figura chamada envelope. É como se o timbre reproduzisse em escala temporal muito reduzida o que as notas produzem em maior escala e cada nota possuísse em seu próprio tecido uma melodia, um ritmo e uma harmonia próprias. Segundo o tipo de música, algumas dessas dimensões podem predominar. Por exemplo, o ritmo bem marcado e fortemente periódico tem a primazia na música tradicional dos povos africanos. Na maior parte das culturas orientais, bem como na música tradicional e popular do ocidente, é a melodia que representa o valor mais destacado. A harmonia, por sua vez, é o ideal mais elevado da música erudita ocidental. Estes elementos nem sempre são claramente reconhecíveis. Onde estará o ritmo ou a melodia no som de uma serra elétrica incluída em uma canção de rock industrial? Mas se considerarmos apenas o jogo dos sons e do tempo, a organização do seqüencial e do simultâneo e a seleção dos timbres, a música nesta composição será tão reconhecível quanto a de uma cantata barroca.

Gêneros Musicais

barroca durante uma apresentação e Zurich (Suíça) em 1980]] Assim como existem várias definições para música, existem muitas divisões a agrupamentos da música em gêneros, estilos e formas. Dividir a música em gêneros é uma tentativa de classificar cada composição de acordo com critérios objetivos que não são sempre fáceis de definir. A divisão em gêneros também é contestada assim como as definições de música porque cada composição ou execução pode se enquadrar em mais de um gênero ou estilo. A música é freqüentemente agrupada de acordo com vários critérios. Uma das divisões mais freqüentes divide a música em grandes grupos:
- música erudita - a música de concerto, tida como "culta" e mais elaborada. Seus adeptos consideram que é feita para durar muito tempo e resistir a modas e tendências. Em geral exige uma atitude contemplativa e uma audição concentrada. Alguns consideram que seja uma forma de música superior a todas as outras e que seja a real arte musical. No entanto esse pensamento é tipicamente ocidental e não leva em conta a imensa variedade de formas e funções da música nas mais diversas sociedades.
- música popular - associada a movimentos culturais populares. É a música do dia a dia, tocada nas festas, usada para dança e socialização. Segue tendências e modismos e muitas vezes é associada a valores puramente comerciais.
- música folclórica ou tradicional - associada a fortes elementos culturais de cada sociedade. Normalmente são associadas a festas folclóricas ou rituais específicos. Pode ser funcional (como canções de plantio e colheita ou a música das rendeiras e lavadeiras). Normalmente é transmitida por imitação e costuma durar décadas ou séculos. Incluem-se neste gênero as cantigas de roda e de ninar. Outra divisão comum é entre a música profana, sem conotação religiosa e a música religiosa. Cada uma dessas divisões possui centenas de subdivisões. Gêneros, subgêneros e estilos são usados numa tentativa de classificar cada música. Em geral é possível estabelecer com um certo grau de acerto o gênero de cada peça musical, mas como a música não é um fenômeno estanque, cada músico é constantemente influenciado por outros gêneros. Isso faz com que subgêneros e fusões sejam criados a cada dia. Por isso devemos considerar a classificação musical como um método útil para o estudo e comercialização, mas sempre insuficiente para conter cada forma específica de produção. Os estilos musicais ao entrar em contato entre si produzem novos estilos e as culturas se misturam para produzir gêneros transnacionais. O bluegrass estadunidense, por exemplo tem elementos vocais e instrumentais das tradições anglo-irlandesas, escocesas, alemãs e afro-americanas que só podem ser fruto da produção do séc. XX. Outra forma de encarar os gêneros é considerá-los como parte de um conjunto mais abrangente de manifestações culturais. Os gêneros são comumente determinados pela tradição e por suas apresentações e não só pela música de fato. Ainda que a maioria do que se denomina por música erudita seja acústica por natureza e intencionada para ser tocada por indivíduos, muitos trabalhos que usam samples, gravações e ainda sons mecânicos, não obstante, são descritas como eruditas. Por outro lado, uma trecho de uma obra erudita como os "Quadros de uma Exposição" de Mussorgsky tocado por Emerson, Lake and Palmer se torna Rock progressivo não só por que houve uma mudança de instrumentação, mas também porque há uma outra atitude dos executantes e da platéia. Um dos últimos gêneros músicais que revolucionaram o século XX foi o Rock and roll, que começou oficialmente nos anos 50 e tem como seu rei aclamado pela História Elvis Presley.

Métodos de composição

Cada gênero define um conceito e um método de composição, que passa pela definição de uma forma, uma instrumentação e também um "processo" que pode criar sons musicais. A gama de métodos é muito grande e vai desde a simples seleção de sons naturais, passando pela composição tradicional que utiliza os sistemas de escalas, tonalidades e notação musical e varia até a música aleatória em que sons são escolhidos por programas de computador, obedecendo a algoritmos programados pelo compositor.

Crítica musical

Crítica musical é uma prática utilizada sobretudo pelos meios de comunicação para comentar o valor estético de uma obra, intérprete ou conjunto musical. Um texto crítico freqüentemente refere-se a um espetáculo ou álbum na época de seu lançamento. O assunto é complexo e polêmico, pois, desde os tempos em que a sua prática era levada a cabo por curiosos freqüentadores da vida social e, conseqüentemente, dos espetáculos musicais, nunca se percebeu ao certo qual o seu objetivo, nem mesmo quais os destinatários - o público, o artista ou ambos. Ao longo do século XX, notou-se que, mesmo sem finalidade ou utilidade aparente, a crítica musical passou a despertar forte curiosidade nos que não freqüentavam os espetáculos musicais e assim se apropriavam dos pontos de vista emanados nas críticas. Daí para se manipular seu conteúdo com almoços pagos ou outros favorecimentos, foi um passo em nome da captura das platéias e dos compradores. Com a vulgarização desta prática, a isenção da crítica passou a ser questionada. Ainda assim, ela consegue influenciar o público e uma crítica em um veículo respeitado pode, dentro de certos limites, promover o sucesso ou o fracasso dos artistas, álbuns e espetáculos. A indústria cultural além de lançar tendências através de bandas pagas, agrupadas por redes de comunicação, também faz uso da crítica para vender sua mercadoria com artigos pagos, manipulação dos meios de comunição e a massificação de determinados estilos musicais. A prática de comprar a execução de uma música em horários de grande audiência é chamada no Brasil de "jabaculê" ou simplesmente "jabá".

Educação musical

Educação musical é o conjunto de práticas destinadas a transmitir a teoria e a prática da música de uma geração a outra. Inclui:
- Musicalização - métodos destinados a iniciar o estudante na prática vocal ou instrumental antes mesmo do ensino da teoria musical. Há muitos métodos de musicalização e os mais conhecidos são o Método Orff, Dalcroze e Kodály.
- Prática instrumental - ensino e treinamento de técnicas específicas de cada instrumento
- Prática vocal - ensino e treinamento de técnicas vocais. Inclui o canto coral e o canto orfeônico.
- Teoria musical - ensino da teoria musical, sistemas tonais, rítmica, harmonia e notação musical.
- História da música.
- Percepção auditiva - treinamento da percepção melódica (alturas e intervalos) e rítmica.
- Composição e regência - Curso superior destinado à formação de compositores e regentes. A educação musical acontece na escola junto às demais matérias, normalmente como parte da educação artística, no Conservatório de música, escola especializada no ensino de música e artes cênicas e na Universidade.

Atuação

A música só existe quando executada e por isso a atuação é seu aspecto mais importante. Enquanto não executada a música é apenas potencial. É na execução que ela se torna um existente. A atuação pode se extender da improvisação de solos às bem organizadas performances de rituais como o moderno concerto clássico ou as procissões religiosas. O executan